Quais são os vermes mais comuns no corpo humano?

Lombriga, solitária, esquistossomo.... pouca educação, falta de saneamento e descuidos com a higiene cria-se um ambiente pra lá de favorável ao ataque desses bichos. Conheça estes vermes e saiba como eles agem

Atualizado em 29/11/2013

Manoel Gomes

 

 

Ancylostoma braziliense e A. caninum
São vermes que atingem cães e gatos. Porém, como eles não são capazes de discernir sua casa ideal, vão parar no organismo humano, onde não conseguem se aprofundar e vagam erraticamente pelas camadas mais superficiais da pele, fazendo linhas parecidas com mapas.

 

 


Schistosoma mansoni
O contágio depende totalmente da água: esse invertebrado se hospeda antes num caramujo, muito comum em rios e lagos, locais utilizados pelo homem para tomar banho e se refrescar. Podem causar uma séria reação inflamatória no fígado e no baço.

 


 

 

 

 

Ascaris lumbricoides
Adentra o organismo na forma de microscópicos ovos, junto com alimentos ou água contaminados. Quando ainda é uma larva, viaja pelo corpo até chegar ao intestino delgado, onde cresce, se reproduz e libera os filhotes junto com as fezes.

 

 

Ancylostoma duodenale e Necator americanus
Pés descalços são as portas de entrada do bicho. Ele crava seus dentes no intestino e se alimenta do sangue do hospedeiro, o que gera uma grave anemia. O nome da doença, amarelão, vem justamente do aspecto que a falta de nutrientes traz ao indivíduo.

 

 

Wuchereria bancrofti
Transmitidos pela picada de um mosquito, esses vermes causam inchaço e rigidez da pele e prejudicam a circulação, sobretudo do abdômen, pés e pernas. Se o perrengue não for tratado, evolui para a elefantíase, quando os vasos linfáticos ficam entupidos e principalmente os membros inferiores atingem proporções paquidérmicas.

Taenia solium (carne suína) e T. saginata (carne bovina)
Como é hermafrodita, a tênia se autofecunda e solta os ovos pelas fezes. Quando a infecção acontece pelo cisticerco, a forma larval do parasita, o quadro é mais grave: o animal viaja pelo corpo e pode estacionar em qualquer lugar, como o sistema nervoso.

 

Fontes: Marcos Antonio Cyrillo, infectologista e primeiro tesoureiro da Sociedade Brasileira de Infectologia; Bianca Grassi de Miranda, infectologista do Hospital Samaritano de São Paulo; Carlos Graeff Teixeira, Professor titular de Parasitologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; Eduardo Torres, Pós-Doutorando do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro; Jeannie Nascimento dos Santos, Bióloga Celular e Pesquisadora de Parasitologia da Universidade Federal do Pará.

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