Labirintite: doença provoca tontura, enjoo e dores de cabeça. Saiba como tratar

Doença ocorre com mais frequência em pessoas da terceira idade

Foto: Maurício Melo/Ilustração

A labirintite é uma alteração no funcionamento de uma parte do ouvido chamada labirinto, que é responsável pelo nosso equilíbrio. Seu principal sintoma é a tontura.

”Mas não é porque a pessoa se sente tonta que está necessariamente com labirintite. É importante procurar um médico para ter o diagnóstico e o tratamento correto”, explica o médico otorrinolaringologista Alfredo Lara Gaillard, do Hospital Cema, de São Paulo. Segundo ele, tonturas podem significar outros males, como diabetes, hipertensão, distúrbios da tireoide e doenças neurológicas ou cardíacas.

A tontura de quem tem labirintite geralmente vem acompanhada de náuseas e vômitos e normalmente aparece de repente, sem precedentes. As crises podem durar horas ou até um dia inteiro.

 

Idosos são mais afetados

A doença ocorre com mais frequência em pessoas da terceira idade e o tratamento inclui medicamentos antivertiginosos, dieta controlada, exercícios de postura e fonoaudiológicos (o paciente se senta, olha para um ponto fixo por um tempo, levanta, se mexe de um lado para o outro, caminha, faz rotação de cabeça, agachamento etc.), e até cirurgia nos casos mais graves.

A labirintite comum (provocada por infecção no labirinto) tem cura, mas a crônica só pode ser controlada, com acompanhamento médico periódico. Durante uma crise de labirintite, a pessoa deve ficar em repouso, sentada ou deitada. Se houver vômitos, é importante consumir bastante líquido para evitar desidratação. É possível comprar medicamentos antivertiginosos sem receita em farmácias.

 

Entenda a doença

Sintomas

Vertigem, zumbido ou pressão no ouvido, surdez, náuseas, vômito, suor frio, palpitações, tendência de queda do corpo para um lado, sensação de que a cabeça está leve.

 

Causas

Hipertensão, herpes no ouvido, infecção no labirinto, diabetes, distúrbios da tireoide, queda de pressão, arritmia cardíaca, hipoglicemia.

 

Como evitar

Corte qualquer tipo de cafeína (café, chás e refrigerantes à base de cola ou guaraná), evite fumar ou ficar perto de quem fuma, mantenha-se no peso correto, coma de três em três horas, evite o consumo excessivo de açúcar, beba 2 litros de água por dia, controle a pressão e pratique atividade física.

 

Consequências

· Crianças e jovens

Prejudica o rendimento escolar – a criança não quer sair de casa, não interage com os colegas e, em alguns casos, tem medo de ir para a escola.

 

· Adultos e idosos

Sofrem quedas frequentes. Idosos também ficam com medo de sair de casa ou de usar o transporte público e acabam se isolando.

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