Bianca Bin celebra papel de protagonista em Malhação
Bárbara Tourinho

"Fiz bronzeamento artificial. Não dava para 
viver uma menina que mora no Nordeste 
do jeito que eu estava: branca como a 
neve”, conta Bianca
Foto: João Miguel Jr.

Para Bianca Bin está difícil acreditar que cabe a ela o posto de protagonista de Malhação. A jovem, de 18 anos, estudou teatro durante seis anos e fez testes para dezenas de comerciais. Mas, como atriz, nunca tinha conseguido um lugar ao sol. A sorte só mudou quando Bianca conquistou uma vaga na Oficina de Atores da Globo e, ainda na metade do curso, ganhou a personagem principal da novelinha juvenil. "Eu já estava em crise, achando que não funcionava no vídeo. Nem acreditei quando fui aprovada nos testes", confessa a atriz paulista de Jundiaí. 

Na trama, a gata será a heroína Marina, que vive um triângulo amoroso com Luciano, interpretado por Micael Borges, e a vilã Veridiana, vivida por Amanda Richter. Depois que se mudar para o Rio, ela ficará dividida entre Luciano e Alex, papel de Daniel Dalcin. "Estou ansiosa! Tirando a saudade que sinto da minha família, posso dizer que estou vivendo um dos melhores momentos da minha vida", comemora Bianca.

Qual tem sido sua maior dificuldade?
Acho que é a linguagem da TV, que nos restringe um pouco. No teatro, o ator pode ser mais expansivo, crescer. Mas esse desafio vai ser um ótimo exercício para mim. Só me acrescentará como atriz. 

A história começa no Nordeste. Sua personagem vai ter algum sotaque?
Não precisamos trabalhar o sotaque porque minha personagem nasceu no Rio. Estudei apenas algumas expressões regionais, que são usadas nas cenas no Ceará. Além disso, logo depois, a trama central ficará no Múltipla Escolha. 

Mudou seu visual para viver a Marina?
Meus cabelos eram curtos e precisei colocar aplique. Também fiz bronzeamento artificial. Não dava para viver uma menina que mora no Nordeste, debaixo de sol, do jeito que eu estava: branca como a neve. Não iria convencer! 

Qual é sua maior expectativa em relação a esse trabalho?
Procuro não pensar nisso. O medo de não agradar faz com que eu não crie grandes expectativas. O que espero, realmente, é dar meu melhor e aproveitar ao máximo a oportunidade que me foi dada.