Murilo Benício: “Ter um filho agora seria um dilema para mim e a Débora!”

O protagonista de G3R4Ç4O BR4S1L abre o coração e fala de família, carreira e muito mais...

Murilo Benício: "Ter um filho agora seria um dilema para mim e a Débora!"

Murilo Benício com novo visual para viver Jonas Marra, o protagonista de Geração Brasil
Foto: TV Globo/Divulgação

Mais magro e com aparência jovial, Murilo Benício é puro entusiasmo com seu novo personagem, o gênio da tecnologia Jonas Marra, de G3R4Ç4O BR4S1L. Nossa entrevista se deu na festa de lançamento da trama, dia 29. Apesar de ser bastante reservado, o ator não se esquivou de nenhuma pergunta, falou até mesmo se planeja ter filhos com Débora Falabella, sua namorada desde 2012. Os dois se apaixonaram durante Avenida Brasil.

Mesmo assumindo não ser um entusiasta da tecnologia, Murilo está bastante empolgado com o novo trabalho na novela das 7. E confessa estrar aguardando a reação do público com um frio na barriga. Uma reação inesperada vinda de um ator acostumado a personagens de sucesso, como o Juca Cipó do remake de Irmãos Coragem (1995), o Leonardo de Por Amor (1997), o papel triplo como Lucas, Diogo e Léo em O Clone (2001), o Victor Valentim do remake de Ti-Ti-Ti (2010) e o Tufão de Avenida Brasil (2012), entre tantos outros.
Jonas, o novo desafio, tem muitos segredos, e Murilo conta tudinho a seguir.
 
Como tomou a decisão de emagrecer?
Recentemente, fui esquiar com um dos meus filhos (ele é pai de Antonio, de 16 anos, do casamento com Alessandra Negrini, e de Pietro, 8, da união com Giovanna Antonelli) e senti que não o estava mais acompanhando como devia por causa do excesso de peso. De repente, você se dá conta de que está com uma carga nas costas de quase 20 kg! Não quero mais viver assim, quero uma vida saudável. Até para viver com meus filhos esse tipo de atividade.
Murilo Benício: "Ter um filho agora seria um dilema para mim e a Débora!"

No autódromo com o filho Pedro, fruto da união com Giovanna Antonelli
Foto: AgNews

Foi difícil perder peso?
Eu já estava mais magro em Amores Roubados, mas como usava barba, acho que não aparecia tanto. Na realidade, cortei o álcool, quase não bebo mais. Chegou uma hora que eu não queria mais beber, nem acordar de ressaca. Foi questão de saúde mesmo.
 
Cortou radicalmente ou ainda se permite beber socialmente?
Não sou nada radical. Continuo a beber socialmente. Mas hoje restrinjo bastante, principalmente quando vou a um evento e tenho que trabalhar cedo no dia seguinte.
 
Você fez alguma restrição alimentar também?
Não mudei nada porque já tinha uma alimentação boa. Continuei também a mesma rotina de exercícios que tinha. Faço academia, tenho um personal trainer e ando muito de bicicleta na praia. O diferencial do peso veio pelo corte da bebida mesmo.
 
Como é o Jonas Marra?
Difícil definir. Ele tem o perfil do Steve Jobs (empresário e magnata norte-americano que revolucionou a informática e morreu em 2011). Brasileiro, Jonas vai para a Califórnia, nos Estados Unidos, e cria uma empresa no Vale do Silício (polo tecnológico). É uma brincadeira com a vida real, mas obviamente de um jeito muito leve, próprio para uma novela das 7. Ele é arrogante, mas tem senso de humor, o que pode dar uma quebrada.
Murilo Benício: "Ter um filho agora seria um dilema para mim e a Débora!"

O protagonista Jonas Marra de Geração Brasil em cena com Cláudia Abreu
Foto: TV Globo/Divulgação

Acredita que o público vai simpatizar com ele?
Costumo respeitar muito a opinião do público. Baseado no que ele gosta ou não, corro atrás para fazer o que for melhor e o que vai agradar mais. Isso, sem desviar da proposta da novela, é claro!
 
Leu a biografia do Steve Jobs?
Li por curiosidade e isso me ajudou a entender a arrogância do Jonas Marra e a perceber que ele é assim por uma necessidade de levar as pessoas a realizarem o sonho que tinha. Se o Jobs não fosse tão encrenqueiro, tão brigão e tão duro com as pessoas, hoje não existiria o iPhone.
 
A pressão constante pela audiência e pelo sucesso o aflige?
Nem um pouco. Já fiz muita coisa boa, já fiz muita coisa mais ou menos. Ain- da bem que fiz pouquíssimas coisas que não achei tão legais. Claro, o sucesso não depende só de mim, mas vou sempre dar o máximo.
 
Seu personagem é um homem que convive o tempo todo com a fama, assim como você. Qual o lado ruim disso?
Não vejo nenhum lado ruim na fama. Só gostaria de viver um pouco tranquilo quando não estou trabalhando.
 
O que mais o atraiu nessa novela?
Foi estar numa turma nova, que não conheço. Estou há 20 anos na Globo e nunca fiz nada com a diretora Denise Saraceni. Nem com os autores Filipe Miguez e Izabel de Oliveira. Foi a vontade de estar com gente nova, fazer novos amigos. As pessoas do elenco são muito legais e as conversas nos bastidores, impagáveis. Estou dividindo o camarim com o Luís Miranda, que sempre tem roupa de mulher para trocar. Então, está uma palhaçada! No teatro, a gente costuma dizer que quando a coxia é boa, o resultado é bom!
 
Como foi retornar a São Francisco (na Califórnia), onde morou quando jovem?
Não foi a primeira vez que voltei lá para gravar. Mas é sempre bom retornar a uma cidade em que morei tão moleque. Vivi tanta coisa lá… Levei meus filhos para conhecerem a casa onde vivi.
 
E como foi?
Esquisito (risos). Da última vez que estive em São Francisco filmando, não fui à casa onde eu alugava um quarto. Cheguei lá agora e está tudo a mesma coisa. Teve um lado bacana, vivi lá uma fase em que amadureci muito na vida. A sensação foi de missão cumprida.
 
Ao contrário de seu personagem, você não é muito ligado em tecnologia, né?
Tenho algumas redes sociais, mas só uso o WhatsApp.
 
Acompanha a tecnologia na vida de seus filhos? Controla o que eles acessam?
O maior controle é a confiança. Não sou de abrir o computador deles para investigar. Procuro dialogar de forma sincera e me pautar na certeza da intimidade que temos.
 
Pensa em ter filhos com a Débora?
A gente está numa idade em que os filhos (de ambos) não são mais nenéns. Dá vontade de ter um filho, mas aí você pensa que voltará a ter um bebê em casa. E hoje temos uma liberdade que anos atrás não tínhamos. Antes, por exemplo, não podia porque Antonio e Pietro eram nenéns. A Nina, da Débora, está com 5 anos, deixando de ser neném. Ter um filho agora seria um dilema para mim e a Débora (risos).
Murilo Benício: "Ter um filho agora seria um dilema para mim e a Débora!"

Débora Falabella e Murilo Benício em Portugal, 2013
Foto: TV Globo/Divulgação

E como está sendo a experiência de ser padrasto de uma menina?
É outro mundo, outro planeta. Menina é tão diferente, outro universo mesmo! Infelizmente, como elas estão morando em São Paulo, e eu no Rio, não tenho tido aquela convivência diária com a Nina. Mas sou da teoria de que sempre é bom aprender!
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