Mestrado, especialização ou MBA: qual pós-graduação escolher?

Ter um curso superior no currículo não é garantia de destaque profissional - uma pós-graduação pode ser crucial para se dar bem. Veja qual curso é ideal para você

Mestrado, especialização ou MBA: qual pós-graduação escolher?

O objetivo do mestrado profissional é o aperfeiçoamento de quem já está trabalhando
Foto: Getty Images

 

Em uma pesquisa do Datafolha divulgada em novembro de 2011, 82% dos profissionais de RH ouvidos afirmaram que dão preferência a quem fez algum tipo de curso complementar na hora de selecionar candidatos. “A pós-graduação acaba funcionando como critério de desempate na maioria dos processos de seleção”, diz o economista especializado em educação corporativa Constantino Cavalheiro. A pós pode ter ainda outra utilidade: mudar de campo de atuação caso o curso de graduação escolhido não tenha agradado. Um MBA, por exemplo, leva para a área administrativa um profissional de qualquer formação – e nada impede que alguém formado em história faça um mestrado em letras e mude seu foco profissional.

No Brasil, os programas de pós são divididos em dois tipos. Os cursos stricto sensu (“sentido restrito”, em latim) compreendem os tradicionais mestrado e doutorado – mais voltados para a formação de profissionais da área acadêmica, como pesquisadores e professores universitários. Já os programas do tipo lato sensu (“sentido amplo”) têm foco no mercado de trabalho: são indicados para quem quer se atualizar ou complementar o conhecimento em determinada área.

Veja como encontrar a opção que mais combina com você

Mestrado acadêmico

É o primeiro passo para quem quer trabalhar como professor-pesquisador em uma universidade – e pode ser iniciado logo após a graduação. O tema de estudo escolhido pelo aluno define sua futura área de atuação na carreira acadêmica. Os programas têm duração média de dois anos e uma rotina puxada – fica difícil conciliá-lo com um trabalho em tempo integral. Para se manter, o aluno pode solicitar uma bolsa-auxílio junto a instituições de incentivo à pesquisa, como Capes e CNPq, que pagam cerca de R$ 1.200* por mês. Nas universidades públicas, os cursos são gratuitos. Nas privadas, as mensalidades costumam variar de R$ 1.200* a R$ 1.800*, mas várias delas concedem bolsas. A Capes faz uma avaliação de todos os cursos de mestrado do país a cada três anos e divulga os resultados em seu site.

Mestrado profissional

Autorizado há apenas dois anos pelo governo, o programa alia o embasamento científico do mestrado tradicional à abordagem prática dos cursos lato sensu. O objetivo é o aperfeiçoamento de quem já está trabalhando. Tanto que não é recomendado cursá-lo logo após a graduação. “A pesquisa é mais rica para quem tem experiência no mercado”, diz o diretor-adjunto Paulo Lemos. Um mestrado profissional de dois anos em administração no Insper-SP, por exemplo, sai por R$ 59.000*. Muitas companhias encomendam às universidades cursos exclusivos para seus funcionários e bancam os custos – consulte o RH da sua empresa para saber sobre essas oportunidades.

Doutorado

É uma espécie de continuação do mestrado, mas dura no mínimo o dobro do tempo, e a sua pesquisa, chamada de tese, precisa apresentar novidades em seu campo de conhecimento. Em outras palavras, tem de ser inédita. Em universidades públicas e em grandes universidades privadas, é gratuito. Funciona como pré-requisito para se candidatar a certas vagas de professor universitário.

Especialização

Serve para aprofundar um tema abordado de maneira superficial na graduação ou partir do zero em uma área próxima. Dá para começar logo após a formatura, mas alguma experiência pode tornar o curso mais proveitoso. “Não adianta cursar só por cursar. Para que a especialização possa ajudar o aluno, ela tem de ser sobre algo que realmente interesse a ele. Isso às vezes só se descobre no exercício da profissão”, diz Bruna Dias, analista de RH. Mesmo nas universidades públicas é difícil achar programas gratuitos. Na Escola de Comunicação e Artes da USP, por exemplo, especializações de um ano e meio de duração saem em média por R$ 6.000*. Em uma universidade privada, o valor pode triplicar. Bancos como Santander e Bradesco e instituições como o Pravaler têm linhas de financiamento para esse tipo de curso. Para avaliar a qualidade dos professores do programa, consulte seus currículos na plataforma Lattes.

MBA

Sigla para Master of Business Administration (mestrado em administração de negócios, em inglês), o MBA ensina todos os aspectos da gestão de uma empresa. Ou seja, dá ao aluno ferramentas para administrar um negócio. Se um curso de moda desenvolve habilidades de uma futura estilista, por exemplo, um MBA pode ajudá-la a virar uma executiva na área. Ter experiência ajuda a tirar o máximo do programa. “Os alunos analisam situações pelas quais já passaram em suas equipes”, diz o diretor Maurício Queiroz. O programa mais conceituado da FGV-SP, o One MBA, que só aceita quem tem mais de dez anos de experiência, custa R$ 112.000* e dura dois anos. Mas há opções mais em conta e que podem ser financiadas. Para checar a qualidade do programa, consulte a lista anual dos melhores MBAs do país da revista VOCÊ S.A.

* Preços pesquisados em dezembro de 2011
 

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