[an error occurred while processing this directive]
COCÔ - energia limpa
Nem só de sol e vento é possível produzir energia – até o que você deixa no banheiro pode manter a luz acesa ou a casa mais quentinha
1. Todo o sistema de esgoto das 200 casas teve de ser adaptado, levando os resíduos para uma estação de tratamento construída especialmente para tratá-lo.
2. Bactérias anaeróbias levam até três semanas para decompor o cocô e transformar os resíduos em gás metano.
3. Do processo de tratamento, além do metano, produzem-se fertilizantes que são usados em lavouras e plantações da cidade.
4. Assim que o gás é produzido, ele é coletado e distribuído para as residências para manter funcionando os radiadores de calefação.
Do cocô ao calor
Mais de 200 casas da cidade de Didcot, no Reino Unido, mantêm seu sistema de calefação funcionando graças ao que vai para a privada.
É isso mesmo: todo o cocô dos moradores é direcionado para
uma estação de tratamento onde ele é separado e convertido em
gás (sem odor, claro!) para poder alimentar os radiadores de calefação
instalados nas residências. Utilizar nossos próprios resíduos como
combustível não é algo novo, é verdade – há indícios de mais de
um século de que chineses e outros povos usavam o “número 2” para
produzir energia. Mas o projeto de Didcot (que custou 4 milhões
de dólares) é uma prova de que é possível construir um sistema integrado
de geração de gás e energia em grande escala através do cocô
– uma energia limpa, sim, e totalmente renovável, já que a gente
não para nunca de fazer as necessidades fi siológicas, né?!
Por Rafael Tonon - Ilustração Bruno Algarve
COCÔ - energia limpa
Nem só de sol e vento é possível produzir energia – até o que você deixa no banheiro pode manter a luz acesa ou a casa mais quentinha
1. O cocô é recolhido em um saco de plástico biodegradável e, depois, jogado no tambor. O dono do animal precisa girar a manivela para misturar os resíduos e permitir que as bactérias possam agir, liberando gás metano.
2. O metano é distribuído pelos mais de 20 postes instalados, mantendo as chamas sempre acesas. O mesmo gás pode ser canalizado também para fogões colocados na praça para piqueniques e barraquinhas de vendedores de comida.
Luz nas praças
Uma praça cuja iluminação é toda mantida graças aos detritos que os
cães deixam por ali. Projetada pelo designer Matthew Mazzotta e batizada
de Park Spark, essa praça existe e fi ca na cidade de Cambridge,
nos EUA. Pensando numa forma de dar um fi m sustentável aos resíduos
animais, Mazzotta desenvolveu um sistema com um grande tambor
de ferro onde o cocô dos bichos é jogado e misturado, permitindo
que as bactérias possam fazer a decomposição dos resíduos e liberar
gás metano. Esse gás, que depois é canalizado, é distribuído por todo
o parque, onde é usado para manter a chama dos postes acesas, permitindo
que as pessoas possam passear com seus cãezinhos durante a
noite em segurança. O projeto foi desenvolvido através do MIT (Instituto
de Tecnologia de Massachusetts) e a ideia é espalhar parques que
tenham a energia gerada pelo cocô da bicharada por todo o país.
Por Rafael Tonon - Ilustração Bruno Algarve