Namoro no trabalho: vale a pena encarar?

Romance no trabalho pode ser roubada. Saiba o que fazer antes de se render ao bonitão da mesa ao lado

Em Amor à Vida, os personagens Patrícia e Michel trabalham juntos e vivem se agarrando
Foto: Divulgação

É só ligar na novela das 9 da Globo para dar de cara com a administradora Patrícia (Maria Casadevall) e o médico Michel (Caio Castro) em amassos pra lá de quentes pelos corredores do hospital San Magno. Haja fogo! Se apaixonar por alguém do trabalho não é lá tão impossível, afinal passamos grande parte do dia com essas pessoas. Mas vamos combinar: uma coisa é querer agarrar o gato da mesa ao lado e outra bem diferente é se atracar com ele no escritório. “Manter relação sexual no trabalho dá demissão por justa causa, ainda que seja após o expediente”, alerta a advogada especialista em direito do trabalho Fabiane Schulz Neitzke. Por isso, mesmo que o bofe em questão seja um Caio Castro, vale levar algumas coisas em consideração antes de se envolver.

É mesmo amor?

Pode ser pura carência:

“Quando são poucos os contatos fora do escritório, é normal se sentir atraída pelos colegas de trabalho, mesmo que existam lugares melhores para paquerar”, diz o psicólogo Clayton dos Santos Silva.

Não confunda com admiração:

Queda pelo patrão: quem nunca sentiu? “Os chefes normalmente têm status e habilidades desejadas pelos outros”, afirma Silva. Se for bonitão, então…

Às vezes, a fantasia é melhor que a realidade:

Com a palavra, o especialista: “Virar realidade é algo que pode fazer a fantasia perder a graça, porque o que excita é justamente o fato de ela ser proibida”. 

Se está caidinha de verdade, pense nisso:

– As regras da empresa devem ser seguidas:

Consulte o código de conduta da firma e veja se o relacionamento amoroso entre funcionários é permitido. “As empresas costumam ter regras claras quanto a isso, mas é preciso cautela mesmo com as que não têm”, diz o psicólogo. 

– Diferenças de hierarquia são um problema:

Tire da cabeça a ideia de pegar o estagiário, gata! Ter um caso com o chefe é tão ou mais complicado: fica difícil diferenciar suas conquistas profissionais dos privilégios por causa da relação. A fofoca vai rolar solta e ele ainda pode ser obrigado a demitir você. Afe!

– Sua produtividade pode cair:

Dentro da empresa, vocês têm que ser profissionais, sempre. E, mesmo assim, é um risco. “Nos momentos críticos, como brigas, seu desempenho poderá ser afetado, afinal o problema está ali, na sua frente!”, alerta Silva. 

– A convivência será intensa:

Já pensou que, se ficarem em segredo, você terá que aturar a concorrência dando em cima dele sem poder reclamar? E, se terminarem, vai conviver com ex todos os dias. Que climão! 

Resolveu ir fundo, e agora?

– Se a empresa permitir, assuma o romance:

“As pessoas, e isso inclui o chefe, costumam ser mais tolerantes com relacionamentos públicos e estáveis”, diz Silva.

– Aja de forma profissional:

Assumindo ou não a relação, namore só da porta da empresa para fora. Lá dentro, vocês são apenas colegas de trabalho.

– Discrição é a palavra de ordem:

Não conte sobre a vida íntima de vocês dois para ninguém da empresa. Em tempo: festa da firma é mais trabalho do que festa, não pode tirar nem uma casquinha!

– NUNCA use o e-mail para resolver assuntos pessoais:

Muito menos amorosos ou sexuais. Muitas empresas monitoram o correio eletrônico dos empregados e uma infração dessas dá margem para demissão por justa causa.