HPV: quais são os sintomas?

Metade dos brasileiros possui HPV e a maioria nem suspeita que tem o vírus. Veja quais são os sintomas.

Uma pesquisa inédita sobre a prevalência do HPV (Papiloma Vírus Humano) no Brasil mostra que mais da metade da população entre 16 e 25 está infectada com o vírus – que pode causar câncer no colo do útero e também tumores no ânus, na boca, no pênis e noutras partes do corpo. Divulgado nessa segunda-feira (27), o estudo foi conduzido pelo Ministério da Saúde e pelo Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre.

A pesquisa entrevistou 7.586 pessoas e realizou 2.669 testes de HPV para chegar a essa conclusão. Com isso, estimou-se que 54,6% dessas pessoas estava infectada e 38,4% apresentava o tipo mais perigoso de HPV – que é o que pode levar ao câncer.  

Os dados impressionam e muita gente está se perguntando quais são os sintomas causados pelo vírus. Para responder a essa pergunta, primeiro é preciso ter em mente que há dezenas de tipos de HPV e que nem todos causam câncer.

“HPV, que significa Papiloma Vírus Humano, é um termo genérico para uma série de vírus diferentes. Os que a gente classifica como ‘de auto grau’ são aqueles que podem causar câncer de colo do útero – e em outras partes do corpo. E tem um outro tipo de HPV que é o que causa aquelas verrugas [na virilha, por exemplo] e que não tem potencial oncogênico, ou seja, não têm potencial de gerar câncer”, explica o médico Marcos Wengrover Rosa, chefe do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Moinhos de Vento.

Bom, então o sintoma do HPV de baixo grau são verrugas, mas quais seriam os do HPV de alto grau? O ginecologista explica que, à princípio, não há sintomas e é isso que torna o HPV um vírus muito “silencioso”.

“Só vão aparecer sintomas quando houver tumor maligno”. Tanto nos casos de câncer de colo do útero, quanto em outras partes do corpo, pode haver sintomas como sangramento, feridas que não cicatrizam e dor. Vale lembrar que é no colo do útero que o HPV causa tumor com mais facilidade, e é por isso que esse é o tipo de câncer do qual mais se fala quando o assunto é papiloma vírus. “O vírus possui uma coisa que a gente chama de tropismo, que é a preferência para se alojar em determinados locais”, explica o médico.

A boa notícia é o HPV demora bastante tempo evoluir a ponto de ocasionar câncer: entre 3 e 15 anos. Antes disso, é possível detectá-lo e curá-lo, sem que ele tenha chance de gerar um tumor. E é por isso que os exames periódicos são tão importantes – mesmo que, aparentemente, não haja nada de errado com o seu corpo.

“Mulheres que costumam manter relações sexuais sem o uso de preservativo geralmente acabam desenvolvendo outros tipos de infecção. Muitas vezes elas chegam ao consultório por causa de sintomas de outras infecções e a gente acaba descobrindo que aquela paciente também está com HPV”, comenta Marcos.

Os exames para detectar HPV são o citopatológico (popularmente chamado de Papanicolau), a colposcopia e o PCR (proteína C reativa) – este último é o mais preciso. O ideal é que toda mulher visite o ginecologista pelo menos uma vez ao ano e que sejam feitos esses tipos de exame.

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