Transição capilar: 6 garotas provam que é possível sim recuperar os cachos

Nem sempre é fácil, mas o resultado vale a pena!

Passar pela transição capilar para recuperar seus cachos naturais nem sempre é fácil. Este é um período muito delicado de transformação e mudanças, e é preciso paciência para respeitar o tempo de crescimento e fortalecimento do seu cabelo.

Além das dificuldades naturais, é preciso ter muita força para lidar com o preconceito! Ainda tem gente achando que cabelo pro alto e volumoso não é bonito, profissional ou até respeitoso. A falta de informação também é um obstáculo: até alguns cabelereiros continuam acreditando que recuperar os fios naturais depois de vários alisamentos é impossível.

Por esses motivos, você poderá esbarrar com comentários desencorajadores de amigos e até da sua família, logo num período em que precisa de força. Não se desespere! A transição capilar vale muito a pena, e no fim você vai estar tão poderosa e feliz com sua aparência que nenhuma opinião além da sua vai importar.

Se falta inspiração, falamos com seis mulheres que passaram por transições capilares e hoje são exemplos de uma mudança que vai muito além da estética. Veja só!

1. Ana Lídia Lopes, do Apenas Ana

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A estudante Ana Lídia Lopes preferiu deixar as opiniões negativas sobre sua transição para o cabelo natural de lado, e foi fazer algo mais legal: vídeos com dicas de penteados e cuidados para quem estava passando por esta fase também.

Segundo ela, a primeira transformação veio de dentro, quando, em meados de 2014, decidiu seguir sua vontade de se libertar da química e da chapinha, procedimentos que fazia desde os 10 anos de idade. “Coloquei na minha cabeça que iria passar pela transição e nunca mais senti vontade de alisar, mesmo quando o cabelo ficava meio doido, com duas texturas e tal. A vontade de assumir quem eu realmente sou e de me aceitar era muito maior”, conta.  

Seis meses depois, Ana cortou as pontinhas lisas e conseguiu assumir seus fios naturais. Aos 16 anos, ela tem mais de 20 mil inscritos no seu canal do YouTube, onde continua dando dicas para cuidar dos cachos. 

2. Nina Gabriella, Youtuber

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A youtuber Nina Gabriella alisava o cabelo com a química mais fraquinha do salão, pois nunca teve coragem de abrir mão completamente dos seus cachos. Mesmo assim, a transição capilar não foi fácil para ela: foram dois anos sem usar química até seu cabelo natural aparecer!

A espera valeu a pena. Hoje o cabelo volumoso de Nina é objeto de desejo e ela não vê problemas em dividir o que faz, postando vídeos com dicas de cuidados no seu canal com mais de 40 mil inscritos. “Eu nunca poderia imaginar o poder do meu cabelo, a confiança que ele me traria e que um dia todo esse processo pudesse se tornar inspiração para alguém”, conta.  

3. Luciene Batalha, blogueira

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Sem paciência para esperar a raiz crescer e cortar o cabelo liso aos poucos, a blogueira Luciene Batalha escolheu pular o período de transição e partir para o big chop (ou grande corte).

Para ela, tomar essa decisão não foi difícil, complicado mesmo foi convencer o cabelereiro que fazia a química no seu cabelo. “Ele tentou de todas as formas me convencer a desistir, disse que ficaria curto demais e um monte de coisas. Deixei claro que sabia o que estava fazendo, mas mesmo assim, ele cortou apenas a metade”, conta. Ainda decidida, Luciene procurou outro salão no dia seguinte, fez o corte tão desejado e logo se livrou do alisamento.

Segundo ela, logo depois do corte, ainda com cachinhos tímidos e pequenos em comparação ao cabelão pelo qual ficou conhecida na internet, se sentiu mais fortalecida. “Mudei completamente minha maneira de ver o mundo e também a forma como as pessoas me viam. Quando ouvia críticas, eu mostrava que meu objetivo era maior e mais forte do que qualquer coisa que pudessem dizer para me desanimar”.

Luciene hoje tem um blog em construção onde pretende compartilhar dicas e seus segredos de cuidados para os cachos. Por enquanto, dá um follow lá no Instagram dessa moça e se inspire!

4. Katarina Mendes, administradora da página Faça Amor, Não Faça Chapinha

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Katarina conta que, antes de assumir seu cabelo natural, nunca tinha conhecido o potencial dele. Isso porque começou a alisá-lo muito cedo, com 11 anos. “Fui do relaxamento na raiz até chegar na ‘escova inteligente’. Mas até hoje não sei o que ela tem de inteligente”, brinca.

Antes de iniciar um período sem química, ela ainda se aventurou no permanente afro, e não recomenda. “Eu achava que seria um milagre: o cabelo danificado com química que alisa ficaria cacheado e definido de novo, com mais química. Só que não”, conta.

O período de transição de Katarina durou três anos, período cheio de aprendizados e resistência contra as críticas. Mas tudo isso valeu a pena, não só pelo cabelo que hoje ela ama, como também pelo trabalho empoderador no movimento Faça Amor, Não Faça Chapinha do qual faz parte.

5. Maraisa Fidelis, do Beleza Interior

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Ela é a prova viva de que a química pode acabar complicando mais o cabelo do que facilitando! Depois de diversos relaxamentos e permanentes, Maraisa Fidelis acabou sofrendo um corte químico. “Foi quando apliquei química duas vezes em menos de dois meses. O cabelo não aguentou e começou a quebrar”, lembra.

Isso a conduziu para um processo de quatro meses de transição. Ela cortava as partes mais fracas, até conseguir tirar toda a química e deixar o cabelo natural crescer fortalecido.  

Agora nada de descuidos para Maraisa. Ela vive de bem com seu cabelo, mantendo cuidados especiais com dias certos para lavagem e hidratação. “É todo um ritual que eu adoro, um momento meu. Hoje me sinto mais bonita e mais confiante”, conta.

6. Rayza Nicácio, blogueira e youtuber

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Rayza Nicácio era, como muitas outras mulheres, uma escrava da chapinha. Até que, durante uma viagem, precisou se libertar dela. “Eu não fazia chapinha sozinha, minha mãe me ajudava, e eu ia passar uma semana longe dela. Então, alguns dias antes de viajar, resolvi usar meu cabelo natural para ir acostumando”, conta.

Ela lembra de um aspecto ressecado e esticado por causa do uso constante da chapinha, mas mesmo assim, a revelação dos seus cachos fez sucesso. “Ninguém entendia por que eu escondia esse cabelo!”.

Depois disso, Rayza foi aprendendo sobre cortes, hidratação e penteados, para poder arrasar com o cabelão que tem hoje em dia. “Após assumir meu cabelo eu me senti liberta de toda pressão. Eu me sinto mais segura, mais confiante e muito mais feliz”, comemora.