Claudia Ohana fala sobre o trabalho e a vida pessoal

Claudia Ohana, a Siá Benvinda deCordel Encantado, se diz feliz com o trabalho, mas é na vida pessoal, ao lado do neto, Martin, que se realiza de verdade

Claudia Ohana é uma avó enxuta e arretada
Foto: Divulgação/Rede Globo

Aos 48 anos, Claudia Ohana se divide entre o trabalho e os paparicos com o neto, Martin, 5. As duas coisas que mais lhe dão prazer na vida. E não é exagero. Do primeiro, curte a oportunidade de interpretar uma sertaneja, a Siá Benvinda, de Cordel Encantado, um tipo diferente de tudo que havia feito. Já o segundo… “Ele é a minha paixão!”, diz a vovó, toda melosa.

Atrás da arretada sertaneja e da avó dedicada ainda é possível identificar o símbolo sexual, que fez tremer o público masculino nos anos 1990. A silhueta é exatamente a mesma. “Sou muito regrada. Levo sempre a minha marmita para as gravações. Passo mal se fico sem comer. É um cuidado que tenho comigo. Também malho sempre”, conta a atriz, que mudou um pouco a rotina com o avançar da idade. “Falo que você tem muito mais coisa para fazer na sua vida ao envelhecer. Tem o creme da manhã, o creme da noite, a musculação, o aeróbico. O tempo fica apertado pra tanta coisa”, diz, aos risos, a veterana, que não mostra o resultado dessa dedicação no vídeo. Pois é, Claudia teve de abdicar da vaidade para interpretar Siá Benvinda. Mas valeu a pena! “É bastante diferente de tudo que eu já fiz na televisão. Interpreto uma mulher que é mãe (de Jesuíno, vivido por Cauã Reymond). Isso por si só já é uma grande diferença. Poucas vezes, fui mãe na TV. E olha que já sou até avó”, brinca a carioca, que recorre ao humor para definir a personalidade da personagem: “É uma mulher arretada!”

Um novo horizonte

Acostumada a interpretar papéis que usam e abusam de sua sensualidade, Claudia comemora a oportunidade de fazer uma mulher do sertão brasileiro. Benvinda traz à tona a versatilidade cênica da atriz. “Ela é uma mulher que não vai para o lado sensual. É diferente; é uma cangaceira”, diz Ohana, que assume seus medos quanto ao desafio. “Fiquei mais preocupada em ser crível. Quero passar verdade para o público. Isso, para mim, é mais importante do que o telespectador gostar da minha personagem. Se você não pega o tom que o papel exige no início, fica bastante complicado depois”, diz. Aliás, para o sucesso de Cordel Encantado, a atriz tem uma explicação bem simples: “O texto da Duca (Rachid) e da Thelma (Guedes) é lindo! É uma novela impecável mesmo”.

Claudia Ohana fala sobre o trabalho e a vida pessoal

Como Siá Benvinda, a atriz curte a chance de mergulhar no universo sertanejo
Foto: Divulgação/Rede Globo


Mania de atriz

A dedicação de Claudia à trama das 6 da Globo é total. Muitas vezes, ela sai dos estúdios da emissora com o sotaque de sua personagem. “Isso é horrível! Há dias que eu fico o dia inteiro com o sotaque. Ator tem algumas manias… O meu processo é desse jeito mesmo, preciso levar o personagem para casa. Preciso desse tempo para me acostumar. Depois do início, já separo mais a atriz e o papel. Ele fica no estúdio”, revela Claudia.

De volta aos anos 1990

Enquanto Claudia se dedica a Siá, o Canal Viva reprisa um dos papéis mais marcantes da morena. Em 1991, a atriz se tornou musa de uma geração ao interpretar Natasha, em Vamp, de Antonio Calmon. Na época, Ohana não podia sair de casa por causa do assédio dos fãs. “Era uma loucura! O meu telefone não para de tocar desde que anunciaram a reprise. O Facebook está bombando com a galera comentando. Pra mim, é engraçado. Tem um pessoal na faixa dos 30 anos que vem me contar que eu era a musa deles”, diz, às gargalhadas.

Amor sem limites

Quando fala em seu neto, Martin, Claudia se emociona. O menino de 5 anos é o grande amor da atriz. “Tenho de encontrá-lo pelo menos um dia na semana. Ele é a minha paixão. É um amor muito grande que sinto por ele. Vou te confessar uma coisa, quando eu estou com saudade dele, eu choro. É verdade. É incrível esse amor”, diz a estrela. Claudia comenta que o neto ainda não sabe muito sobre sua profissão: “Ele acha estranho quando alguém me aborda para tirar uma foto ou pedir um autógrafo. Falo que é porque essas pessoas gostam da vovó (risos)”.
 

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