Giovanna Antonelli: “A televisão me satisfaz! Eu amo fazer novela!”

A atriz fala da alegria com seu novo trabalho na TV e revela que não liga para roupa de grife na hora das compras

Heloisa é bem-sucedida na profissão, mas enfrenta alguns problemas na vida pessoal com a filha e o ex-marido
Foto: TV Globo/Divulgação

Aos 36 anos, a atriz Giovanna Antonelli se sente plena na profissão e está amando interpretar a delegada Heloisa, de Salve Jorge. Mãe de Pietro, de 7 anos, do relacionamento com Murilo Benício, e das gêmeas Antônia e Sofia, de 2, do casamento com o diretor Leonardo Nogueira, Giovanna também só tem a festejar na vida pessoal.

No bate-papo, ela conta tudo sobre seus amores e ainda fala da mais recente paixão: seu trabalho na nova trama global das nove.

Como foi o laboratório para viver a delegada Heloisa? Pegou em armas?
Tive contato com várias delegadas e passei um dia inteiro em uma delegacia, conhecendo o trabalho de todos ali dentro. Por enquanto, a personagem não vai a combate, então, não precisei manusear armas de fogo. Mas, se for o caso, faço umas aulas e vou à guerra!

Como eram as delegadas que conheceu?
Mães solteiras, mães casadas, mulheres com as mesmas preocupações de todas nós. Esse contato me ajudou a desenvolver o lado mais humano da delegada Heloisa, super-respeitada pelos homens que comanda. Elas me contaram que precisaram chegar se impondo, mas ao mesmo tempo respeitando os comandados.

A Heloisa tem um lado de humor?
Não. Ela é muito correta, justa, e as cenas engraçadas são casuais. A Heloisa e o Stênio (papel de Alexandre Nero) são separados há dez anos, mas vivem uma relação de gato e rato que acaba sendo bastante cômica.

Depois da separação, ela dá uma virada na vida, não é?
A Heloisa presta um concurso e se torna delegada federal para investigar o tráfico humano, tema central da novela. Aí, ela cresce.

Giovanna Antonelli: "A televisão me satisfaz! Eu amo fazer novela!"

Heloisa e Stenio vivem em pé de guerra na novela
Foto: TV Globo/Divulgação


Você acredita que a Heloisa provocará a mesma identificação da Cláudia, de Aquele Beijo, que era uma mulher comum, com coragem e carências?
Eu adoro fazer essas mulheres comuns, porque elas retratam e desvendam o universo feminino como ele é na realidade. Já fiz personagens mais inacessíveis, como a Jade (de O Clone), mas amo interpretar a mulher “normal”, pois me aproxima totalmente do público. Falar das dificuldades que temos, dos defeitos… Isso provoca identificação instantânea (risos). E a Heloisa tem essa coisa de mulher comum, embora exerça uma profissão geralmente considerada masculina. Acho que isso desmistifica a posição dela.

É verdade que sua personagem tem compulsão por fazer compras?
Ela tem esse comportamento compulsivo sempre que está estressada. Mas toda mulher é um pouco assim: quando tem algum probleminha, exagera um pouco. Eu não sou tão ansiosa, mas também gosto de ir às compras (risos)!

E é do tipo que não resiste a uma boa promoção?
Adooooro uma liquidação! Para mim, não importa ostentar roupa de marca. Interessa se aquele traje está me caindo bem. Porque, às vezes, a gente coloca um vestido de princesa e fica um tribufu e, em outras, compra uma peça ali na feirinha e fica incrível. Sou muito aberta nesse sentido.

Em sua opinião, a Heloisa é uma mãe permissiva?
O que eu entendo do relacionamento da Heloisa com a filha, Drika (interpretada por Mariana Rios), é que ela perdeu a mão com a educação da garota e tenta resgatar isso. E tudo acontece porque a menina é mimada pelo pai, preferiu morar com ele, então, a delegada se sente um pouco culpada.

Você está trabalhando novamente com a Gloria Perez. Como está o reencontro?
O delicioso da vida são os reencontros! Eu trabalho na Globo há 17 anos e, às vezes, fico anos sem encontrar um ator por quem guardo enorme carinho. Quando consigo, é mesmo um prazer enorme! Com alguns colegas tive a oportunidade de fazer dobradinhas e foi sensacional! Já aconteceu com autor e diretor também. Agora, estou reencontrando a Gloria, e está sendo maravilhoso!

Desde o primeiro trabalho com ela, em O Clone, já se passaram 11 anos. O que mudou na sua vida nesse tempo?
Virei mãe. De resto, eu continuo a mesma de antes. Acabo nem vendo o tempo passar, de tão rápido!

A televisão a satisfaz plenamente? Ou tem outros planos para o futuro?
A televisão me satisfaz! Eu amo fazer novela! Para mim, é uma fonte inesgotável. Pretendo fazer teatro, mas não deixarei a TV de jeito nenhum.

Estava com saudade do horário nobre?
Qualquer horário está valendo para mim. Eu quero é viver bons personagens! Cada um tem sua proposta. Se eu não tivesse feito Aquele Beijo, jamais teria tido a oportunidade de interpretar a Cláudia, que me abriu um novo universo de comédia na televisão. Eu gosto de fazer coisas diferentes, independentemente do horário em que a novela vai ao ar.

A novela fala muito de São Jorge. Você é devota?
Bastante. Meu primeiro São Jorge foi dado por Zeca Pagodinho e é do meu tamanho! Está na entrada do meu sítio e mandei fazer outro grande para colocar dentro de casa. Mas tenho alguns menores também, gosto de verdade!

Está assistindo à reprise de Da Cor do Pecado? Gostaria de fazer uma vilã como a Bárbara novamente?
Meu sonho é fazer uma vilã de novo! Aliás, os personagens daquela novela (de João Emanuel Carneiro, mesmo autor de Avenida Brasil) foram verdadeiros presentes para o elenco inteiro. A Bárbara para mim, o Paco e o Apolo para o Reynaldo Gianecchini, e a Preta para a Taís (Araújo). Nem parece que faz oito anos! Eu estava vendo com o Pietro outro dia e comentei: filho, depois dessa novela, você nasceu! Porque, quando acabei as gravações de Da Cor do Pecado, eu engravidei.

Suas filhas estão com dois anos. Está difícil ficar longe delas, agora que começou a gravar mais intensamente?
Estou conseguindo administrar muito bem a situação, com o coração sempre apertado, claro! Mas já convivo com isso há anos e não tem jeito: é preciso trabalhar!

Como se mantém em forma?
Odeio malhar, mas faço por obrigação. Prefiro correr na praia, caminhar… Quando acabo, sempre repito: missão cumprida, missão cumprida, missão cumprida (risos)!

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