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PUBLICADO EM

09/12/2011

ATUALIZADO EM

05/07/2015

Aborto espontâneo: por que ele ocorre

A pior notícia para quem está esperando a chegada da cegonha é saber que aquele embrião dentro da barriga não vingou e que, por algum motivo, foi expulso naturalmente pelo corpo. Entenda as causas desse triste episódio.
Aborto espontâneo
ceazars/Thinkstock/Getty Images

Escrito por

Rachel Campello

O aborto espontâneo é uma experiência absolutamente normal na vida reprodutiva da mulher. Cerca de 15% das primeiras gestações não se desenvolvem até o final. Embora o número seja alto, o episódio não deixa de ser doloroso para a mulher quando ocorre. Mas a explicação certamente vai tranquilizar o casal. Abortar espontaneamente significa uma boa leitura do organismo que, ao se deparar com embriões mal formados geneticamente, interrompe o processo de manutenção da gravidez, esclarece o ginecologista Alberto dAuria, diretor clínico do Hospital e Maternidade São Luiz, de São Paulo. Segundo ele, o abortamento deve ser visto com bons olhos e não com tristeza.
 
O especialista também ressalta que muitas mulheres nem ficam sabendo que estavam grávidas. Às vezes, a menstruação atrasa por três dias e a questão fica por isso mesmo. Já outras têm sangramento e cólicas. Esses sintomas, no entanto, não devem ser motivo de desespero. Algumas mulheres perdem sangue e sentem dor no primeiro trimestre, sem que isso comprometa a evolução da gestação.
 
Quando o episódio se repete mais de duas vezes, é preciso pesquisar se existem outros fatores causando o problema. Diabete, disfunções da tireóide e do útero e infecções eventualmente causam a perda do feto. Doenças autoimunes, em que o corpo da mulher vê a gestação como uma proteína estranha, ou a falta de progesterona também podem provocar abortos. Como essas situações não são previsíveis, é preciso observar o quadro para depois investigar as causas, alerta dAuria.

Dúvidas frequentes

Por que tanto se fala que o primeiro trimestre de gestação é o período mais crítico?

Porque é nos primeiros três meses de gravidez que acontece a maior parte dos abortamentos. O aborto pode ser precoce ou tardio. O precoce acontece até 12 semanas e é mais comum. Funciona como uma seleção natural, pois o corpo trata de rejeitar o embrião que não está bem formado. O aborto tardio pode acontecer entre 12 e 20 semanas de gestação, por algum acidente ou alteração hormonal.

Depois de passar por um aborto, quanto tempo a mulher precisa esperar para tentar engravidar novamente?

Depende. Se ela conseguiu eliminar sozinha, sem passar pela curetagem, é só esperar a menstruação vir normalmente e, no próximo ciclo, já pode tentar engravidar novamente. Agora, se a mulher foi submetida à curetagem ou outro procedimento cirúrgico, indicamos que espere, no mínimo, três meses até o corpo voltar ao normal.

Durante a gestação, todo o sangramento é preocupante?

Até a quinta semana de gestação, pode ocorrer um sangramento devido à implantação embrionária. Ele dura um ou dois dias e é considerado normal. Mas, em caso de qualquer sangramento, avise o seu médico, pois só ele poderá avaliar se existe motivo para preocupação.

Como prevenir para que isso não aconteça?

Não existe prevenção para alterações cromossômicas. No entanto, o que toda a mulher pode e deve fazer são exames de preconcepção para saber se tem alguma alteração genética ou doença autoimune. Além disso, deve tomar ácido fólico três meses antes de engravidar.

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