Ansiedade por promoção pode prejudicar sua carreira

Jovens profissionais desejam atingir cargos de chefia cada vez mais cedo. Aprenda como frear a ansiedade e usá-la a a favor da sua carreira

Ansiedade por promoção pode prejudicar sua carreira

Evite comparar sua trajetória com a de colegas da mesma idade. A história de cada um é única
Foto: Getty Images

Ansiedade por crescer na carreira

Quem pertence à chamada geração Y – formada por profissionais que têm hoje entre 15 e 30 anos – conhece bem esse sentimento de ansiedade. A pressa de escalar cargos mais altos ou de enfrentar novos desafios é uma das principais características dessa faixa etária.

Uma pesquisa da consultoria de gestão de negócios Hay Group levou a seguinte pergunta a integrantes da geração Y de seis grandes empresas brasileiras: ”A velocidade de progressão de sua carreira está de acordo com suas expectativas? Dos 5.568 entrevistados, 32% responderam ”Não” e 29% preferiram se manter neutros em relação à questão, ao passo que 39% assinalaram a opção ”Sim”.

Segundo Caroline Marcon, uma das organizadoras do levantamento, o desejo geral é o de passar por pelo menos uma mudança no cenário profissional por ano. ”Para os funcionários jovens, tudo bem não rolar uma promoção, desde que ocorra ao menos uma movimentação horizontal. Eles querem aprender com experiências diferentes”, explica ela.

4 dicas para usar a ansiedade a seu favor

1. Tudo bem querer novos desafios, mas não aceite qualquer proposta só pelo gosto da novidade. Avalie com calma o que é melhor para a sua carreira.

2. Aprenda a ouvir. Às vezes achamos estar preparados para assumir postos mais altos, mas na real não é bem assim… Feedbacks de pessoas mais experientes podem ajudá-la a saber se está certa ou errada.

3. Autoanálise é essencial. Pense bem antes de decidir o que quer. Não adianta ganhar mais se achar chatas as novas atribuições.

4. Evite comparar sua trajetória com a de colegas da mesma idade. A história de cada um é única!

Ela sofreu de ansiedade pela promoção

Síndrome dos seis meses. Assim a gestora de recursos humanos Thalita Sobrinho, 21, batizou a ‘doença’ profissional de que sofria quando começou a trabalhar, três anos atrás. Mal começava a esquentar a cadeira do escritório, Thalita tinha ataques de ansiedade sonhando com uma possível promoção e, se ela não vinha, tratava de sair em busca de outro trabalho.

”Eu achava chato fazer sempre a mesma coisa, me sentia acomodada”, diz a gestora, que ficou sete meses como atendente em uma empresa de call center, migrou para outra do mesmo ramo e, ao término de outros seis meses, virou uma ”serial entrevistada”: inscreveu-se em 12 processos de seleção de uma vez. Um deles foi na própria companhia em que trabalha. Vitoriosa na disputa pelo cargo de assistente, ela ainda ficou inquieta até conseguir, um ano e oito meses depois, ser promovida a analista, posição que ocupa atualmente.

Ela preferiu esperar pela hora certa de crescer

Apelidada de ”estagiária eterna” pelos amigos, a desenhista industrial Cláudia Neves, 29, estagiou em cinco áreas durante cinco anos até ter certeza absoluta de que fizera a escolha certa para a carreira. ”Eu nunca encarei a rotatividade como perda de tempo”, diz. ”Mudar tantas vezes me tornou uma profissional mais completa e experiente e me fez descobrir que o que amo mesmo é trabalhar como designer na área de transportes.”

Empresas têm dificuldade em acompanhar o ritmo dos novos profissionais

Para as empresas, enfrentar tanta ansiedade por mudanças é um desafio. Afinal, a velocidade com que surgem oportunidades em seus quadros raramente caminha tão rápido como a vontade dos jovens profissionais. A Nextel, que possui 45% de seus 4.794 funcionários na faixa de até 30 anos, criou regras claras para movimentações na tentativa de acalmar os ânimos. Quem trabalha lá sabe que terá de esperar no mínimo um ano para ocupar uma função em outra área ou dois para receber uma promoção por mérito.

Gerente de RH da Nextel, Gédena Bonfim avalia que a ansiedade, se bem aproveitada, pode ser positiva (veja quadro abaixo). ”É claro que ser proativo é uma qualidade”, diz. No entanto, é bom ter em mente que, por trás de uma promoção ou movimentação, há uma série de variáveis sobre as quais nem sempre o funcionário tem controle – entre elas a sorte de estar no lugar certo na hora certa. E, que hora e lugar são esses, ninguém sabe…
 

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