Manual da paquera para solteiras

Confira as dicas para curtir a solteirice ou arrumar um namorado novo

Aproveite as facilidades da internet: 12% dos brasileiros já utilizaram a rede para achar um parceiro
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A estudante de administração Fabiana Maluf e a cantora Cacau Niemeyer não se conhecem, mas têm em comum histórias similares e um mesmo rol de dúvidas. Ambas ficaram solteiras há três meses depois de namoros de dois anos. Ambas afirmam já ter superado a separação, mas ainda se sentem meio perdidas na volta súbita ao ”mercado amoroso”. E ambas adorariam ter por perto um manual prático – de preferência com gráficos, mapas e passo a passo – capaz de ensinar cositas prosaicas como… onde e quando paquerar.

Cacau reclama que sua rotina nos fins de semana é bater ponto na locadora da esquina (ela já chegou a alugar oito DVDs de uma vez só…). ”Minhas amigas estão todas namorando. Quando me convidam para alguma coisa é para ser madrinha de casamento”, diverte-se. Fabiana conseguiu a proeza de passar o Carnaval em Salvador e não beijar ninguém. ”Quando algum cara chegava em mim, eu cortava na hora. Como não sabia como agir, preferia não render conversa”, declara.

Para sair dessa espécie de síndrome da asa enferrujada, só há uma solução conhecida: paquerar, paquerar e paquerar. Sim, é um conselho idiota. Mas é uma daquelas coisas da vida que são idiotamente certeiras. Autor dos livros Xaveco.com e Manual do Xavequeiro, Fabiano Rampazzo sugere que a mulherada mantenha o seguinte mantra em mente: ”Paquera não é entrevista de emprego”. Com isso, o teórico da xavecologia quer dizer que ”se alguém lhe fizer uma pergunta, faça a mesma coisa. Ou seja, pergunte sobre a pessoa também. Você precisa apenas demonstrar disponibilidade e interesse em conhecer alguém”.

Como conhecer gente interessante

Para as moiçoilas que andam destreinadas nas artes da paquera, uma dica: levar para a vida real a mesma lógica usada na esfera virtual. No Twitter, Facebook e Orkut, é fácil conhecer gente bacana em comunidades e fóruns sobre interesses similares aos seus. Fora da web, o modus operandi é o mesmo. Se gosta muito de arte, que tal matricular-se em um curso de história da arte? ”Procure dar vazão a interesses que estavam reprimidos por causa do namoro”, recomenda a socióloga Márcia Tavares, autora de uma tese de doutorado sobre solteirice na Universidade Católica de Salvador. ”Por meio deles você construirá novos caminhos e, caso já esteja interessada e pronta para encontrar outros parceiros, terá chances de conhecer gente interessante.”

Retome o ritmo normal de sua vida de solteira

O fim de uma relação longa costuma deixar um sentimento semelhante ao banzo, aquela nostalgia mortífera que vitimava os escravos arrancados de suas terras. Normal, normal… ”No geral, as pessoas tendem a se recolher por um tempo. Só depois de respeitado o luto, voltam à vida normal”, explica o psiquiatra Alfredo Simonetti.

A analista de mercado Giulia Gonçalves penou para voltar a bater asinhas depois do término de uma relação de cinco anos, há um ano e meio. Na época, Giulia morava em São Carlos, a 232 quilômetros de São Paulo. Viajou até a capital disposta a resolver uma crise no relacionamento e foi surpreendida por um fora. ”Depois de terminar comigo, ele perguntou: ‘você tem outro lugar para passar a noite na cidade?’. Fui para a casa de uma amiga que tinha acabado de perder o avô. Estava acontecendo o velório lá….”, lembra. Aos poucos, Giulia aproveitou a solteirice para fazer um intercâmbio e frequentar festas universitárias. ”Fiquei com vários caras e aprendi a separar sexo de amor. Hoje, defendo que antes de ter um relacionamento sério as mulheres passem por uma fase de exploração para saber o que esperam de um homem.”

Invista em seus projetos pessoais

Em plena fase de recuperação, Fabiana e Cacau andam investindo em projetos pessoais. ”Nos meus relacionamentos, eu me dedicava muito aos parceiros. Agora, sou minha prioridade”, diz Cacau, que abriu uma empresa para assessorar novos artistas e assumiu o comando de uma ONG que ajuda pacientes com sequelas deixadas por problemas de saúde. Fabiana aproveita o tempo livre para alimentar o blog espacodasmocoilas.com.br, sobre moda e beleza. ”Era um sonho antigo.” Para sair do banzo, é preciso ir tocando.