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[an error occurred while processing this directive]CAMPING PARA TODOSEscolher um lugar, ir até ele e montar a barraca: acampar é simples assim. Algumas pessoas preferem se embrenhar no mato para esquecer a vida. Outras querem ficar perto da natureza, mas com um mínimo de conforto. E existem ainda aqueles com vontade de sair com a mochila nas costas, mas não sabem que rumo tomar. Para não se perder, além de uma boa bússola, é legal entender as diferenças entre cada tipo de acampamento. O mais comum deles é o recreativo, ou camping clássico. A estrutura fica próxima a atrações turísticas, rios ou praias. Há eletricidade, chuveiros, banheiros, garagem e até áreas demarcadas para cada barraca. Já o camping selvagem (chamado também de primitivo) é mais independente. É realizado em locais aonde só se chega a pé, como florestas, montanhas ou praias desertas. O campista precisa levar os mantimentos necessários para sobreviver longe da civilização. Isso inclui itens de vestuário, cozinha, material técnico e de uso pessoal. “É preciso pensar em cada detalhe, evitando carregar coisas que só acrescentam peso e provoquem desgaste físico após uma longa jornada”, diz George Volpão, apaixonado pelas montanhas desde 2000. Já para aqueles que desejam entrar em contato profundo com a natureza existe o bivac. Alexandre Palmieri, também montanhista, explica que a expressão é francesa e pode ser traduzida como dormir ao relento. O conceito não é muito conhecido no Brasil, mas bastante difundido lá fora. “A ideia é não ter barreira entre o corpo e a natureza”, afirma. Nesse caso, quanto menos equipamentos melhor. Para passar a noite, nada além de um saco de dormir e isolante térmico no chão. Aos dispostos a desvendar lugares selvagens, é importante sempre ter a companhia de pessoas experientes. O aprendizado, nesse caso, será sempre maior que o risco.
Ainá Vietro Foto:David Trood Pictures/Getty Images
AVENTURA COM CONFORTOOs melhores equipamentos para se jogar na natureza
1. Headlamp
No mundo outdoor é essencial ter uma lanterna de cabeça, para manter as duas mãos livres. Excelente aposta, a Apex possui um microchip que regula a luz automaticamente enquanto a bateria se esgota e avisa quando ela está chegando ao final. Um led tricolor informa o estado das pilhas quando não está acesa. Em modo econômico, pode ficar acesa até 200 horas. Headlamp Apex, Princeton Tec, R$ 640, princetontec.com
2. Mochila
Sistema de ajuste impecável, abertura dorsal para fácil acesso a equipamentos, capa de chuva embutida, costuras seladas, muitas divisões e bolsos são algumas das vantagens dessa bolsa da Deuter. Mochila Deuter AirContact 55+15 SL, Deuter, R$ 934, deuter.com.br
3. Fogareiro
Confiável, silencioso, ocupa pouco espaço e funciona com quatro combustíveis líquidos diferentes, ideal para viagens em que você não tem certeza de que combustível vai encontrar. Tem bico autolimpante e vem com uma chave que permite desmontá- lo inteiro. Fogareiro MSR Internationale, MSR, R$ 599, à venda na penatrilha. com.br
4. Pratos liofilizados (desidratados)
Pratos requintados, como risoto ou salmão com ervas, podem ser conservados por muito tempo com todas as características nutritivas e sem uso de conservante. O melhor: o gosto também permanece. Basta adicionar água quente ou fria, ou mesmo comer in natura. LioFoods, R$ 17 (kit strogono.. de frango) e R$ 18 kit (refogado de picadinho), liofoods.com.br
5. GPS
Quer se aventurar por aí sem a preocupação de se perder? Os modelos da Garmin, como este Etrex Vista, vão acompanhálo bem em suas andanças. GPS Garmin Etrex Vista HCx, Garmin, R$ 1289, à venda no extra.com
6. Isolante a ar
Nada de carregar aqueles enormes isolantes de EVA do lado de fora da mochila. Um isolante a ar pode ser dobrado e compactado dentro da bolsa, pois não perde a forma ao ser reinfl ado. Isolante A200, Quechua, R$ 99,90, à venda na decathlon.com.br
7. Barraca para duas pessoas
A Manaslu tem 25 anos de mercado e, apesar de não ser tão conhecida, fabrica algumas das melhores barracas do mundo. O Modelo Trip tem capacidade para duas pessoas, argolas para pendurar equipamentos e é bem bonita. Manaslú Trip, Manaslu. R$ 975, manaslu.com.br Lex Blagus
PARA OS PEQUENOS... Campings que recebem as crianças nas férias, ou mesmo em viagens escolares, são uma boa forma de fazer os pequenos entrarem em contato com a atividade de acampar desde cedo. Confira alguns locais:
• Mundo da Lua >> Tem atividades que colocam os garotos em contato com a natureza, como banho de bica, casa na árvore e tirolesa. Conceição do Jacuípe, BA – a 90 km de Salvador. A partir de R$ 995. De 6 a 16 anos. (71) 3492- 0744, coloniamundodalua.com.br
• Repúbllica Lago >> Uma cama elástica na água, ou a Trilha do Barroso (um verdadeiro banho de imersão na lama) são algumas das atrações deste acampamento. A molecada ainda pode pintar no ateliê, participar de oficinas especiais de teatro e cinema ou dançar em uma superagitada balada. Leme, SP – a 186 km de São Paulo. R$ 2160. De 6 a 16 anos. (11) 3818-6600, replago.com.br
• Nosso Recanto >> Quem gosta de aventura pode brincar com tirolesa, parede de escalada e caiaque. Também há parque aquático, campo de futebol, quadras de esportes e até baile de carnaval antecipado. De 5 a 16 anos. Sapucaí Mirim, MG – a 512 km de Belo Horizonte. A partir de R$ 1701. (11) 5561-7419, nr.com.br
• Quinta da Estância Grande >> Localizado em uma área de natureza preservada, este camping tem passeio a cavalo e de trator, além de gincanas diurnas e noturnas. A festa tem música ao vivo e as crianças podem testar a coragem na Trilha das Almas Penadas. Viamão, RS – a 28 km de Porto Alegre. A partir de R$ 360. De 5 a 15 anos. (51) 3444-2655, quinta-da-estancia.com.br A.V.
ACAMPAMENTO VERDE Na hora de acampar, o luxo e o conforto podem até ficar de lado, mas não a preocupação com o meio ambiente. Confira medidas para quem quer se aventurar com consciência ambiental:
Onde montar o acampamento
Procure locais já estabelecidos, evitando impactos na natureza. Quando não existirem, busque áreas a pelo menos 60 metros de fontes de água. Não arranque a vegetação ou retire pedras. E, apesar do que dizem por aí, não cave ao redor da barraca para se proteger das chuvas; escolha um bom local e monte a barraca sob um plástico.
E para usar o banheiro?
Caso não existam sanitários no local, procure um espaço onde não seja preciso retirar a vegetação e fique longe das fontes de água. Cave um buraco de 15 cm e, após usá-lo, cubra-o com terra. O papel higiênico deve ir para o lixo. Na hora do banho, evite usar sabonete ou xampus em cachoeiras, rios ou lagos.
Joga fora no lixo
Todo o lixo produzido deve ser armazenado de maneira correta para ser retirado ao fim da viagem. Nada de queimar ou enterrar. Se o local não possuir lixeiras adequadas, o melhor a fazer é levar o lixo para descartar depois. É bacana aprender a produzir menos lixo, deixando em casa embalagens desnecessárias, por exemplo.
Lidando com o fogo
Para cozinhar, use um fogareiro. Caso não seja possível, ou a vontade de fazer uma bela fogueira seja grande, certifique-se de que é permitido no camping. A madeira a ser queimada não deve ser retirada da área, mas trazida por quem vai acampar. Mantenha o fogo controlado para que não se alastre. E lembre-se de apagá-lo completamente ao final. Jéssica Martinelli
ACAMPE COM MÚSICA Grandes festivais nos quais, além de ouvir boa música, é possível se divertir acampando. Em 2010 o Brasil pôde vivenciar essa experiência, com o SWU – realizado na cidade paulista de Itu, em outubro. No mundo, festivais com o “espírito Woodstock” são comuns. Conheça alguns deles e prepare a barraca:
• Coachella >> Com ótimos shows, o festival americano é realizado em abril, no ensolarado deserto californiano, e tem um camping estruturado, com oficinas de arte e gincanas sobre sustentabilidade. coachella.com
• Isle of Wight >> Em maio, o Isle of Wight abre o calendário de festivais do verão britânico. Além de assistir a shows memoráveis, quem acampa pode ver o Seaclose Park, parque onde é realizado o festival. isleofwightfestival.com
• Glastonbury >> Um dos principais festivais do planeta, sempre tem lineups invejáveis. Nas primeiras edições, o público pagou muito pouco e experimentou o espírito livre da década de 70. glastonburyfestivals.co.uk
• ATP >> O All Tomorrow’s Parties (ATP) é uma experiência diferente. As versões inglesas do festival – que também ocorre nos EUA – viram grandes colônias de férias, pois o ingresso vale uma vaga no acampamento do evento, onde os artistas também fi cam hospedados. atpfestival.com
• Woodford Folk >> Boa opção em terras mais distantes, o festival reúne música, literatura, cinema, entre outras atrações, em um extenso vale, bem perto da natureza. E o melhor: tudo nos últimos dias do ano. Imagina curtir o Réveillon acampado sob o céu australiano? woodfordfolkfestival.com J.M.
DORMIR NA REDE Barraca e saco de dormir parecem ser sinônimos de camping – e também de peso e complicação. Mas esses detalhes são passado para quem acampa com rede. Muitos campistas a elegeram como a melhor companheira do pernoite. A escolha vai além da redução de peso: a noite de sono depois de um dia de caminhada pode ser mais confortável longe do solo molhado ou irregular. Além disso, fora do chão também dá para escapar de animais peçonhentos. Se o problema vier de cima, como chuvas e raios, basta encontrar um local protegido. O Brasil tem uma marca própria, de qualidade: a Kampa. Um de seus modelos, a Joy, tem só 385 gramas, cinco vezes a menos que as redes de algodão. O tecido impede o acúmulo de suor e ajuda a expelir o excesso de umidade do corpo. kampa.com.br. A.V.
ENERGIA PARA A AVENTURA O planejamento alimentar numa viagem de aventura vai garantir que você tenha energia para seguir em frente sem sobrecarregar seu corpo. Faça alguns testes em casa e adapte o cardápio conforme seu gosto:
• Se a viagem é curta, sanduíches, biscoitos e até o famigerado macarrão instantâneo dão conta do recado. Já em viagens mais longas, é preciso uma alimentação mais reforçada.
• Comece o dia com pães, pizzas preparadas na frigideira, queijo e presunto, ovos, mandioca e banana-da-terra cozidas, que são grandes fontes de energia.
• Já o jantar vai repor o que você gastou durante o dia. Arroz e massas são curingas: aproveite.
• Carnes são desaconselháveis por serem muito perecíveis, mas dá para se virar bem com carne seca, calabresa, bacon ou carnes prontas em pacotes. Vegetarianos podem abusar da proteína de soja, legumes, grão-de-bico e massas.
• Ingredientes como leite de coco, creme de leite em caixinha e temperos dão um sabor especial ao rango.
• Se o roteiro permitir, faça as refeições nas cidades ou vilas localizadas no caminho.
• Fazer uma pequena refeição antes do jantar é necessário para evitar que você coma além da conta e passe mal à noite. Salame, queijo ou batata cozida cortados em cubinhos são perfeitos.
• Durante a caminhada, dê preferência às barrinhas de cereal sem chocolate, frutas secas (ou in natura) ou alimentos tipo gel. Evite chocolates e doces industrializados: eles reduzem a glicose sanguínea, diminuindo o desempenho. Deixe-os para depois da janta. Joana Rocha é trilheira e cozinheira de mão cheia
COMO ORGANIZAR A MOCHILA Encontre as coisas quando precisa, sem ficar revirando a bolsa.
1. TETO
Isolante térmico do lado de fora. No zíper logo abaixo, coloque itens pequenos e leves para acesso fácil, como dinheiro, GPS, mapa, bússola, diário de viagem.
2. TAMPA SUPERIOR
Acessível soltando as presilhas frontais, vão itens de tamanho médio e de uso esporádico: papel higiênico, remédios, óculos de sol, higiene pessoal (desodorante, pente), sacos de lixo, itens de manutenção (cordins, presilhas, fitas).
3. BOLSAS LATERAIS
Para acesso rápido. Divida os lados esquerdo e direito por “temas”. Se você é destro, deixe os itens mais importantes do lado direito. Esse lado comportará headlamp, faca, pilhas, isqueiro, silvertape, tesoura, ganchinhos, repelente. No lado oposto, os alimentos de consumo contínuo, como barrinha de cereal, frutas, balas. Distribua bem o peso entre os dois.
4. CORPO
Itens de grande volume ou peso, que não serão usados durante a viagem. Abaixo vão os itens pesados (panelas, fogareiro e comida), e logo acima o saco estanque com roupas e saco de dormir. Colocar pratos na vertical às costas pode evitar que coisas pontudas incomodem. O casaco corta-chuva fica no topo, de fácil acesso. Itens compridos como varetas ou facão ficam em pé, próximo às costas.
5. ACESSO INFERIOR
Impossível de fechar após aberto. Coloque, embaixo de tudo, a barraca dobrada em forma quadrada. Itens como chinelos e roupa molhada também vão aqui. Não pendure ou amarre nada do lado de fora.
Lex Blagus, trilheiro e autor do blog de aventuras blog.blag.us
CIDADE NO DESERTO No deserto de Black Rock é criada a Black Rock City; uma espécie de sociedade alternativa, em que todos participam da construção do espaço e do desenvolvimento das mais variadas expressões artísticas. Esse é o Burning Man, acampamento anual realizado desde a década de 80 no deserto de Nevada, nos Estados Unidos. O projeto foi criado pelo norte-americano Larry Harvey, em 1986, em uma praia de São Francisco, com um pequeno grupo de pessoas. O Burning Man se mudou para o deserto, mas conserva o mesmo espírito, chegando a atrair cerca de 48 mil pessoas. Cada um define como vai contribuir para o sucesso da comunidade. O objetivo é compartilhar. Não há regras para participar – com exceção das de saúde e segurança. Até hoje, é Harvey quem dá o tema anual do evento – uma forma integrar os participantes. Quem vai ao Burning Man é estimulado a produzir arte e se relacionar com o outro. E pode ver, é claro, a tradicional queima do boneco, o que explica o nome do projeto. Assim como é construída, Black Rock City desaparece nas areias do deserto ao fim do evento, graças ao trabalho dos voluntários. Em 2011, o Burning Man vai ser realizado entre os dias 29 de agosto e 5 de setembro. burningman.com J.M.
COMPUTADOR NA BARRACA Acampar tem a ver com sol, ar livre, natureza e seus mosquitos. Mas, para os inscritos na Campus Party (campus-party.com.br), maior evento de tecnologia do mundo e que está indo para a quarta edição em São Paulo, também pode significar ar-condicionado, internet wi-fi incrivelmente rápida e ruídos de computador e jogos eletrônicos. De 17 a 23 de janeiro são esperados 6,5 mil “campuseiros” em busca de conexão. Serão cerca de 700 horas de atividades para os inscritos, grande parte deles munidos de barracas nos sete dias de folia tecnológica. Al Gore e Steve Wozniak, um dos criadores da Apple, já confirmaram palestras. R.S.
LUXO NO MATO Para quem não é chegado em banho gelado e dormir no chão, existe um novo tipo de acampamento: o glamping, ou seja, o camping com glamour. Com facilidades como energia elétrica (gerada por painéis solares ou turbinas eólicas), chuveiros quentes, camas macias e iluminação nas tendas coloridas, muitos locais estão surgindo na Europa, nos Estados Unidos e até na África. Eles oferecem passeios como safáris, caminhadas e raftings, mas sempre dentro do maior conforto. A brincadeira, é claro, não custa barato: a estadia para duas pessoas pode chegar a custar 600 dólares por noite. Em dezembro, o site goglamping. net, que é um diretório sobre glamping, listava 131 locais no mundo que fazem esse tipo de acampamento. Jeanne Callegari
Uma vez escoteiro...Ser escoteiro te dá valores e vivências que você nunca esquece. Quando chove em um acampamento, por exemplo, e a comida e a barraca molham, a convivência acaba ficando bastante intensa. Dos dez aos 20 anos participei ativamente das atividades como bandeirante, o ramo feminino da atividade, e até hoje grande parte dos meus amigos são de lá. Cheguei a ser chefe de grupo, dormi no meio do Pantanal e Amazônia, mas o que mais me marcou foi um camping internacional na base do vulcão Villarica, no Chile, onde senti pela primeira vez a vontade de conviver com pessoas de outras nacionalidades. Isso influenciou até minha profissão: hoje sou sócia de uma multinacional alemã de transporte de materiais pesados, como geradores e peças de metrô. Muita coisa que aprendi naquela época me ajuda no trabalho, como lições de independência, cidadania, hierarquia e desenvolvimento de negócios. Além disso, carrego comigo os três pilares que sustentam o escotismo: Deus (em uma visão ecumênica), Pátria e o Próximo. Eles dão base para diferentes leis escoteiras do mundo.
Ainda participo das festividades, porque “escoteiro é para sempre”, mas quando era adolescente ia a reuniões semanais e aos fins de semana. A gente não ficava só acampando; ser escoteiro também tem a ver com trabalhos voluntários em favelas, creches, e até em bairros inteiros. Karin Mickenhagen, 38 anos é empresária. Roberto Saraiva
Aprendizado para a vidaO movimento escoteiro usa a experiência da sobrevivência no mato e o companheirismo dos acampamentos para criar cidadãos melhores e mais solidários. Mesmo com 103 anos de idade, o escotismo conseguiu se manter o mesmo em diferentes partes do mundo graças a um grupo de regras morais e cívicas observadas pelos integrantes em um juramento.
Apesar de as dez leis variarem entre as regiões, determinam que o escoteiro deve ser prestativo, leal e obediente. De acordo com o designer de produto Flávio Yamamoto, 29 anos, sendo 15 deles como escoteiro, os mais jovens pensam que a coisa se resume a andar no mato e acampar e não conseguem perceber o aprendizado social do processo. Aos 14 anos, ele mesmo só sabia que o grupo fazia “coisas legais”.
Para Flávio, um dos benefícios de um acampamento bem orientado é o trabalho em equipe. “Cada um tem uma função e se um falhar, a equipe sentirá esta falha”, resume. Além das amizades, ele também pondera que sem os escoteiros não teria tantas oportunidades de colocar em prática valores que já conhecia.
Mesmo tendo no acampamento a sua principal expressão, no ramo Pioneiro, que reúne jovens de 18 a 21 anos essa atividade não é mais tão comum. Ao invés de saídas semanais para locais afastados, os grupos mais velhos tendem a se envolver cada vez mais em projetos como campanhas de doação de sangue ou agasalhos. Roberto Saraiva
Confira algumas resenhas de livros sobre acampamentos Trilhas de livros
À venda em lojas especializadas, como Território Online (territorioonline.com.br), Mundo Terra (mundoterra.com.br) e Pé na Trilha (penatrilha.com.br), essas obras ajudam você a curtir melhor a aventura de acampar
O Livro de Aventura do Excursionista Decidido, Sergio Beck (Editora do Autor, 72 páginas).
Ilustrado pelo próprio autor, o livro argumenta que qualquer um pode jogar a mochila nas costas e explorar roteiros selvagens por aí. Beck escreve bem, é didático e tem livros sobre vários temas, como cicloviagens, trilha, escalada, caverna, exploração de cânions, orientação e alimentação.
Manual de Trekking & Aventura: Equipamento e Técnicas, Guilherme Cavallari (Kalapalo, 136 páginas).
Obra muito abrangente, passando por quase todos os equipas de aventura. É recheado de fotos, tabelas, ilustrações, bem diagramado: ideal para uma atividade tão prática quando o outdoor. O livro foi lançado em 2008, então os equipamentos e técnicas descritos são bem atuais
Meu primeiro GPS, André C. Gurgel (Kapalolo, 110 páginas).
Falar de GPS requer falar de um modelo específico. Este livro foi baseado no Garmin 60CS, mas é facilmente aplicável a toda linha e-Trex, da Garmin. O GPS para atividades outdoor é um aparelho que requer o devido preparo antes da viagem, como a conexão com o computador para upload e download de trilhas, e este livro abrange todo esse preparo.