Produtos de beleza que as brasileiras estão deixando de comprar

Em 2016, perfumes e produtos para limpeza facial deixaram de ser prioridade na cesta básica de beleza da mulher brasileira.

Com o objetivo de investigar os planos de beleza que as consumidoras têm para 2017 e compará-los com os que tinham no ano anterior, a Glambox fez uma pesquisa com 8389 de suas assinantes. Elas são mulheres, com idades predominantes entre 19 e 45 anos, que moram especialmente no sudeste (60%) e sul (18%) do país e têm renda familiar mensal entre R$ 2001 e R$ 5 mil.

No fim de 2016, elas responderam um questionário online com 20 questões. De maneira geral, o estudo mostrou que a crise financeira atingiu as intenções e gastos da brasileira com itens de beleza, como já era de se esperar. No entanto, elas não deixaram de ter planos para 2017.

Em 2016, apenas 30% das consumidoras conseguiram manter a média mensal gasta com produtos de beleza e cosméticos no ano anterior. Essa mudança atingiu principalmente as mulheres mais jovens e com menor poder aquisitivo, mas foi percebida por todas as idades e faixas de renda.

A porcentagem de quem diminuiu esse tipo de despesa cresceu, enquanto o número de quem aumentou o gasto com esses itens diminuiu. A maioria das assinantes (32%) desembolsou entre R$ 51 e R$ 100 mensais, seguidas pela faixa (26%) das que gastaram de R$ 101 a R$ 200. Somente 5% das entrevistadas dedicaram mais de R$ 401 com esses produtos.

Dessa forma, a cesta básica de beleza das entrevistadas também se revelou mais básica. Produtos para limpeza facial e perfumes, por exemplo, deixaram de ser prioridade. Porém, elas não ficam sem comprar, mesmo quando desejam conter gastos, itens de higiene (como shampoo, condicionador, sabonete corporal e íntimo) e aqueles considerados essenciais (como produtos para cabelos e maquiagem).

Elas também apontaram que, no momento em que é preciso cortar esse tipo de despesa, elas têm uma preferência. 49% delas deixariam de comprar itens voltados aos cuidados dos pés e produtos para cuidados específicos, como celulite, estrias e gordura localizada. Além disso, 44% não gastariam mais com produtos para cuidado das mãos e 40% não comprariam esmaltes.

Para 49% das mulheres, o plano é manter o que tem sido investido e somente 7% visam aumentar essa despesa. 29% das consumidoras pretendem diminuir o gasto mensal com beleza em relação ano anterior, tendo planos mais cautelosos. Elas querem:

  • Comprar somente o essencial, o que não dá para viver sem – 63%
  • Pesquisar mais sobre os produtos, entender seus benefícios e ver quais, de fato, são necessários – 40%
  • Comprar apenas produtos que estejam em promoção – 32%
  • Reduzir a frequência de compra – 30%
  • Passar a comparar os preços – 25%
  • Buscar produtos multifuncionais e que o preço seja mais barato do que os produtos separados – 20%
  • Optar por marcas mais baratas dos mesmos produtos – 11%
  • Alterar o local da compra e passar a comprar em um ponto de venda que oferece preços menores – 11%
  • Priorizar embalagens maiores, que rendam mais – 11%
  • Deixar de testar novas marcas e comprar apenas as que já conhece e sabe que funcionam – 8%
  • Deixar de testar novos produtos e comprar apenas os que já conhece e sabe que funcionam – 7%

Vale ressaltar o expressivo número de mulheres dispostas a trocar as marcas de seus produtos de beleza e cosméticos prediletos. 54% das entrevistadas pretendem realizar essa substituição, especialmente em itens de maquiagem (64%), cabelo (64%) e corpo (56%).

Apesar da intenção de conter os gastos, elas também não deixam de fazer planos relacionados à beleza. Cuidados com a pele facial e cabelo ainda figuram como prioridade, ao mesmo tempo em que a vontade de mudar os cabelos (com colorações, luzes ou mechas) aparece como novidade nessa proporção. Em 2017, elas desejam, por exemplo, dedicar-se mais à limpeza da pele facial (71%), usar filtro solar no rosto com maior frequência (67%), fazer hidratação, cauterização, reconstrução ou selagem no cabelo (66%) e cuidar mais da pele do corpo (54%).

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