Como fazer um casamento bom e barato

A história da noiva que se organizou, economizou e conseguiu realizar a cerimônia por apenas R$5.500!

Escrito por

Redação M de Mulher

Atualizado em 28/09/2010 em

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Como fazer um casamento bom e barato
Lígia Bazotti

"Apesar do orçamento apertado, consegui realizar o meu sonho"
Foto: Gracy Barbosa

Eu namorava o Flávio havia três anos quando começamos a planejar nosso casamento para 2010. Mas para o projeto sair do papel, queríamos primeiro comprar uma casa. Encontramos um apartamento que cabia no nosso bolso e decidimos morar juntos de imediato. 

Minha mãe ficou chateada com a pressa. Afinal, ainda era julho de 2009. Ela é extremamente católica e queria casar sua primeira filha na igreja. Eu tinha o desejo de fazer juras de amor eterno diante das nossas famílias e de Deus. Mas, naquele momento, a prioridade era a mobília do nosso cantinho. Nos mudaríamos em um mês.

>> A festa seria em 60 dias
Compramos os móveis e os eletrodomésticos. Apesar da vida corrida e apertada, meu desejo de casar vestida de noiva permanecia vivo. Sem falar no orgulho que eu daria à minha mãe ao entrar com meu pai na igreja. Conversei muito com o Flávio. Analisamos as despesas que já tínhamos e as que viriam com a celebração. Percebemos que seria possível fazer uma festa apenas para as pessoas mais íntimas! Além disso, como sou tímida e discreta, uma recepção aconchegante teria muito mais a ver comigo. A troca das alianças aconteceria em dois meses.

>> Comprei um vestido simples
Decidi fazer uma cerimônia sem extravagâncias. A recepção seria um almoço no salão do prédio dos meus sogros. Eu precisava de um vestido simples e leve. Visitei três lojas e só encontrei muito brilho e glamour, tudo o que eu não queria. Permaneci otimista e me apaixonei por um modelo na quarta tentativa. Ele era longo, sem bordados, lindo! O valor do primeiro aluguel era de R$ 800 e estava dentro do meu orçamento. Negócio fechado!

>> Tive de pagar tudo à vista por causa do meu prazo
As taxas do cartório e da igreja são fixas e não podem ser negociadas. Com todos os outros contratos, fiz pelo menos três orçamentos para poder comparar. Minha regra era pagar menos por bons serviços, principalmente o bufê. Conseguimos fechar um almoço para 50 pessoas com direito a salada, dois risotos, uma massa, picanha, refrigerante, água, bolo e três tipos de docinhos. O valor de R$ 1.500 também incluía o serviço de garçom, guardanapos, talheres, louças e copos. Perfeito! 

Tive de pagar quase tudo à vista por causa do prazo apertado. Pesquisei em várias lojas da rua São Caetano, conhecida como a rua das noivas em São Paulo, e comprei naquelas que me ofereceram mais desconto para pagamento em dinheiro. Geralmente, as empresas permitem que o pagamento seja feito até a data do evento, mas como tínhamos apenas oito semanas, não conseguimos negociar muita coisa. A exceção foi a fotógrafa, que parcelou tudo em quatro prestações de R$ 175, pois o trabalho final só ficaria pronto depois de alguns meses. 

Só não abri mão de ter um dia da noiva completo! Fechei os olhos e encarei os gastos. Queria curtir os momentos que precedem o tão esperado ‘sim’! Os profissionais me deixaram bem linda e feliz! Não me arrependo de ter desembolsado três parcelas de R$ 240 para pagar o penteado, a maquiagem e a manhã de princesa.

Como fazer um casamento bom e barato

"Meu bolo estava lindo. Achei os noivinhos na rua das noivas"
Foto: Gracy Barbosa



>> Sofri para fazer uma lista com apenas 50 convidados
Fazer a lista de convidados foi a parte mais difícil de todo o processo! Claro, gostaríamos de contar com a presença de todas as pessoas queridas que fazem parte de nossas vidas, mas, infelizmente, não caberia no nosso orçamento. Então, para chegarmos em 50 convidados, selecionamos os parentes e amigos mais próximos, aqueles com quem realmente temos contato frequente. 

Um mês antes, entregamos os convites, que nós mesmos imprimimos, e pedimos confirmação. Assim, quem não podia ir abria vaga para outros amigos. Dessa forma, conseguimos ter um controle perfeito da quantidade de pessoas. Não passamos apuros por receber mais convidados do que o combinado. 

Todos os detalhes foram escolhidos a dedo e transformaram meu casamento em um momento inesquecível. E o mais importante: tudo foi feito dentro das nossas condições financeiras, o que me fez respirar aliviada depois da celebração. Descobri que realizar um casamento sem pompa não significava abrir mão da tradição. Se pudesse, eu só faria uma coisa diferente: planejaria com mais tempo para conseguir mais facilidade nos pagamentos.

O preço do casamento da Elaine

Alianças R$ 300
Arranjo de cabelo R$ 150
o aluguel, Boulevard Noivas
Bufê R$ 1.825, para 50 pessoas, Randi e Bia Eventos (parcela em até 3 vezes)
Buquê R$ 100, com rosas, Celeste Flores (parcela em até 2 vezes)
Aluguel de cadeiras e mesas R$ 202, 13 mesas de plástico e 52 cadeiras de plástico, Bordeaux
Cartório R$ 281,30, 35º Cartório de Registro Civil da Barra Funda
Cerveja R$ 200, 100 latas
Convites R$ 19,40, pacote com 25 convites de papel vergê branco, da Romitec, Kalunga
Dia da Noiva R$ 720, Focco Hair
Fotografia R$ 1.000. Álbum de 24 x 30 cm com 100 fotos, Gracy’s Foto e Imagem (parcela em até 8 vezes)
Igreja R$ 600, Paróquia Nossa
Senhora do Rosário da Pompéia Salão de festas R$ 70 o aluguel, em condomínio da família
Sandálias R$ 60*
Noivinhos de bolo R$ 60
Vestido R$ 1.200 o primeiro aluguel, Boulevard Noivas

* Estes não são os preços que a Elaine pagou em 2009. Os valores estão atualizados.
Hoje, o mesmo casamento custaria R$ 6.787,70