Livro esquenta discussão sobres as vantagens masculinas no mercado de trabalho

Autora afirma que a supremacia masculina no mercado de trabalho está com os dias contados

Foto: Getty Images

A jornalista americana Hanna Rosin causa polêmica com o seu livro, End of Men. O título (O fim dos homens, em uma tradução livre) é provocativo, assim como algumas constatações. A crítica acusa a autora de supervalorizar o poder feminino, crescente depois da crise de 2008. Embora reconheça a legitimidade de suas fontes e informações, dizem que ainda é preciso tempo para as mulheres tirarem os homens do topo, além disso, condenam, quando não desdenham a ideia de criar uma guerra de gêneros.

Batalha entre homens e mulheres, de fato, é coisa muito fora de moda. Melhor que tirar os homens do poder é conquistar o direito de estar no poder, sob as mesmas condições. O Gender Gap (termo usado para denominar a diferença entre homens  e mulheres com a mesma capacidade, mas não o mesmo salário no mercado de trabalho) existe no mundo todo. Em alguns países em menor disparidade em que o outros.

No Estudo Conte Com Elas, o Pensou Mulher Pensou Abril – que nasceu como movimento Habla e tem o objetivo de identificar tendências do comportamento feminino – aborda essa questão.  No Brasil, uma mulher com a mesma formação e exercendo a mesma função de um homem tem salário 30 % menor que o dele.  Na coréia, elas estão 38, 7 % em desvantagem. Na Suécia está a menor desvantagem,  7 %, mas a desvantagem ainda está lá, conforme diz apuração do  Institute For Women’s Policy Research.

Nos Estados Unidos, onde Hanna Rosin vive, as mulheres recebem cerca de 17% a menos que os homens. Quando o assunto é hierarquia corporativa, as americanas estão em apenas 20 % dos cargos de chefia de empresas privadas e em 3 % das cadeiras de CEO de grandes empresas. Por aqui, os números são melhores, respectivamente 29% e 11%, conforme a pesquisa The Battlefor Female Talent in Brazil, de 2011. Mas ainda longe do ideal.for

Pesquisa do Sebrae, diz que no Estado de São Paulo,as mulheres representavam 24% do contingente de pequenos empresários (empreendedores de porte reduzido, mas que geram empregos) em 2000. Nove anos depois eram 31%. A previsão é que em 2020 sejam 42%. É consenso que, apesar de todos os avanços, as mulheres ainda têm muito a conquistar no mercado de trabalho no Brasil e no mundo. O livro de Hanna apresenta esse cenário evolutivo, com foco nos Estados Unidos. Mas com um título muito otimista. Na última década, homens viveram experiências de trabalho bem diferentes das mulheres, que vão conquistando espaço e direitos, principalmente nos Estados Unidos  pós crise. De forma geral, o cenário já foi pior para ala feminina no mundo todo.

Críticas colocadas de lado, o fato é que a obra de Hanna Rosin esquentou a discussão sobre o assunto, tem valia e pode servir de incentivo para que em breve as coisas se equiparem no mercado de trabalho e a era masculina acabe, para dar início a era da capacidade e não dos gêneros. Para que isso aconteça é preciso muitas mudanças. E a primeira delas deve acontecer em casa. Saiba mais aqui.

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