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Alimentos probióticos: mitos e verdades

Descubra os mitos e verdades sobre os alimentos probióticos e aprenda a incluí-los em sua alimentação

Publicado em 30/06/2011

Isabela Leal

Conteúdo MÁXIMA

Nem todo iogurte é probiótico! Procure no rótulo por bifidobactérias ou lactobacilos
Foto: Dreamstime

1. Probióticos também podem ser chamados de prebióticos.

MITO.

Prebióticos e probióticos são diferentes. Segundo a Organização Mundial da Saúde, os probióticos são micro-organismos vivos que, quando ingeridos em quantidades adequadas, conferem benefícios à saúde. Já os prebióticos são alguns tipos de fibras que servem como substrato para os probióticos no trato gastrintestinal. Prebióticos são importantes para que os probióticos possam crescer, se desenvolver e trazer benefícios ao nosso organismo.

2. Todas as bactérias que não causam doenças aos seres humanos podem ser probióticos.

MITO.

Não existem apenas bactérias patogênicas, que causam doenças, ou as benéficas, como o caso dos probióticos. Existem outras classes de bactérias no meio ambiente e na microbiota intestinal que não têm exatamente uma função definida. Além disso, existem algumas premissas para a bactéria ser considerada probiótica: necessita ser um micro-organismo que chegue vivo e ativo no intestino; ser comprovadamente seguro; exercer benefício clinicamente comprovado e permanecer vivo, estável e estar em quantidades suficientes na forma de células vivas no produto até o prazo final de validade.

3. Probióticos da mesma espécie promovem o mesmo benefício.

MITO.

Quando se fala em probióticos, cada família do micro-organismo caracteriza uma ação específica no organismo. Mesmo que a espécie e subespécie sejam as mesmas, a família diferencia completamente o benefício que ela pode proporcionar. Estudos também apontam que os probióticos do tipo lactobacilos equilibram a flora intestinal, parte fundamental das defesas do organismo, podendo contribuir para uma modulação da resposta imunológica.

4. As bactérias cumprem papeis importantes na saúde do individuo.

VERDADE.

As bactérias habitam o nosso trato gastrintestinal e produzem, por exemplo, vitamina B12, vitamina K, ácido fólico e biotina. O intestino e a flora cumprem diversos papeis relacionados ao funcionamento do corpo humano. O intestino é o principal ponto de contato do corpo com o meio externo e é onde se encontram cerca de 70% das células de defesa, por isso manter a flora equilibrada é um dos fatores importantes para boa saúde.

5. As bactérias interferem na imunidade.

VERDADE.

O trato gastrintestinal é o órgão com maior superfície de contato com o meio externo, sendo que cerca de 70% das nossas células de defesa encontram-se no intestino. Por isso, manter a saúde da flora intestinal pode trazer inúmeros benefícios como ajudar na manutenção da imunidade. No intestino possuímos células especializadas que reconhecem a superfície externa das bactérias. Se a bactéria for um probiótico, as células vão identificar como micro-organismo benéfico, sem ativar resposta agressiva. Se for uma Salmonella, por exemplo, a resposta será agressiva para eliminar a bactéria patogênica.

6. Uma vez estabelecida a flora intestinal, ela permanece inalterada ao longo da vida.

MITO.

Cada organismo possui um tipo de assinatura da flora intestinal. No nascimento se inicia constituição da microbiota (flora), que se forma durante os primeiros meses do período de lactação. Porém, existem outros fatores que interferem na modulação da flora, como stress, má alimentação, medicamentos, contaminantes de alimentos, aditivos, hormônios. Esses fatores interferem na flora, que pode se modificar ao longo da vida.

7. O consumo de probióticos deve ser apenas por um período até que se obtenha o benefício.

MITO.

A flora pode sofrer algumas alterações ao longo da vida e, por isso, é importante o consumo frequente de probióticos para ajudar na manutenção do seu equilíbrio. O probiótico não coloniza o intestino, portanto para manter seu benefício, deve ser consumido regularmente.

8. O alimento ao qual o probiótico está inserido interfere na sua ação.

VERDADE.

O alimento interfere sim. Vários estudos mostram que a matriz em que o probiótico está inserido é importante. A matriz preferencial é a láctea, na qual existem substratos para fermentação para que se produzam as substâncias que conferem benefícios. A matriz láctea é a preferencial por causa de suas características: como substrato, pH favorável, e por ser veículo de probióticos de fácil inserção na dieta para que seu consumo seja frequente.

9. Os iogurtes podem ser considerados probióticos, já que contêm bactérias provenientes da fermentação.

MITO.

As bactérias que fermentam o iogurte normal não são consideradas probióticas, pois não chegam vivas ao intestino. Por isso nem todo iogurte é probiótico. Para tirar a dúvida, leia os rótulos dos produtos e identifique se eles contêm bifidobactérias ou lactobacilos, os tipos mais comuns de probióticos encontrados nos alimentos.

Consultoria: Lúcia Camara Castro Oliveira, doutora em cirurgia do aparelho digestivo pela Universidade de São Paulo

Comentários

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