Arrumei um noivo no velório do meu ex

Marcelo, meu atual, era o melhor amigo dele. Nos conhecemos em pleno cemitério...

Encontramos, um no outro, o ombro amigo para chorar. Num instante 
ficamos íntimos.
Foto: Divulgação

Quando conto para as pessoas sobre o começo do meu namoro com Marcelo, todos dão risada… Dizem que parece truque de velha, que vai ao cemitério arrumar marido viúvo. A verdade é que nossa história é meio comédia romântica. Nos conhecemos no cemitério, mais especificamente no velório do meu ex-namorado, o Cris.

Como foi

O clima era péssimo. Todos lamentavam que o Cris tinha falecido tão jovem. Havíamos namorado três anos antes, quando eu tinha apenas 15 anos. Ainda assim, era um choque pensar que ele tinha morrido de um jeito tão banal, vítima de um assalto. Naquela hora de tristeza, conheci o Marcelo, melhor amigo de Cris.

Ele estava desolado. Encontramos, um no outro, o ombro amigo para chorar. Num instante ficamos íntimos. Contamos um ao outro histórias engraçadas do Cris, falamos de tudo. Ficou tarde e ele me ofereceu uma carona. Aceitei.

Pensei muito nele

Ele me perguntou se eu queria descansar um pouco e voltar ao velório mais tarde. Topei. Em casa, não conseguia parar de pensar nele. Pelo jeito, ele também pensava em mim, pois quando me buscou rolou o maior clima. Nossas mãos se tocaram sem querer… Ficamos sem graça, não tinha cabimento paquerar no cemitério!

Na hora de ir embora, resolvemos conversar. Nós dois estávamos desconfortáveis. Aí, não teve jeito: pouco antes de eu descer do carro rolou o maior beijo.

Uma força nos unia

Depois, fomos juntos ao enterro, mas combinamos de ficar um longe do outro. As pessoas são maldosas, não queríamos dar pano pra manga. Quem disse que conseguimos? Fomos embora do enterro de mãos dadas! Claro que ficamos com peso na consciência, mas não havia o que fazer. Rolou…

Com o tempo, descobrimos que tínhamos muita coisa em comum. Em quinze dias já éramos namorados. Foi com certeza o começo de namoro mais bizarro que já tive.

Pensamos no Cris

Ainda conversamos sobre ele, mas bem menos do que no começo do relacionamento. Também sonhamos bastante com ele. Uma vez sonhei que o Cris ria e dizia que não acreditava que eu e Marcelo estávamos juntos.

A real é que, pra mim, tudo acontece por destino. Marcelo diz que, se Cris não tivesse morrido, ele não estaria comigo. Estamos juntos há quatro anos e nos casaremos em setembro! Brincamos que começamos no cemitério para acabar lá um dia, lado a lado! Meio fúnebre, mas engraçado…

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