Ajude seu amor a recuperar o desejo sexual

No início era sexo todo dia, mas depois o ritmo das transas diminuiu? Aprenda como acender a vontade do seu marido de novo

A diminuição no apetite sexual pode ser causado por problemas hormonais e emocionais ou rotina do relacionamento
Foto: Getty Images

Como lidar com o desinteresse sexual

É comum que a mulher se sinta mal ou desconfie de traição quando seu parceiro a procura com menos frequência. Mas existem diversas causas para a perda de apetite sexual. ”Se o motivo for orgânico, como um problema hormonal ou de circulação, o homem pode ter dificuldade de obter ou de manter a ereção”, explica a sexóloga Maria Lúcia Beraldo, de Juiz de Fora (MG).

A falta de desejo sexual também pode ser ocasionada por fatores emocionais, como estresse, sobrecarga no trabalho, frustração, crises familiares e problemas que angustiam ou entristecem o homem. ”O sexo é muito suscetível ao estado emocional. A libido é uma forma de empolgação com a vida. Se o parceiro está desanimado, ele vai perdê-la. Além disso, esses problemas podem tirar o foco do sexo”, diz. A monotonia sexual é outra possível causa.

”A esposa deve tentar atiçar o desejo do marido usando artifícios que fazem parte das fantasias dele, como lingeries. Se isso funcionar, o problema é a rotina”, afirma a especialista. Depois que a causa for identificada, a mulher deve se concentrar em ajudar o parceiro. Mas atenção: sem cobranças, para não piorar o quadro dele. Por fim, se todas as tentativas de ajuda falharem, o casal deve procurar o auxílio de um profissional. Maria Lúcia lembra que o sexo é importante para todos os casais. Segundo ela, o homem e a mulher precisam ser amantes, acima de tudo.

Conheça a história de uma mulher que venceu o problema 

Vanessa Pereira, 27 anos, costureira, Ourinhos, SP

Ajude seu amor a recuperar o desejo sexual
             Vanessa e o marido Edélson são felizes no sexo

”Meu marido vivia com dor de cabeça. Ele sempre inventava uma desculpa na hora da transa. Isso começou em 2009, após dois anos de casamento. Edélson parecia ter perdido o interesse sexual. Inconformada, eu fazia de tudo para seduzi-lo. Tentei lingeries, danças e até striptease. Mas o máximo que eu conseguia era um sexo mecânico, sem preliminares. Me sentia péssima. Parecia que meu marido queria se livrar da obrigação.

Depois de quase seis meses nessa rotina, passei a acreditar que o problema era comigo. Minha autoestima caía sem parar. Cheguei a desconfiar que o Edélson tinha outra mulher. Afinal, se não queria transar comigo, que sou sua esposa, ele devia ter uma amante. Passamos três meses sem sexo.

Tínhamos fogo

Conheci o Edélson no início de 2007. Nossa paixão foi tão intensa que namoramos apenas quatro meses antes de nos casarmos. Eu tinha 24 anos e ele estava com 27. Éramos virgens. Quando começamos a transar, descobrimos que tínhamos muito fogo na cama. Aproveitávamos o tempo livre para fazer amor várias vezes por dia. Nem a hérnia que Edélson tinha na região do abdômen atrapalhava o seu desempenho.

Dois anos depois, os problemas começaram a aparecer. Meu marido foi ficando distante na cama e não queria falar sobre o assunto. Tudo piorou quando ele precisou operar a tal hérnia. Aí, não queria mais fazer sexo.

Sem sexo e com a minha crise, acabamos nos distanciando por completo. Mal conversávamos. Aguentei a frieza do Edélson por uns três meses. Depois, entrei em desespero. Qual seria o problema?

Procurei ajuda na internet

Eu ficava ainda mais revoltada porque sabia que ele não era impotente. Às vezes, quando eu o provocava com um striptease, por exemplo, Edélson ficava excitado, mas parecia não ter vontade de transar. Eu tentava dialogar, mas ele se esquivava. Não sabia como resolver o problema e decidi pedir o divórcio.

Antes disso, no entanto, procurei ajuda na internet para ter certeza de que estava fazendo a coisa certa. Comecei a pesquisar sobre homens sem desejo sexual. Li vários artigos e conversei com alguns homens em salas de bate-papo.

Dessa forma, descobri que a falta de desejo pode ser reflexo de problemas do próprio homem, como repressão familiar, monotonia sexual ou estresse. Assim, percebi que o problema estava no Edélson, e não em mim.

Com as informações que consegui na internet, tentei conversar com meu marido pela última vez. Morávamos na mesma casa, mas estávamos tão distantes que precisei agendar uma data.

Quando ele chegou, desabafei. Disse que me sentia mal e que pensava no divórcio, mas precisava saber a verdade. ”Eu te amo”, ele me respondeu, sem dizer mais nada. Naquele momento, percebi que Edélson realmente gostava de mim, mas estava confuso. Passamos, então, a analisar o que afetava o seu desejo.

Todos os dias, meu marido saía de casa cedinho e ficava duas horas no trânsito para chegar ao trabalho, uma fábrica de peças mecânicas. Na empresa, ele cumpria as suas funções no almoxarifado e ainda tinha várias outras responsabilidades na linha de produção, para ajudar o dono da fábrica. Mas não recebia por isso…

Para piorar, Edélson queria muito crescer ali, mas não havia oportunidades. Então ele se esforçava ainda mais, trazendo problemas do trabalho para solucionar em casa. Tudo isso interferia na nossa vida sexual. Com franqueza, meu marido reconheceu que estava extremamente estressado.

Sexo toda semana

Quando encontramos o problema, buscamos a solução: tratar o estresse. Tomamos a decisão radical de abandonar o caos da cidade grande para viver no interior. A intenção era deixar todas as adversidades para trás. Se isso não funcionasse, procuraríamos um especialista.

Entregamos nossa casa alugada e nos mudamos em 20 dias, em setembro de 2009. Fomos para a casa dos meus pais em Ourinhos, no interior de São Paulo. A partir de então, nossa vida foi se modificando aos pouquinhos.

Edélson passou seis meses trabalhando em casa com meu pai. Assim, não sofria com o excesso de cobranças e de tarefas e podia descansar a cabeça. À medida que ele se recuperava do estresse, nossa relação ia melhorando. Voltamos a fazer sexo, com uma frequência cada vez maior.

Em fevereiro de 2010 meu marido já se sentia melhor e logo conseguiu um emprego.Edélson começou a trabalhar no setor de logística de uma fábrica de colchões, com horário fixo: das 7 h às 17 h. E o melhor: agora ele não leva problemas profissionais para casa. Além disso, a empresa fica a apenas 15 minutos de onde moramos.

Nossa qualidade de vida melhorou tanto que agora fazemos sexo pelo menos uma vez por semana, sempre com muitas preliminares! O clima é completamente outro. Hoje, depois de transar, curtimos a noite abraçadinhos. Para evitar surpresas, fizemos um acordo: se alguém não está a fim, basta dizer. Assim somos sinceros e mantemos o diálogo em dia!”.

A opinião do marido de Vanessa

Edélson Pereira, 30 anos, técnico de logística, o marido da Vanessa

”Eu saía de casa às 5 h da manhã e só voltava às 21 h. Ficava duas horas no trânsito. Quando chegava em casa, não conseguia me desligar dos afazeres. Por isso, não percebi que estava ausente para a Vanessa. Também não me comovia quando ela reclamava da falta de sexo. Achava que não havia nada de errado com a gente. Eu chegava exausto, não queria saber de sexo! Só percebi a gravidade do problema quando ela me contou o que sentia e que pensava em separação. Vanessa propôs que mudássemos de cidade. Aceitei na hora. Hoje levo uma vida bem mais tranquila e tenho tempo para curtir minha esposa.”

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