Como lidar com o desemprego

Tristeza, medo, desespero. Sem trabalho, todos os sentimentos se misturam. Veja dicas para dar a volta por cima

Como lidar com o desemprego

Cuidar da aparência e não se deixar abalar é essencial para conseguir uma boa recolocação no mercado de trabalho
Foto: Getty Images

Saiba o que fazer se você sente:

Tristeza
Procure estar perto de pessoas queridas e alegres. Mesmo triste, faça o esforço que for para não se isolar, pois o convívio social é um grande aliado na busca por emprego. Estar em contato com várias pessoas e mostrar-se disposta a encarar novos desafios – mesmo depois do baque de uma demissão – soma pontos a seu favor.

Insegurança
Preparação é palavra-chave. Depois de perder o emprego costuma vir aquela sensação de que não daremos conta do próximo trabalho. Para superá-la, elabore o currículo e leia-o bem antes de uma entrevista. ”Não minta. Muita gente escreve cursos que nunca fez, e quando perguntado não sabe o que responder”, diz Renata Araújo, consultora da Central Única dos Trabalhadores

Medo
Mais uma vez, o grande segredo está em se preparar bem. Toda atenção na aparência – sua e de seus documentos (currículo nunca dobrado, carteira de trabalho sempre em bom estado, fichas preenchidas com letra legível). Pesquise sobre a empresa onde irá pedir trabalho, investigue no site ou pergunte a funcionários da firma.

Ansiedade
Demonstrar controle emocional é fundamental. Nenhum empregador quer trazer para sua empresa um problema do gênero trabalhador fragilizado. Um erro grave incluir nos currículos cartas ou frases com apelos emocionais, como mensagens de ”Deus te abençoe”, salmos ou pedidos.

Desespero
A falta de grana e a angústia dificultam a organização na busca pelo novo emprego. Se você quer seguir na mesma área de trabalho, informe-se sobre o piso salarial e não diga que aceita executar qualquer tarefa. Esse perigoso topa-tudo-por-dinheiro fecha portas. É válido indicar que tem preferências.

Cansaço
Não adianta enviar um monte de currículos, como se fosse carta. A maioria não será lida. O ideal? Entregá-lo, ligar para confirmar que receberam e retornar para saber se há interesse. Repetir a entrega na empresa significa perder tempo. O importante é manter contato.

Desilusão
Não encontrar trabalho com carteira registrada está longe de ser o fim do mundo. Hoje, ninguém pode ficar limitado a isso. Os mercados autônomos e informais são fonte de renda. E não devem ser descartados. Procure idéias de empreendedores, gente que começou em casa mesmo. Com certeza, você tem talento, pode ganhar dinheiro com ele e ser feliz profissionalmente.

Preguiça
Não caia no risco de se acomodar. Procure cursos que melhorem seu currículo sem muitos gastos (há opções gratuitas ou baratas), leia, se forme e informe. São caminhos para inovar: a fonte de renda pode estar numa idéia criativa sua ou de uma amiga. Talvez esteja faltando apenas aprender a enxergá-la! 

Agradecimento: Renata Araújo, consultora da Central Única dos Trabalhadores