5 dicas para lidar com a separação

Quase 30% dos casamentos no Brasil terminam em divórcio, segundo dados do IBGE de 2010. É bom, então, saber como agir após a separação de forma a fazer o melhor para todos os envolvidos

No começo há um sentimento de espaços vazios deixados pelas mudanças, mas o tempo é um aliado
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Desde que a nova lei do divórcio foi implementada, em 2010, a separação definitiva entre casais aumentou 37% – o trâmite ficou mais fácil e rápido. O que não mudou foi o doloroso processo do rompimento. Mas depois fica tudo bem. Só que pode levar um tempo. Planejado ou não, o fim do relacionamento representa uma ruptura e implica perdas e ganhos.

Você é confrontada com situações inusitadas e lida com medos: da solidão, da dificuldade financeira, de não conseguir educar os filhos, de brigar com o ex, de apresentar o novo namorado para as crianças… Anseios perfeitamente normais, que precisam ser trabalhados para atravessar a fase de transição de maneira saudável. O sofrimento existe, é claro, mas passado o luto, o jeito é lidar com o lado prático e tirar lições das novas experiências. A seguir, as cinco principais questões da vida pós-separação e como melhor lidar com elas.

1. Dinheiro

Num primeiro momento, separação significa um empobrecimento, afinal, tudo é dividido. De qualquer modo, a lei é clara: o pai tem obrigação de contribuir para o sustento dos filhos, mesmo que eles fiquem sob a guarda da mãe. As dificuldades financeiras são grandes? Redimensione a vida – mude-se para uma casa menor e corte supérfluos, por exemplo. É importante que todos, inclusive as crianças, colaborem com o novo orçamento.

2. Educação

“O pai e a mãe, juntos, devem educar os filhos”, diz Sandra Fedullo Colombo, terapeuta de família. Porém, isso é um problema quando o ex-casal briga sem parar, pois os pequenos sempre saem perdendo. O mais grave é quando um destrói os valores do outro, o que pode ocorrer estando o casal separado ou não. Como a mulher separada precisa mais do que nunca estar fora para trabalhar, outras pessoas entram no processo de educação: avó, tia, empregada… Muito cuidado nessa escolha, portanto.

3. Recriação do lar

No começo há um sentimento de espaços vazios deixados pelas mudanças, mas o tempo é um aliado. Tratando a separação como algo que faz parte da vida, cada um aprenderá novos modelos de vínculos: a mulher com seu ex-marido e com os filhos, estes com o pai fora de casa e com a mãe sozinha, o pai com os filhos que já não moram com ele e também com a ex-mulher. Diante dos problemas, que fatalmente surgirão, o melhor recurso é desenvolver a capacidade de se colocar no lugar do outro. Não hesite em reunir todos para conversar e resolver as desavenças.

4. Novos companheiros

A chegada do namorado da mãe ou da namorada do pai é algo complexo na dinâmica familiar porque esse outro pode despertar sentimentos adormecidos, entre os quais o ciúme. O novo parceiro deve sempre entrar na família devagar. Um cuidado que os pais devem ter ao escolher o parceiro é observar se ele fará parte do grupo para somar. “Que essa pessoa queira realmente se aproximar, fazer novas alianças.” A expert ainda defende que se tenha sempre uma boa conversa com as crianças antes de introduzir o novo integrante na família, afinal trata-se de um recomeço para todos.

5. Enfim, a paz

Paralelamente ao turbilhão, você precisa lutar por um resgate de si mesma para viver com tranquilidade. É fundamental restaurar seu estado original. Isso quer dizer que é saudável, mesmo depois de constatar que o casamento dos sonhos não deu certo, saber que é possível, sim, voltar a acreditar em você e no amor. A mulher que fica amarga passa isso para os filhos, que também tenderão a não acreditar nas relações a dois. Então, se há a vontade genuína de se divertir e, quem sabe, encontrar outra pessoa, por que não?