Idéia fixa

O que parece um amor verdadeiro pode ser, na verdade, uma obsessão

Ilustração: Dreamstime

Tinha 14 anos quando conheci o Pedro, em uma festa de Santo Antônio. Na hora em que o vi pela primeira vez, senti algo muito forte, diferente. Ele veio falar comigo como se já me conhecesse. Era educado, sincero e cheio de planos para o futuro. Começamos a namorar nessa mesma noite. Mas Pedro estava apenas passando férias na minha cidade, no interior da Bahia. Logo iria embora.

Enquanto isso não acontecia, procuramos ficar juntos o tempo todo. Nos últimos dias, ele chegou até a dizer que queria conversar com meus pais e oficializar o relacionamento antes de partir. Eu gostava muito dele, mas não concordei. Me achava nova demais para namorar sério. Ficava pensando se não poderia conhecer outros garotos. Afinal, ele foi o meu primeiro namorado. Eu nunca tinha nem beijado ninguém antes!

Pedro voltou para casa, mas continuamos a nos comunicar por carta e telefone. Ele freqüentava todas as festas na minha cidade e sempre acabávamos juntos. Até que um dia, sem avisar, Pedro sumiu. Saiu do emprego, mudou de telefone e ficou quase dois anos sem se comunicar.

Eu fui tocando a vida, mas volta e meia batia uma tristeza muito grande. Sentia falta dele. Mesmo ficando com outros rapazes, não conseguia esquecer o Pedro. Cheguei a imaginar que nunca mais o veria e jamais amaria outro homem dessa maneira. Até namorei um rapaz, o Mário, por mais de um ano. Gostava dele, mas não tanto quanto do meu antigo amor. Quando Mário foi trabalhar em São Paulo, me convidou para ir junto, mas eu não quis. Ele me escreveu algumas cartas, que nunca respondi.

As coisas estavam nesse ponto quando, num domingo, sem mais nem menos, um carro parou na frente da minha casa. Fui atender à campainha e dei de cara com o Pedro! Ele, a mãe e um amigo deles estavam me convidando para ir até a fazenda de um político para quem Pedro fazia assessoria. Meu coração disparou.

 

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