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Daniel Boaventura: "Não gosto de mulher fraca"

O galã Daniel Boaventura fala de timidez e sobre a mulher ideal

Atualizado em 04/07/2012

Melissa Diniz - Edição: MdeMulher

Daniel Boaventura

Tímido, ele não gosta de mulher fraca
Foto: Divulgação

Tímido, o ator Daniel Boaventura acha que não leva jeito para conquistas. "Nem quando eu era mais jovem conseguia chegar em ninguém. Não me vejo, na minha idade, xavecando", diz. Poucas mulheres se incomodariam em ouvir uma cantada embalada por sua voz suave, seus lábios torneados, seu olhar profundo... Ainda mais porque esse baiano de 41 anos não é só um corpinho bonito (aliás, corpaço de 1,79 metro e 101 quilos). Antes de ficar conhecido do grande público, Daniel já era considerado o mais importante cantor de musicais do Brasil. Os mais famosos foram em A Bela e a Fera, Chicago e My Fair Lady.

Como bom taurino, o ator se diz introspectivo. Não espere encontrá-lo na balada. Mesmo recém-separado da advogada Juliana Serbeto, com quem foi casado por 12 anos e teve duas filhas, ele continua caseiro. Modesto, desconversa quando o assunto é a fama de símbolo sexual. "Em pouco tempo vão esquecer." Nós não vamos!

A impressão que sua biografia passa é que você sempre esteve no lugar certo, na hora certa. Você se considera sortudo?
Acredito na sorte, mas confio mais no trabalho. Soube aproveitar as oportunidades, mas tudo aconteceu no momento que tinha que acontecer. Tem gente que estoura aos 20 anos. Olha o Justin Bieber fazendo sucesso aos... 17 anos? Ele, sim, estava no lugar certo, na hora certa. E com o cabelo certo risos.

O que mais o atrai em uma mulher?
Gosto da meiguice, da doçura e da inteligência. Também admiro as pequenas frescuras, como colocar as coisinhas organizadas, com florzinhas. Mas não acredito que o poder iniba a feminilidade. E não gosto de mulher fraca. Tem que ter personalidade.

Você já usou sua voz como arma de sedução?
Nunca percebi minha voz assim. Quando tinha 11 anos, as meninas de 17 pediam para eu cantar para elas. Mas era mais uma brincadeira. Sempre fui tímido. Nunca consegui xavecar uma mulher. Gosto mais de um bom papo e do olho no olho.

Você nasceu em Salvador e aos 8 anos foi morar nos Estados Unidos. Como foi essa experiência?
Foi incrível. Em 1978, meu pai foi fazer doutorado na Pensilvânia e levou a família. Eu, que só falava "the book is on the table", fiquei fluente. Conheci o cinema, com Guerra nas Estrelas, ouvi Queen e aprendi a tocar meu primeiro instrumento musical, o trombone. Voltar ao Brasil, aos 11 anos, é que foi difícil. Estava adaptado lá.

Como se tornou ator?
Usei a música para me readaptar ao Brasil. Do trombone, passei para o trompete. Depois fui para o sax, que toco até hoje. E aí comecei a participar de várias bandas que tocavam em festivais do colégio. Aos 20 anos, participei de um musical chamado Cinema Cantado, em Salvador. Foi aí que tudo começou. O diretor Fernando Guerreiro assistiu à montagem e me convidou para participar da peça Zás Trás. Mais tarde, ele me chamou para fazer Os Cafajestes, meu primeiro sucesso. Depois disso vim para São Paulo.


 

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