Ralei muito e passei em quatro faculdades públicas

Nada me detinha. Estudar, trabalhar, me bancar, tudo isso fazia parte da minha rotina

Ralei muito e passei em quatro faculdades públicas

Fiquei famosa por minhas conquistas e acabei em outdoors da cidade inteira!
Foto: Reprodução

Imagine um ano difícil: com trabalho duro o dia todo, salário baixo, cursinho à noite, estudo de madrugada, dificuldades financeiras e muito descrédito dos outros. Pois é, diante de todo esse cenário, parece impossível que algo bom possa brotar e florescer, não é?! Não, não é! Mesmo com tudo jogando contra, 2008 foi o ano mais feliz da minha vida!

Tudo começou bem lá atrás. Até a 8a série estudei em escola pública, em Sertãozinho, interior de São Paulo, onde nasci. Foi aqui também que fiz o colegial em escola particular. Entrei graças a um vestibulinho, prova que seleciona os melhores alunos e dá bolsas de estudo.

Meu trabalho me frustrava

Saí do colégio com 17 anos e já passei na Unesp, Universidade Estadual Paulista. Lá, cursei relações internacionais e aprendi muito, tanto dos estudos quanto da vida, pois tive que mudar de cidade pela primeira vez e morar com duas amigas.

Mas, quando voltei para Sertãozinho, me deparei com uma realidade meio frustrante. Consegui um empreguinho mixuruca, que pagava supermal.

Tive que começar tudo de novo

Foi então que, seis anos depois de sair da escola, senti que a guerra ainda não tinha terminado. Resolvi prestar para direito, contrariando tudo e todos! Sim, porque, ao contar sobre minha vontade, quase ninguém me apoiou. A maioria fazia comentários como: ”Nossa! Você está louca? Mais uma faculdade? Não vai conseguir, não…”.

Fui da monotonia para uma correria só. Passava o dia no trabalho e a noite no cursinho. Quando chegava em casa, já bem tarde, pegava os livros e estudava.

Varava madrugadas. E ainda fazia aulas de francês em Ribeirão Preto, cidade vizinha de Sertãozinho, nos finais de semana.

Perdi o emprego

Eu me bancava sozinha. Meu pai, desempregado, não conseguia me ajudar. E, para piorar, acabei vítima de um corte de funcionários. Fui para o olho da rua.

Ainda assim, não perdi o rebolado! Com o seguro-desemprego, consegui continuar tudo!

A vitória

E a recompensa veio… Passei em primeiro lugar na Unesp, onde a concorrência superava 30 candidatos por vaga, e em terceiro na Universidade Municipal de Franca. Melhor: entrei na USP, Universidade de São Paulo, uma das mais concorridas do Brasil!

Fui parar em jornais e outdoors da cidade toda e dei até entrevista na tevê! Hoje, com 24 anos, sou feliz e realizada em estar na universidade pública pela segunda vez!

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