O estresse e as alterações emocionais realmente podem provocar queda capilar?

Estudos apontam que 30% de todas as mulheres do mundo sofrerão com algum problema relacionado a calvície após os 50 anos de idade   

 

Para muitos, cabelos são sinônimo de vaidade, estética e beleza e por isso, homens e mulheres prezam tanto pelo seu cuidado. No entanto de acordo com um artigo publicado pelo Journal of the American Academy of Dermatology, uma pesquisa com um grupo de mais de 500 mulheres, apontou que cerca de 13% possuem tendência a ter queda de cabelo antes da menopausa e 37% depois dessa fase. 

A alopecia, como é conhecida cientificamente, pode ser a causadora da perda capilar em 30% das mulheres no mundo, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Mas se engana quem acha que esse é um problema enfrentado apenas pelo gênero feminino, pois a OMS (Organização Mundial da Saúde) já afirmou que metade da população masculina de até 50 anos também sofrem disso. 

“Alguns fatores como genética, má alimentação, estresse ou ansiedade, são condições que sobrecarregam o organismo e podem provocar grande perda dos fios”, afirma Debora Modena, responsável pelo departamento de P&D da Ibramed. 

Ainda não estão bem definidos na literatura científica os mecanismos pelos quais ocorrem a alopecia, mas estudos apontam a herança genética como um padrão capaz de manifestar as alterações fisiológicas que ocasionam a queda do fio. 

Outra preocupação relevante são os aspectos psicológicos como o estresse, ansiedade e alterações emocionais, que aumentaram muito por conta do isolamento social e da pandemia, e podem desencadear ou agravar o quadro de alopecia. Em geral, o problema surge cerca de três meses depois do episódio de tensão. 

“O estresse altera o apetite, fazendo com que a pessoa não se alimente corretamente com a perda de proteína, o cabelo é afetado. Sem contar que o excesso de cortisol, que é o hormônio do estresse, pode ocasionar quadros inflamatórios, que também prejudicam a saúde do fio e ocasionam o eflúvio telógeno, que seria a queda de cabelo em excesso”, explica a responsável. 

Portanto, ter um estilo de vida saudável contribui com o crescimento e saúde dos fios. É preciso se atentar para as condições que provocam o estresse e procurar maneiras de evitá-las ou amenizá-las. Algumas terapias também podem auxiliar no combate à queda de cabelos como: remédios, vitaminas E e A, e a carboxiterapia capilar.  

A carboxiterapia utiliza o gás carbônico medicinal (Co2) e ao ser injetado no organismo, ocasiona efeitos fisiológicos melhorando a circulação e oxigenação local e consequentemente estimula o crescimento capilar. 

“Todos esses métodos, podem auxiliar a manter a saúde do corpo e dos cabelos, além disso, é importante saber cuidar da saúde mental, em casos mais complexos, a procura por um psicólogo e tratamentos a longo prazo também é uma opção válida. Acima de qualquer coisa, o nosso bem-estar deve ser a prioridade”, finaliza  Debora.