Eu, cozinheira. Ele, garçom. Hoje, donos de um bar

Eu ganhava R$ 500 antes de montar meu próprio negócio. O Chico também levava uma vida difícil. Unimos forças e agora cada um embolsa uns R$ 5 mil por mês!

Eu, cozinheira. Ele, garçom. Hoje, donos de um bar

Não temos folga nenhum dia da semana, mas vale a pena
Foto: arquivo pessoal

Sou dona de um botequim no coração do Leblon, na rua Dias Ferreira, uma das mais chiques e caras do Rio de Janeiro. Mas nem sempre foi assim. Eu ganhava menos de R$ 500 por mês como cozinheira. Passei anos economizando cada centavo que sobrava para realizar o sonho de abrir o meu negócio.

Não gosto de chorar pitanga, mas morei muito tempo em casa de família, não conseguia comprar um carro e abri mão da vaidade de ter roupas novas. Tudo porque acreditava que o sacrifício valeria a pena. E eu não estava enganada. Ano passado, tomei coragem: decidi deixar de ser empregada e partir para o meu próprio negócio.

Sou sócia de um garçom amigo

Sentei com o meu amigo Chico, na minha casa, e somamos nossas economias. A gente já tinha trabalhado junto em um bar no Leblon – eu como cozinheira e ele como garçom. Fechamos um pacto: faríamos uma poupança para um dia nos tornarmos sócios. Fizemos as contas e percebemos que já tínhamos juntado um bom dinheiro.

Alugamos o ponto do nosso botequim, que batizamos de Chico & Alaíde. Depois de uma pequena reforma, inauguramos o bar em março deste ano. O segredo é servir um bom chope e petiscos bem gostosos. Eu fico na cozinha e o Chico no balcão, tirando o chope, como era antes.

Trabalho muito todo dia

Há quatro meses eu não sei o que é folga. Trabalho de segunda a segunda das seis da manhã às duas da madrugada à frente do fogão. Quatro funcionárias me dão uma força no preparo da massa,  dos recheios dos salgadinhos e dos lanches. O Chico chega às 9h e também fica até fechar. Nosso botequim tem capacidade para 80 pessoas. O cardápio tem 40 tipos de petiscos uma grande variedade de sanduíches, caldos e fritadas. Os campeões de venda são o bolinho de aipim com camarão e catupiri e o de abóbora com carne-seca. Vendemos ambos pelo mesmo preço, R$ 2,50.

Não gosto de copiar receita de ninguém. Prefiro que me copiem, porque é prova de que a ideia foi boa. Já pulei de madrugada da cama para anotar receitas que vinham à minha cabeça. Por isso, resolvi escrever um livro sobre elas. Chegou a hora de compartilhá-las com quem admira o meu trabalho. Aos poucos percebo que meu sonho tem se realizado. O resultado veio muito rápido. Hoje, a gente já consegue pagar as contas do botequim, os 28 funcionários e ainda tirar mais de 10 salários mínimos cada um por mês.

O sacrifício vale a pena

Aqui, as pessoas se sentem à vontade para sugerir um prato ou ações para divulgar o botequim. Por influência dos nossos clientes, criamos um site, temos uma assessoria de imprensa e começamos a participar de concursos de gastronomia. Chique, né? É claro, sei que tenho muita luta pela frente, mas o sacrifício já valeu a pena! Como dizem por aqui, meu botequim está bombando!

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