Como turbinar a busca de emprego

Está cansada de procurar emprego? Separamos algumas dicas para turbinar esta busca

Como turbinar a busca de emprego

Fazer a franco-atiradora e sair enviando seu currículo sem que ele tenha sido solicitado é perda de tempo
Foto: Dreamstime

Encontrar trabalho não é uma tarefa fácil nos dias de hoje. O mercado está cada vez mais exigente, pedindo qualificação e capacitação profissional. Sem formação e cursos específicos, você não consegue bons cargos. Além disto, é preciso mandar muitos currículos, cadastrar-se em sites de empregos, arrumar um “quem indica”… Veja como turbinar esses e outros métodos:

Quem indica

Indicar um profissional para preencher uma vaga é um ato de grande responsabilidade. Se o desempenho da pessoa recomendada é ruim, pega supermal para quem a apresentou. O contrário também vale: se o novo contratado se sai bem: o “padrinho” ganha elogios por demonstrar aptidão para reconhecer talentos. Por isso, pedir a alguém que você mal conhece para recomendar o seu nome não funciona – e ainda deixa a outra parte na maior saia-justa. Sabe aquela história de implorar uma indicação para o primo do namorado da vizinha só porque o cara trabalha na empresa dos seus sonhos? Esqueça! Ter um QI (quem indica) é importante, sim, desde que a pessoa realmente conheça as competências e potencialidades do afilhado. “Às vezes você pode até ser surpreendida com recomendações vindas de gente com quem conviveu pouco, mas em quem causou ótima impressão”, diz a professora de gestão Beatriz Braga. Mantenha sua rede de contatos ativa e lembre-se de que seus colegas de faculdade também fazem parte dela.

Envio de currículos

Sair enviando seu currículo sem que ele tenha sido solicitado é perda de tempo. Apesar de não funcionar, essa prática é tão comum que os executivos costumam ter sua caixa de e-mail lotada de mensagens do gênero – que vão parar no lixo muitas vezes sem nem ser abertas. A professora  Beatriz Braga recomenda que você tente ser recebida pessoalmente pelo responsável pela vaga que deseja ocupar. “Se quiser que um diretor veja seu material, vá conversando com a secretária dele até conseguir agendar uma conversa rápida”, explica ela. A estratégia vale mesmo para os casos em que não há uma seleção em curso. Você pode dizer que gostaria de apresentar-se para ter seu nome considerado no futuro quando aparecer uma oportunidade.

Redes sociais

Quem tem Twitter sabe: basta seguir um bom número de perfis que logo você vai ver alguém anunciando alguma vaga. As redes sociais podem funcionar como classificados de empregos – algumas são até voltadas para as relações de trabalho, como o linkedin.com, um grande banco de currículos. Redes como Facebook e Twitter ajudam examinadores a conhecer melhor os candidatos. Participar de comunidades ao estilo “odeio meu chefe” e “adoro dormir até o meio-dia” não vai ajudar você em nada. “Para se preservar, mantenha um perfil pessoal e outro profissional”, recomenda a consultora de RH Halina Matos.

Sites de empregos

Há mais de 20 sites no Brasil, entre pagos e gratuitos, nos quais você pode se cadastrar para buscar um emprego. A vantagem de usar os que cobram mensalidade é que eles têm uma maior carteira de empresas filiadas, o que significa mais vagas disponíveis. Só no ano passado, por exemplo, mais de 100 mil pessoas cancelaram o cadastro no Catho Online justamente porque haviam conseguido uma colocação. Dessas, 12 mil ainda nos primeiros sete dias de serviços gratuitos oferecidos aos novos clientes. Antes de contratar uma agência virtual de empregos, no entanto, é recomendável visitar fóruns e comunidades de defesa do consumidor para checar se ela é eficaz e idônea. Não são incomuns os relatos de sites que continuaram cobrando mensalidades mesmo após o cancelamento dos cadastros. A mesma investigação vale para as vagas oferecidas ainda que já tenham passado pela triagem da agência. “Descartamos cerca de 40% das empresas que nos procuram”, diz Marcelo Abrilieri, fundador do Curriculum.com, outro site de empregos superconhecido. “Algumas aplicam golpes como o de cobrar para que os candidatos disputem uma vaga. Ou tentam usar nossos clientes para fazer crescer o mailing delas”.

“Trabalhe conosco”

Pode conferir: nove entre dez empresas colocam em algum canto de seu site um campo chamado “Trabalhe conosco”, o qual dá acesso a um formulário a ser preenchido. “Essa é uma maneira fácil e barata de formar um banco de talentos”” explica André Rapaport, diretor de RH. Os recrutadores garantem que o “Trabalhe conosco” é uma das primeiras opções consultadas quando uma vaga é aberta. “Em média 40% das oportunidades de trabalho nem sequer chegam a ser divulgadas pelas empresas porque são preenchidas por candidatos cadastrados pela internet”, revela a consultora de RH Lilian Santos.