5 dicas de Fátima Bernardes para curtir as férias com os filhos
Reportagem: Vanessa Vieira - Edição: MdeMulher

Fátima Bernardes abre as portas de seu programa, que estreou na segunda-feira, 25
Foto: Divulgação

"Bem-vindos à minha nova casa!" Foi assim que a ex-apresentadora do "Jornal Nacional" recebeu a imprensa, na terça 12, para o lançamento de seu programa, "Encontro com Fátima Bernardes". O evento aconteceu no estúdio, no Projac, onde a jornalista, receberá cerca de 60 convidados, diariamente, para conversar sobre assuntos diversos.

Aos 49 anos, é uma guinada de dar frio na barriga de qualquer um, não é?  Pois, para Fátima, o "bicho" não parece tão feio assim. "Estou ansiosa, mas muito mais do que isso: estou feliz", diz ela, que promete misturar jornalismo com entretenimento na atração.

Os detalhes do "Encontro com Fátima Bernardes" foram bem guardados...
E sempre foi muito difícil para mim não falar. Mas não era o momento. Também não era o mistério de Fátima, era apenas uma estratégia para que pudéssemos trabalhar. Quando sonhei ter um espaço como esse, não imaginava nem metade do trabalho que daria. Venho de um produto que está no ar há mais de 40 anos, que, quando cheguei lá, já tinha mais de 30 anos. Então, é diferente participar desde o início, da elaboração, da contratação de equipe, tudo isso demandou tempo. Nós teremos 70 minutos de produção, 1 hora e 20 minutos no ar. E todo dia ter isso não é algo fácil, não é?

O programa é inspirado no da Oprah Winfrey, como andaram dizendo?
Não. Todos os programas que estão no ar são sempre referência. Mas ele não foi inspirado no programa da Oprah, ele não é um talk show... Dificilmente, vou ter um entrevistado aqui, sentado comigo. Na verdade, os convidados vão ajudar a desenvolver a conversa. E acho que eu também vou me colocar de uma forma diferente. O que quero nesse novo espaço é trazer a rua para dentro do estúdio. Com isso, continuo a exercer o que gosto de fazer, que é contar e ouvir boas histórias.

A equipe reúne muitas pessoas de diferentes áreas de entretenimento.
É, a gente foi crescendo para os dois lados. Tanto para a área de entretenimento quanto para a de jornalismo. Sempre foi um desejo da empresa ter um programa que misturasse as duas coisas.

Como vai ser a seleção da plateia?
O ideal é que ela tenha vínculo com o assunto. Vamos trazer uma plateia direcionada, para que todos se sintam à vontade.

Fátima Bernardes conta os detalhes de seu novo programa

A jornalista e a equipe de "Encontro com Fátima Bernardes"
Foto: Divulgação

E como serão esses quadros?
Vou guardar a surpresinha. São vários. A ideia é sempre escutar uma boa história e dela desenvolver uma boa conversa. E humor, claro, estará presente.

Você irá para a rua?
O programa até permitiria, mas não é o meu intuito. Deixei um telejornal que tem a maior audiência do jornalismo brasileiro. Então, tenho que deixar claro ao público o que me motivou a fazer isso. Lá, eu já fazia reportagens na rua, ancorava o jornal na rua... Não vou dizer que dessa água não beberei, porque vai que dá vontade? Mas, no primeiro momento, quero que reconheçam essa casa como minha.

Foi divulgada a participação de Ana Paula Arósio e de Grazi Massafera...
Sou surpreendida a cada dia com nomes de pessoas que vou entrevistar, que eu já teria feito contrato. Isso não aconteceu. Óbvio que uma dita celebridade pode ir ao programa, mas ela terá de estar integrada à discussão do dia. Até porque temos vários programas na Globo que entrevistam as pessoas sobre seus trabalhos. A ideia é que a celebridade tenha algo a agregar à conversa.

O que mudou na sua rotina, agora que trabalha de manhã cedo?
Na verdade, já acordava cedo. Acordo sempre às 6h10, porque meus filhos saem para a escola às 6h50. Antes, com o Jornal Nacional, eu os via de manhã e só os revia à noite, quando eles já tinham jantado. Agora, consigo jantar com eles, assistir ao jornal, à Avenida Brasil... Nesse aspecto, foi um bônus que ganhei por ter mais tempo com eles.  

Seu comportamento diante das câmeras muda com o programa?
O meu comportamento será exatamente o mesmo que eu tinha no "Jornal Nacional". Não é porque agora apresento um programa de manhã que a minha atitude mudará. A minha matéria-prima sempre foi a informação e é nisso que vou tentar me basear sempre. Contribuo mais para o público quando consigo fornecer uma informação a mais, que talvez ele não tenha, do que quando digo "gosto" ou "não gosto". Embora, no Encontro com Fátima Bernardes, seja possível dizer "gosto" e "não gosto".

Mais