“Quase” morar junto com o namorado faz bem para a relação?

Ter dois endereços pode ser melhor para o relacionamento, mas quem se divide entre duas casas às vezes tem a sensação de não morar em nenhuma

Quase morar junto com o namorado: será que dá certo?
Foto: Dreamstime

 

Morar sob o mesmo teto não é mais necessário para que um relacionamento se configure legalmente como união estável. Nem o tempo de duração dele. Antes do Código Civil de 2002 era obrigatório morar junto e que a relação tivesse pelo menos cinco anos. Com a entrada em vigor da nova lei já não há tempo mínimo exigido. É preciso que se tenha uma “convivência pública, contínua e duradoura” (ou seja, não vale casal ioiô).
A estilista Joana Barbosa, 29 anos, mora sozinha, mas só dorme desacompanhada uma vez por semana. Ou passa a noite na casa do namorado, ou ele é quem passa na casa dela. “Estamos guardando dinheiro para casar, e por isso no momento tenho duas casas”, define Joana. “E acho bacana que seja assim porque funciona como um test drive para o casamento.”
Já Flávia Haber, 30, passa tanto tempo no apê do namorado que seus pais já desconsideram que ela more com eles. “Quando chego na casa deles, encontro as minhas coisas fora do lugar e tenho a impressão de que em breve minha mãe vai transformar o meu quarto em biblioteca. Mas a verdade é que na prática vivo me perguntando: ‘Cadê o meu espaço?‘ Os meus amigos falam que eu moro com o William, mas eu mesma resisto a aceitar essa ideia.”

Na prática
Escolher entre dizer “Tenho duas casas” e “Não tenho nenhuma” e dar nome ao relacionamento – casamento? namoro? noivado? test drive? – só é importante se essa for uma questão pessoal das partes envolvidas, ou seja, se no íntimo definir isso for uma necessidade.
“O importante é o comprometimento na relação. Quando a pessoa se sente segura, não se preocupa com nomenclaturas”, garante o psicoterapeuta Antônio Carlos Amador Pereira, professor de psicologia da PUC-SP.
Rotular tudo facilita a vida de quem busca aprovação social, mas não é importante.

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