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Conheça os principais inimigos da fertilidade
Fique de olho em atitudes e problemas de saúde que atrapalham sua fertilidade e, por consequência, diminuem suas chances de se tornar mãe
Publicado em 27/10/2011
Gabriela Cupani - Edição: MdeMulher
Os ovários também dependem de um organismo saudável para funcionar direito
Foto: Getty Images
Quer engravidar, mas não consegue? Antes de apelar para a ciência, faça a sua parte. Algumas atitudes, embora não garantam óvulos jovens para sempre, previnem o desgaste além do normal. Os ovários, assim como o resto do corpo, dependem de um organismo saudável para funcionar direito. "Tudo o que faz mal para o organismo faz mal para os óvulos", diz Edson Borges Jr., especialista em medicina reprodutiva e diretor do Fertility - Centro de Fertilização Assistida, em São Paulo.
Adote um estilo de vida saudável:
· Faça uma dieta equilibrada, pratique exercícios moderadamente, garanta boas horas de sono e consuma poucas doses de álcool e cafeína, que afetam a função ovariana. Também é essencial manter o peso adequado - magreza excessiva e quilos extras comprometem a fertilidade.
· Largue o cigarro ontem. Ele é um dos vilões cientificamente comprovados da fertilidade. Segundo a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, 13% dos casos de infertilidade estão ligados ao fumo. O tabaco deteriora os óvulos e aumenta os riscos de aborto, de gravidez ectópica (fora do útero) e de menopausa precoce. Como se isso fosse pouco, as baforadas diminuem em 34% as chances de quem tenta uma fertilização in vitro. Se você parar de fumar agora, levará um ano para os maus efeitos serem neutralizados.
· Fique longe de quem fuma: o fumo passivo eleva em 36% o risco de problemas para engravidar nas pessoas expostas mais de 6 horas por dia ao cigarro.
· Visite o ginecologista anualmente. O checkup ajuda a diagnosticar enfermidades como miomas, endometriose e síndrome dos ovários policísticos. Algumas DSTs também são uma ameaça à fertilidade, caso da clamídia e da gonorreia. Daí vem outra recomendação: pratique sexo seguro.
· Faça a dosagem de hormônios ligados ao funcionamento dos ovários, como o folículo-estimulante e o luteinizante. "Analise também o seu perfil fértil, avaliando o hormônio antimulleriano, que dá uma ideia da reserva de óvulos", recomenda Maria Cecília Erthal, especialista em reprodução humana assistida e diretora-médica do Vida - Centro de Fertilidade da Rede D'Or, no Rio de Janeiro. Um simples exame de sangue aponta como está o hormônio.
Os principais problemas de quem tenta engravidar
Síndrome dos ovários policísticos (SOP): um desequilíbrio hormonal altera o ciclo menstrual e a ovulação. O tratamento é à base de anticoncepcionais, fertilização in vitro e coito programado, além de controle de peso e exercícios físicos. A SOP está relacionada a resistência à insulina e síndrome metabólica.
Endometriose: o endométrio, camada que recobre a parede interna do útero, se instala em lugares como ovários e intestino. Dor na relação e cólicas são os sintomas. O tratamento inclui remédios e cirurgia para retirar o tecido inadequado.
Obstrução tubária: inflamações e infecções podem interromper o caminho que leva ao útero. A principal causa são infecções por DSTs, como a clamídia. Há cirurgias para corrigir as obstruções.
Miomas: trata-se de tumores benignos que crescem no útero. Estima-se que metade das mulheres manifeste o problema, especialmente a partir dos 40 anos. O tratamento inclui retirada do mioma ou embolização, que interrompe o aporte de sangue e mata o tumor de fome.
Aumento da prolactina: alterações no hormônio que produz leite afetam a menstruação e os ovários. Há medicações para inibir a produção do hormônio.
Problemas nos ovários: um dos mais comuns é a menopausa precoce. Nesses casos, indica-se a fertilização com óvulos doados.



































