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Alerta vermelho: sinais que não podem ser ignorados

A vida corrida faz com que você não encontre tempo para ir ao médico e assim o probleminha virar um problemão. Mas alguns sinais não devem ser ignorados

Atualizado em 21/08/2012

Cristina Nabuco - Edição: MdeMulher

Cuidados com a saúde

Cuidado com os problemas de saúde
Foto: Reprodução revista Women`s Health

O corpo avisa quando algo não vai bem. Mas a gente nem sempre escuta. Ignora o alerta e depois toma um susto quando surge uma encrenca lá na frente ou fica sofrendo por um motivo que já poderia ter sido controlado. Um estudo da Faculdade de Saúde Pública da USP com 2.400 paulistanos mostrou que 1/3 das pessoas com dores crônicas não procurou tratamento nos 12 meses anteriores. Valorizar esses sinais e ir logo ao médico para investigar o que está atrás de uma dorzinha persistente permite que distúrbios sejam descobertos e combatidos no início. Pode acreditar: esse comportamento precavido não tem nada a ver com hipocondria, preocupação exagerada que leva a pessoa a suspeitar de uma doença gravíssima ao menor espirro. Sem dramas ou exageros, ouvir a voz do corpo é um jeito inteligente de cuidar da saúde.

Sinal: Sobe e desce na balança

O emagrecimento súbito e inexplicável pode decorrer de perda de apetite por stress ou indicar outros problemas: distúrbios da tireoide (hipertireoidismo), infecções, diabetes, depressão e até anorexia nervosa, que se caracteriza por distorção da imagem corporal — a garota se acha gorda e insiste em perder peso, mesmo que todos digam o contrário. Mas o outro extremo, a obesidade, também ameaça a saúde. Aumenta o perigo de colesterol elevado, pressão alta e diabetes, que são fatores de risco para doenças do coração e sobem sem fazer alarde. Uma pesquisa do Conselho Latino-Americano para Cuidado Cardiovascular com mais de 2 mil pessoas revelou que menos da metade (47%) já havia dosado seu colesterol, e desse grupo 22% estavam com os índices altos demais. Também conta o local onde a gordura se deposita: a que se concentra na barriga é pior para o coração do que a armazenada nas coxas. Segundo o presidente do departamento de obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, Marcio Mancini, vale a pena procurar um endocrinologista se estiver 5 kg acima do peso recomendado ou se a medida de sua cintura ultrapassar 80 cm.

Sinal: Dor de cabeça persistente

Uma das dores mais comuns é também uma das mais negligenciadas, apesar do desconforto que provoca: dias de trabalho são perdidos por causa da dor de cabeça. Mesmo assim, a tendência é recorrer a uma aspirina ou pedir auxílio ao farmacêutico e só ir ao médico após um ano ou mais de sofrimento. Só que o uso abusivo de analgésicos, além de lesar o estômago, pode agravar o quadro. E assim dores ocasionais de solução simples se transformam em cefaleias crônicas. “Vá ao médico sempre que a dor for intensa, repentina, mudar de padrão ou magnitude ou não tiver relação com seu estado de saúde”, aconselha o neurocirurgião Manoel Jacobsen Teixeira, professor titular da Faculdade de Medicina da USP. Quer dizer, você não está gripada, não dormiu menos do que o habitual, não exagerou no álcool nem terminou um romance, mesmo assim sua cabeça está martelando. Também observe se a dor vem com enjoo, alterações visuais, paralisia de um lado do corpo ou dificuldades na fala. Ou se ataca pelo menos três vezes por mês. Na maioria das vezes não há uma causa identificável e grave para a dor, como tumores e aneurisma (inchaço em artéria que irriga o cérebro), mas um tratamento preventivo pode livrá-la desse tormento. 

Sinal: Marcas na lingerie

Um pouco de umidade na nossa porção mais íntima é natural. Mas se aparecer uma secreção esbranquiçada ou amarelada, acompanhada de cheiro forte e coceira, acione o alarme. Você talvez tenha contraído um daqueles fungos desagradáveis que atacam no calor (candidíase) ou uma doença sexualmente transmissível. A maioria é tratada sem maiores consequências. Mas não marque bobeira. Clamídia e gonorreia podem obstruir as trompas e comprometer a fertilidade.

Sinal: Cólicas fortes

Cerca de 33 milhões de brasileiras sofrem de cólica menstrual, o que compromete até 70% de sua capacidade produtiva, segundo um estudo publicado na Revista Brasileira de Medicina. “Como, no entanto, perdura a ideia de que a dor é inerente à menstruação, a tendência é abusar de anti-inflamatórios, que produzem alívio momentâneo, e demorar até oito anos para buscar tratamento”, afirma a ginecologista Rosa Maria Neme, dos hospitais Sírio- Libanês e Albert Einstein, em São Paulo. Só que o incômodo pode ser indício de endometriose, doença em que o revestimento do útero aparece nas trompas, nos ovários e até nos intestinos. Cada vez mais frequente (atinge 15% das brasileiras em idade reprodutiva), ela é a principal causa de infertilidade feminina. Além disso, a condição aumenta o fluxo sanguíneo e provoca dores nas relações sexuais. Segundo a ginecologista, convém investigar a causa da cólica, mesmo se ela não for intensa a ponto de deixá-la na cama. Basta incomodar por três ou mais meses consecutivos. O atraso no diagnóstico favorece o crescimento dos focos de endometriose, por isso geralmente o distúrbio só é descoberto em estágio avançado.

Sinal: Ardor para fazer xixi

“De longe um dos sintomas mais negligenciados é ardor ao urinar”, informa o clínico-geral André Jaime, presidente do departamento de clínica médica da Associação Paulista de Medicina. Em geral sinaliza cistite, inflamação na bexiga que atinge uma em cada duas mulheres ao longo da vida, causando, ainda, dor no baixoventre e aumento das idas ao banheiro (porque a urina sai à prestação). Grande parte, no entanto, aposta em soluções caseiras — a garrafinha d’água, o chá de quebra-pedra, o remédio da amiga. Enquanto isso, o germe ganha tempo e pode migrar para os rins, onde faz mais estragos. O primeiro sinal são dores nas costas. Há quem tente controlar com analgésicos, até que a dor fica insuportável. André Jaime já perdeu a conta do número de pacientes atendidas no pronto-socorro do Hospital São Luiz, em São Paulo, com pielonefrite aguda, infecção grave do rim que oferece risco de mortalidade em 30% dos casos, já que pode se generalizar (septicemia). Por isso requer internação e uso de antibiótico injetável. Mas você não precisa passar por nada disso. “Sentiu ardência ao urinar ou dor lombar sem motivo claro, como um esforço físico fora do habitual”, orienta ele, “vá ao médico.”

Sinal: Gripe sem fim

A temporada de espirros já passou, mas alguns sintomas teimam em ficar, como secreção ou tosse. Uma gripe dura, no máximo, duas semanas, e em geral não tem maiores repercussões. A menos que você esteja grávida ou apresente problemas prévios de saúde que aumentam o risco de dificuldade para respirar (asma, diabetes e deficiências imunológicas etc.), dor no peito e outras complicações exigem atendimento imediato. As inflamações virais podem modificar a defesa do aparelho respiratório, facilitando o ataque de bactérias. Assim, após gripes e resfriados ocorrem sinusite, amigdalite e até pneumonia — essa última, a infecção nos pulmões, é a mais grave e às vezes requer internação. “Fique atenta se os sintomas perdurarem, ainda mais se acompanhados de dores ou febre acima de 38 ºC”, orienta André Jaime. Outras vezes, a tosse decorre de manifestação alérgica como asma, inflamação dos brônquios que estreita a passagem de ar. As causas incluem exposição a pó, mofo ou cigarro. Então, além de controlar a crise, a tendência é prevenir episódios futuros por meio de tratamento contínuo.

Sinal: Noites em claro

A insônia e os distúrbios relacionados, como a sonolência diurna excessiva, estão em alta. Numa pesquisa do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo com 1 100 paulistanos, 25% das mulheres se queixaram de dificuldade para dormir e 36% de problema para manter o sono. O modo de vida atual (internet, compromissos sociais e TV) sacrifica o sono. “A maioria das pessoas, além de dormir menos do que as 8 horas recomendadas, não tem horário fixo para deitar, o que desregula o relógio biológico”, afirma o neurologista Rubens Reimão, coordenador do Grupo de Pesquisa Avançada em Medicina do Sono da Faculdade de Medicina da USP. Chazinhos e medidas caseiras ajudam se o problema for ocasional. Mas, caso se arraste por um mês, acenda o sinal vermelho. A má qualidade do sono prejudica a concentração, predispõe à obesidade, compromete as defesas e envelhece. Afora hábitos inadequados, a culpa pode ser de doenças como apneia do sono, que provoca breves pausas da respiração durante o sono.

Sinal: Azia

É comum passar meses sofrendo de azia sem dar valor ao problema, que pode ser pista de refluxo gastroesofágico, quando o ácido do estômago caminha na contramão por falha na válvula cárdia, situada na passagem do esôfago para o estômago. Também pode indicar esofagite (inflamação do esôfago), e, nos casos extremos, câncer de esôfago. Então, em vez de apelar para leite ou antiácido, que aliviam o mal-estar, o melhor é ir ao médico. A prisão de ventre é outro problema menosprezado, apesar de responder bem a mudanças no estilo de vida: beber mais água, comer oito porções de fibras por dia e fazer exercícios físicos. E há também quem viva entre altos e baixos: o intestino ora fica preso, ora solto. “A síndrome do intestino irritável afeta 15% da população, sobretudo mulheres entre 20 e 40 anos, provocando gases e dores e interferindo nas atividades diárias”, diz Gustavo Sevá, coloproctologista do Instituto Pró-Gastro, em Campinas (SP). Mas apenas metade dos pacientes procura orientação médica. Eventualmente alterações intestinais indicam um tumor.

Sinal: Mudança de humor

Você está por um fio. Irritada, intolerante, agitada, com dificuldade para se concentrar. Ou já entregou os pontos: está tão desanimada que se pudesse nem sairia de casa. Tais sintomas indicam tanto ansiedade quanto depressão, que podem chegar com cansaço, distúrbios do sono e alterações no apetite. Há no país entre 10 e 15 milhões de deprimidos, na proporção de duas mulheres para cada homem. Esses quadros justificam uma avaliação médica, embora grande parte das pessoas só faça isso quando sofre limitações profissionais e sociais. Mesmo porque é preciso descartar doenças que afetam o pique, em especial os distúrbios da tireoide. O hipertireoidismo faz com que a pessoa fique ligada no 220, o que provoca insônia e palpitação. Já o hipotireoidismo, mais comum, traz sonolência, desânimo. Por isso, André Jaime recomenda: “Se a barra pesar, procure um médico generalista ou um psiquiatra”. O tratamento, além de remédios, pode incluir atividade física, técnicas de relaxamento e psicoterapia.

Sinal: Barriga inchada

Em vez de culpar os gases ou a TPM, se a distensão abdominal incomodá-la por mais de duas semanas, vá ao ginecologista. Um estudo da Universidade de Bristol, na Inglaterra, listou sete sintomas que antecipam a descoberta do câncer de ovário. Distensão no abdômen, dor abdominal constante e aumento da frequência urinária são os principais. É verdade que o sintoma talvez tenha outras causas (apendicite, inflamação na vesícula, diverticulite e cisto nos ovários), mas a hipótese de câncer deve ser considerada. Embora corresponda a 1/3 dos tumores ginecológicos, o câncer de ovário em geral só é descoberto em estágio avançado porque por muito tempo se acreditou que ele era um inimigo silencioso. As novas pesquisas estão mudando esse conceito. Sorte nossa! 

Comentários

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