Para você, o que é ser mulher?

Para responder a essa pergunta, cada vez mais presente nos debates relacionados à igualdade de gêneros, nada melhor do que ouvir as próprias protagonistas, não é? Vem ver!

Cada mulher tem sua própria essência, que é resultado de suas escolhas e de seus ideais. Para falar sobre esse assunto, convidamos cinco mulheres de diferentes perfis e áreas de atuação para compartilhar suas próprias visões sobre o que é ser mulher.

 

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Muito mais que aparência

“Eu sempre percebi a feminilidade como uma força. Uma força que foi sequestrada por um falso conceito de ‘sexo frágil’, mas que vem sendo resgatada pelas mulheres em seu sentido real. Lembro quando era pequena, naqueles almoços de família, ao terminar de comer, acontecia uma divisão automática: homens para a sala, a ver o futebol; e mulheres para a cozinha, a colocar ordem na casa. E, na cozinha, para onde sempre fui, eu via naquela reunião de mulheres uma espécie de terapia em grupo. Elas apoiavam umas às outras. À medida que eu crescia, percebia essa tônica se repetir várias vezes. Brancas, amarelas, negras, lésbicas, cis, trans, ricas, pobres, novas, maduras, todas as mulheres ao meu redor eram também sobreviventes neste mundo feito por e para homens, pintando seus rostos para a guerra diária que tinham que enfrentar. Um dia, eu finalmente me compreendi também como uma sobrevivente. E entendi que essa força, a feminilidade, nunca se tratou de aparências, mas, sim, de resistências.”

Fernanda Nahas Cecílio, de São Paulo (SP), tem 32 anos e é estudante de curso técnico de cosmetologia.

 

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Uma energia que está em todos nós

“Para mim, ser mulher é uma experiência biossocial. É um olhar sobre o mundo a partir deste corpo biológico, com todas as suas características. Ao mesmo tempo, se tornar mulher também é o resultado das pressões e impressões sociais e culturais, que determinam nossas escolhas e atitudes, formando nossa personalidade. Então, a feminilidade, essa essência da mulher, extrapola as questões de gênero. É a expressão da energia feminina, que embora esteja mais presente em mulheres, não é nem exclusiva destas, nem obrigatória. É o oposto da masculinidade. E, juntas, equilibram os seres e o universo. O feminino é a energia geradora, mais fluida, delicada, sensível, forte, porém, não agressiva. E todo indivíduo, homem ou mulher, carrega em si um pouco de energia masculina e feminina, as energias opostas do mundo.”

Ana Paula Lopes, de São Paulo (SP), tem 32 anos e é professora de dança indiana e do ventre.

 

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Ser do jeitinho que você é

“Mais do que uma condição biológica, acredito que ser mulher é uma posição política. Ao nascermos com uma vagina, automaticamente passamos por inúmeras definições que influenciarão todas as experiências da nossa vida. Uma mulher sempre terá mais dificuldades de realizar seus planos, de ser reconhecida pelos próprios talentos, de ascender social e profissionalmente. No caso das mulheres negras, esses obstáculos são duplicados, por incluírem o racismo. E, para mim, a feminilidade é ter orgulho da jornada feminina na sociedade e entender que ser mulher não é pior do que ser homem. Curte usar batom, ter barriga traçada, usar salto? Ótimo! E nada de se achar menos capaz do que um cara só porque você prefere maquiagem a futebol, ok? Mas ser feminina também é ser gorda, só usar tênis, ter cabelo curto, não ser delicada, detestar maquiagem… Não precisamos seguir a cartilha que define a feminilidade como um comportamento único. Ser feminina – e feminista – é ser do jeitinho que a gente é e ter orgulho disso. E, a partir do momento que compreendemos o que significa isso, estamos empoderadas e prontas para ajudar outras mulheres em seu fortalecimento e não há nada melhor que isso!”

Vanessa Ventura, de Salvador (BA), tem 25 anos e é criadora e editora do blog Belícia.

 

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Cada uma do seu jeito

“Para mim, ser mulher é um conjunto de coisas. Passa pela criatividade, pela intuição, pelo instinto, a delicadeza, a sensibilidade, a amorosidade, a ternura e o acolhimento… Cada uma do seu jeito. E a feminilidade é a energia da vida, que está em todas nós e que nos une. Isso vai além das nossas escolhas. Eu, por exemplo, sou mãe, mas não é isso que me define como mulher. Escolher gerar um novo espírito ou não, isso não interfere naquilo que define o feminino. Assim como todas as outras escolhas que tomamos na vida.”

Rachel Souza, baiana de Salvador residente em Milão, na Itália, tem 41 anos e é massoterapeuta.

 

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Se sentir mulher

“Ser mulher, para mim, é se sentir mulher. Seja com o cabelo curto ou comprido, de saia ou de calça, com peito ou sem peito, com vagina ou sem vagina. Se sentir mulher te torna mulher. Não acredito que exista um conjunto de características específicas ligadas à mulher. Esse conceito é relativo. Ser mulher negra no Brasil, por exemplo, faz você nascer com um selo de ‘forte’ pregado na testa. E é assim que nos criam, para sermos as guerreiras indestrutíveis, insensíveis à dor e ao sofrimento. Hoje, eu posso dizer que sou forte justamente porque consegui me livrar desse estereótipo.”

Lívia Teodoro, de Belo Horizonte (MG), tem 25 anos e é designer e editora do blog Na Veia da Nêga.

 

Esta reportagem é um tributo às mulheres que inspiram a Avon todos os dias, há 130 anos. A marca acaba de lançar a fragrância Femme, especialmente dedicada a celebrar o que faz cada mulher ser única. Cheio de contrastes, o novo deo parfum traz uma explosão de frescor aliada a notas florais encorpadas. Uma homenagem ao que a mulher tem de mais bonito: a sua própria essência.

Divulgação/Avon Divulgação/Avon

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