Michael Anthony Lahue se destaca no cenário musical com seu mais novo álbum

Quem acompanha a música popular brasileira (MPB) certamente já ouviu falar em Michael Anthony Lahue. O cantor, pianista e compositor, que como diferencial carrega o fato de ser um estrangeiro se aventurando na música brasileira, lançou no último dia 14 de fevereiro seu mais novo álbum: “Paisagens: Ao Vivo no Conservatório Brasileiro de Música”. A data escolhida para divulgação do conteúdo em todas as plataformas digitais, dia dos namorados nos EUA, já era um indicativo do que estava por vir.

As músicas do novo álbum retomam a essência que aquece o coração, com ritmos e melodias que despertam as mais distintas emoções. A gravação ao vivo foi realizada no Conservatório Brasileiro de Música, no Rio de Janeiro em 2006, época em que o cantor estava cursando pós-graduação em musicoterapia: “foi o meu primeiro grande show no Rio, em que eu apresentei o trabalho do meu primeiro álbum ‘Sonho’ em conjunto com várias canções inéditas, e um repertório brasileiro que já incluía o ‘Clube da Esquina’ por exemplo”, comenta Michael Anthony.

Como um dos destaques, o conceito envolvido no título do álbum, que vem das músicas “Inútil Paisagem” (Tom Jobim, Aloysio de Oliveira) e “Paisagem da Janela” (Fernando Brant, Lô Borges). Além disso, o repertório inclui duas músicas do cancioneiro norte-americano, uma delas com letra em português de Braguinha.

Cada qual com sua peculiaridade, o single “Ondas no Mar” foi uma inspiração que surgiu para o cantor ao observar a paisagem da Barra da Tijuca, quando ainda residia na zona oeste do Rio de Janeiro, uma letra que fala da natureza, com metáforas de amor do relacionamento com sua esposa: “um dia estava sentado na praia na Barra da Tijuca com minha filha mais velha em uma tarde ensolarada com vento forte e os urubus voando ao redor da serra”, comenta. Enquanto compunha a música no piano de sua sala, com vista das montanhas da Floresta da Tijuca pela janela, ouviu de sua mulher que parecia que naquela canção faltava algo: “sabia disso mas não queria admitir, porque parecia que minha criatividade estava esgotada”, explica Michael Anthony, que após conseguir adicionar o último verso, ouviu sua esposa dizer com felicidade: “agora parece uma canção sua!”.

Conhecer a música brasileira foi um processo gradativo. Antes de se mudar para o Brasil, o cantor não conhecia muitos gêneros de música brasileira além da Bossa Nova, o Jazz brasileiro, e um pouco da música baiana. Enquanto ainda morava no Estado de São Paulo, logo foi obrigado a conhecer a música sertaneja, e também o então “super popular” forró universitário. Além disso, no início dos anos 2000, várias bandas de rock dos anos 90 estavam conquistando uma nova geração de fãs, como Capital Inicial.

Todas essas etapas foram essenciais para o desenvolvimento do trabalho musical, levando-o a conhecer cada vez mais a música brasileira e a aprofundar na MPB. Pode-se dizer que as referências musicais tiveram também a participação de Vânia Bastos, dona do disco “Vânia Bastos Canta Clube da Esquina”, com quem o cantor trocou e-mails e experiências: “conheci um moço baiano no lançamento do meu álbum ‘Sonho’, que me apresentou às músicas do Clube da Esquina, insistindo que eu ouvisse o então recém-lançado disco da Vânia, e foram estas canções que criaram uma ponte da Bossa Nova pra MPB mais moderna, assim desencadeando uma nova etapa nas minhas composições”, comenta.

O álbum “Paisagens” representa uma passagem musical da Bossa Nova e as canções inéditas do primeiro álbum, pela MPB dos anos 70, resultando em uma seleção de composições novas com capa de Guilherme Delvaux (@designdelvaux) e foto da capa por Luis Caldeira ( facebook.com/luiscaldeiraphotography ). Detalhes sobre as mais belas composições são compartilhados através das redes sociais do cantor como o Instagram, Youtube, Facebook, Twitter ou pelo site michaelanthonylahue.com.br.