Guia da depilação perfeita: escolha o melhor método para você e sua pele

Quem não quer pernas lisinhas (axilas e virilhas também!) para exibir em looks frescos e fazer bonito de biquíni? Descubra as diferenças entre cada procedimento e se livre dos pelos sem provocar acidentes e manchas.

Creme depilatório

Dissolve o pelo depois de alguns minutos da aplicação (daí o cheiro desagradável que você pode sentir), quando deve ser retirado com água, respeitando o tempo indicado na embalagem, sem a ajuda de lâmina nem esfregar. Como penetra na pele, elimina uma pequena porção do pelo que está abaixo da superfície e, por isso, não começa a espetar logo no dia seguinte – demora três ou quatro dias. “A química desses cremes pode ser agressiva à pele, portanto, o ideal é procurar um com ingredientes calmantes, como azuleno, aloe vera e camomila”, diz o dermatologista Edmar Spíndola, da clínica Dermae, em São Paulo. Pela mesma razão, o produto não pode ser usado sobre a pele irritada, com algum tipo de lesão ou na região íntima, perto da mucosa. Também é bom evitar tomar sol nas primeiras 24 horas depois da depilação. A vantagem principal é a praticidade, além de não ser preciso esperar os pelos crescerem muito para refazer o procedimento. Mas, para preservar a pele, é ideal dar um intervalo de sete a dez dias entre uma aplicação e outra.

Lâmina

A regra é jamais utilizar sobre a pele seca, mas durante o banho ou com a ajuda de uma espuma depilatória, que vai amolecer o pelo, facilitar o deslizamento do aparelho e evitar que o atrito machuque a pele. “Ao contrário do que faz a maioria das mulheres, o melhor é usá-la no sentido do pelo e, assim, orientar o crescimento e evitar o encravamento (ainda que não dê para conseguir o toque lisinho, como quando se raspa no sentido contrário)”, diz Edmar. Algumas mulheres reclamam que o uso repetido engrossa o pelo, mas isso varia – existe até quem perceba que eles ficam mais finos e escassos. Vale evitar ir à praia ou à piscina logo após o procedimento. Como a pele está sensível e pode ter sofrido pequenas lesões (ainda que você não as veja), a medida vai prevenir infecções por micro-organismos comuns nesses ambientes. Dois ou três dias é a média de duração dessa depilação.

Ceras quente e fria

Removem os pelos desde a raiz, mas é bom que tenham, pelo menos, 1,5 mm para que possam ser envolvidos pela cera. O resultado é duradouro (de 15 a 20 dias), mas o pior do método é a dor, ainda que, na primeira opção, o calor ajude a dilatar os poros, facilitando a depilação. O uso repetido da cera tende a afinar e diminuir a quantidade de pelos, o que, se por um lado, é bom, por outro, abre caminho para o encravamento e a foliculite (inflamação do pelo na saída à superfície da pele, por não ter força para rompê-la) – nesses casos, jamais cutuque para evitar lesões e manchas. Dois cuidados necessários são com a procedência da cera (não pode ser reaproveitada) e com a fórmula, que pode conter ingredientes que refrescam e diminuem a irritação (camomila, óleo de coco, calêndula) e ajudam na cicatrização (mel e própolis). Como não deixa de ser um trauma à pele, acalme-a e hidrate-a com um creme à base de azuleno, aloe vera, camomila e ureia e evite tomar sol nas primeiras 24 horas. Para mulheres com tendência a desenvolver manchas, a cera quente não é boa opção, já que o calor é um detonador da pigmentação.

Laser

O mais utilizado é o laser de diodo, específico para depilação. O equipamento emite pulsos de luz, que aquecem o bulbo piloso e o destroem. Como essa luz é atraída pela melanina (pigmento que dá cor ao pelo), os resultados são melhores em pessoas com pelos escuros e grossos. Pelo mesmo motivo, é proibido se submeter a ele com a pele bronzeada (onde há excesso de melanina) sob o risco de sofrer queimaduras. “Em peles negras, o alcance da onda de luz precisa ser muito bem ajustado para evitar acidentes”, afirma a dermatologista Juliana Neiva, do Rio de Janeiro. Hoje existem diversos aparelhos de laser para depilação, inclusive que resfriam a pele no momento do disparo da luz com a finalidade de aliviar a dor (uma das principais queixas desse método), que ajudam a clarear a pele e “enxergam” bem pelos brancos e loiros. “É preciso que o bulbo piloso esteja íntegro para que o sistema funcione (ainda que o pelo esteja curtinho), ou seja, antes do laser, não pode depilar com cera ou outro método de remoção pela raiz”, acrescenta Juliana. Geralmente, são necessárias de quatro a oito sessões para eliminar completamente os pelos. Depois disso, é feita uma sessão de manutenção a cada seis meses ou um ano. Não dá para tomar sol até dez dias depois da depilação, pois a pele fica bastante sensível, avermelhada e, dependendo do caso, soltando casquinhas.

Luz intensa pulsada

É a fotodepilação. O método é parecido com o laser: também emite ondas de luz que são atraídas pela melanina do pelo, fazendo-o cair. Só que, como utiliza energia de intensidade e concentração menores, é praticamente indolor e deixa a pele menos sensível no pós-tratamento. O preço pode não compensar. Isso porque o ajuste da máquina tem que ser preciso (de acordo com o tom da pele e do pelo) para que a depilação seja duradoura e não ocorram queimaduras na pele – e isso nem sempre acontece. Tem mais. “Há estudos mostrando que o resultado da luz pulsada é muito semelhante ao do laser em termos de número de sessões necessárias para reduzir os pelos”, afirma Daniela Schmidt Pimentel. “E, quando realizadas por médico dermatologista (que garante segurança e eficiência), o custo das duas técnicas é praticamente o mesmo”, completa.