Como tratar as assaduras do bebê
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1. O que é assadura?
É uma reação inflamatória da pele desencadeada pelo contato com substâncias irritantes produzidas por urina e fezes retidas na fralda. Não por acaso, também é conhecida como dermatite de fralda, um problema bastante comum em bebês. Diversas causas contribuem para o desenvolvimento da assadura - caracterizada principalmente por vermelhidão e irritação, que pode evoluir para descamações, erupções e até sangramentos, em casos mais raros. A umidade da fralda suja favorece a absorção das toxinas irritantes a pele do bebê. Já a fricção ajuda a esfolá-la. E tanto a falta da luz solar quanto o calor contribuem para a proliferação de alguns fungos intestinais, que também podem provocar assaduras.

2. Como prevenir?
Evite o uso de lenços umedecidos para limpar o bebê. Prefira água morna e algodão. Pelo menos até os 9 meses, vale a pena deixar uma garrafinha térmica com água e um pote com algodão junto ao trocador. Lenços, somente quando for sair. Os cremes preventivos, a base de óxido de zinco, também são fundamentais para evitá-las, pois funcionam como uma barreira mecânica as substâncias causadoras da irritação. Passe em cada dobrinha sempre que trocar a criança, o que deve acontecer de oito a dez vezes por dia, nos bebês mais novos. Aliás, toda vez que for possível, procure deixar seu filho alguns minutos sem fralda. Se o bebê ainda mama no peito, é recomendável que a mãe evite alimentos muito ácidos ou condimentados. O mesmo vale para bebês que já ingerem sólidos. Frutas ácidas, como abacaxi, morango, laranja e pera, podem favorecer as assaduras.

3. Devo usar fralda de pano ou descartável?
A fralda descartável é uma das grandes responsáveis pela redução da incidência de assaduras em bebês. Elas facilitam a vida dos pais ao eliminar as eternas lavagens e permitir que a criança permaneça com a peça por mais tempo. Mas, se as trocas forem frequentes, as fraldas de pano causam menos dermatites. É que elas deixam a região mais arejada e tendem a irritar menos a pele.

4. Quando devo tirar a fralda da criança?
Cada criança tem sua etapa de desenvolvimento, e não existe regra para isso. Em relação ao problema das assaduras, o que se sabe é que por volta dos 2 anos, a criança passa a ter hábitos alimentares mais favoráveis as dermatites de fralda. A comida fica mais ácida e contribui para a liberação de substâncias irritantes a pele nas fezes e na urina.

5. É verdade que meninas desenvolvem mais assaduras do que meninos?
Não, os riscos sãos os mesmos. Na verdade, a qualidade da higiene é mais importante do que o sexo da criança. Assim como a quantidade de dobras e o tamanho de sua superfície de contato. Não por acaso os bebês rechonchudos sofrem mais com o problema.

6. O problema tende a piorar no verão?
Sim, o calor favorece a transpiração, principalmente onde o elástico da fralda aperta. O suor e a fricção podem levar a uma dermatite. As altas temperaturas também costumam abafar ainda mais as partes cobertas pela fralda, contribuindo para a multiplicação de fungos causadores de assadura. Mas é importante não confundir assadura com brotoeja, que são erupções associadas a problemas de transpiração.

7. Todas as assaduras têm a mesma causa?
Trata-se de uma inflamação de causas diversas. Mas, em geral, o problema ou é causado pelo contato da pele com substâncias irritantes, em geral enzimas de fezes, ou por microorganismos, os fungos.

8. Como se deve tratar cada uma delas?
Nos casos mais leves, o tratamento é o mesmo, independentemente da causa. Em primeiro lugar, lave bem a região com água morna e sabão neutro ao banhar o bebê. Durante as trocas de fralda, que devem se tornar ainda mais frequentes, faça a higiene com 120 ml de água morna e uma colher de sopa de bicarbonato de sódio. Procure não esfregar o algodão com muita força na hora da limpeza. Prefira batidinhas leves. Se for o caso, deixe eventuais excessos do creme de barreira, mas sem comprometer a qualidade da higiene. Antes de colocar a fralda, certifique-se de que o bebê está bem seco. Aliás, procure deixar a criança mais tempo sem fralda. Em casos mais graves ou persistentes, procure um médico. Ele pode prescrever pomadas específicas, como as antimicóticas, ou recomendar a troca do tipo ou da marca da fralda.