Médica esteticista é investigada por morte e por deformar paciente

Geysa Leal Corrêa é apontada como responsável pela morte de uma paciente que veio a falecer depois de fazer lipoescultura.

Depois do Dr. Bumbum, a médica carioca Geysa Leal Corrêa também está sendo investigada pela justiça por conta de cirurgias plásticas e outros procedimentos estéticos. O caso mais grave é o da paciente Adriana Ferreira Capitão Pinto, que morreu no último fim de semana, depois de fazer uma lipoescultura. 

O marido de Adriana conta que, seis dias após a cirurgia, ela acordou no meio da noite sentindo falta de ar. Foi ao banheiro e caiu no chão, já sem vida.

Segundo o Jornal Nacional, a médica postou um áudio nas redes sociais em que fala do caso. “Eu venho aqui hoje dar uma notícia muito chata, que em 23 anos de formada eu nunca tive”, diz ela no início da gravação.

Agora, nessa sexta-feira (27), outro caso envolvendo Geysa veio à tona. Ela está sendo processada por uma paciente que teve o rosto deformado por conta de uma aplicação de PMMA (preenchimento com polimetil metacrilato, também conhecido como metacril). Segundo informações do UOL, o caso ocorreu no ano de 2012, em Niterói.

A médica alega que a deformidade aconteceu pois o metacril utilizado veio com problema de fábrica e, ao todo, 13 pacientes foram afetadas. Ela acredita que a empresa Metacrill, que fornece a substância, também devia ser responsabilizada. O PMMA é a mesma substância usada pelo Dr. Bumbum em Lilian Calixto, a paciente que faleceu.

Quanto à morte de Adriana, uma nota emitida pelo advogado de Adriana diz que “ela lamenta muito o corrido, mas ressalta que a fatalidade não tem qualquer relação com alguma falha tanto no procedimento, bem como de algum tipo de cuidado preventivo ou pós-procedimento. Isto porque a Sra. Adriana realizou todos os exames necessários para a realização do procedimento, estando apta para a realização do mesmo”.

Mas um outro ponto importantíssimo está colocando em cheque a idoneidade da médica: ela se apresenta como pós-graduada em cirurgia plástica estética, mas o seu registro no Conselho Nacional de Medicina mostra que Geysa não tem o tipo de especialização exigido para que um médico se torne apto a realizar cirurgias plásticas. Procedimentos mais simples como preenchimentos podem ser feitos por dermatologistas, mas Geysa também não possui registro na Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Casos como o de Geysa e do Dr. Bumbum vem reafirmar a importância de não tratar intervenções estéticas, e muito menos cirurgias plásticas, como algo que pode ser realizado por qualquer médico. A banalização desses procedimentos faz com que as pessoas se esqueçam que os riscos são grandes e que é imprescindível ir em busca de profissionais realmente capacitados.

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