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[an error occurred while processing this directive]O senhor Iijima acorda todos os dias cedinho e, de vassoura em punho, vai limpar a calçada da agitada rua Manuel da Nóbrega. Não, ele não é um dos muitos garis de São Paulo, tampouco zelador de prédio. Dono de uma rede de salões de cabeleireiro, o empresário acredita que assim está cuidando do planeta, a casa de todos nós. Ele não está sozinho. Há 11 anos trouxe a idéia do Japão inspirado no Movimento da Zeladoria do Planeta, cujo princípio básico é aprender através da limpeza. As atividades dessa ONG, no Brasil, incluem varrições em parques das cidades, limpeza de locais públicos, palestras sobre responsabilidade social e qualidade de vida, além da Grande Limpeza Anual. Em setembro deste ano, cerca de 2 mil pessoas acordaram num domingo chuvoso para varrer a sujeira da avenida Paulista e da praça da Sé. Eram escoteiros, integrantes de grupos espirituais, voluntários, adultos e crianças. O senhor Iijima explica que limpar a rua é só o primeiro passo: Enquanto nós varremos, arrumamos a cabeça também, como numa meditação. Um ato de cidadania em que é possível deixar-se transformar, tornando a alma mais limpa.