Tire suas dúvidas sobre seguro de vida

O serviço não é indicado apenas quem tem filhos: ele também ajudam a superar fases difíceis e até a realizar sonhos

Tire suas dúvidas sobre seguro de vida

O rendimento líquido do seguro de vida varia dependendo do plano escolhido, mas costuma superar o da poupança tradicional
Foto: Getty Images

Por muito tempo, seguro de vida foi algo que os pais faziam para garantir o futuro da família. Hoje não é mais assim: a maioria deles funciona também como uma poupança que pode ser resgatada em caso de necessidade – seja uma doença que impeça você de trabalhar, seja uma vontade incontrolável de viajar ou fazer uma festa de casamento.

O VGBL (sigla para Vida Gerador de Benefício Livre) funciona assim: todo mês uma determinada quantia é retirada de sua conta e aplicada pela seguradora. O valor acumulado tem um rendimento líquido anual que varia dependendo do plano escolhido, mas que na maioria das vezes supera o da poupança tradicional (que fica entre 7% e 8%). Se por acaso você sofrer algum acidente sério ou ficar doente, o dinheiro ajuda a garantir o seu sustento. Caso contrário, você pode deixá-lo rendendo e sacar quando quiser. Mas isso só vale a pena se ele ficar aplicado por bastante tempo. Quem resgata a grana antes do prazo de carência (que varia de seis meses a dois anos), por exemplo, acaba recebendo de volta menos do que investiu.

Para contratar o serviço, procure o gerente do seu banco ou uma corretora de seguros. A vantagem de começar a pagar ainda jovem é que, quando você precisar resgatar o dinheiro, o montante – tudo aquilo que foi pago mais os rendimentos – será bem maior. Dá para contratar um seguro de vida desde R$ 35 por mês.
Você pode fazer alterações no seu contrato (a apólice) aumentando a mensalidade (conforme o seu salário for crescendo) e alterando os beneficiários (como os filhos que forem surgindo ou pais e irmãos, se eles forem financeiramente dependentes de você). Já o valor das taxas cobradas e o rendimento anual do investimento são definidos no momento da assinatura. Olho nas letras miudinhas!

O que levar em conta antes de assinar o contrato

Rende quanto?

Se você aplicar R$ 150 por mês durante 60 meses, com rendimento de 6%, terá R$ 1 110 além dos R$ 9 000 pagos. Se aplicar por 35 anos, os R$ 63 000 pagos resultarão em cerca de R$ 200 000.

Vantagens extras

Alguns planos incluem seguro-viagem (plano de saúde no exterior) e assistência funerária (parece mórbido, mas é uma forma de consideração deixar tudo pago ao partir desta para uma melhor, não acha?).

Pechinche!

As taxas descontam até 5% do valor investido, mas você pode reduzi-las bastante conversando com seu corretor antes de assinar o contrato. Use a sua idade como argumento!

Diversifique

O seguro não substitui outros investimentos. Se você pode investir 10% do salário, use 5% para o seguro e 5% para outro investimento que possa ser resgatado de maneira imediata (sem perdas) caso precise.

Pecúlio (hein?)

Em caso de morte, doença ou acidente, o investidor recebe o valor pago mais o rendimento. Com 10% a 20% a mais na contribuição mensal, ganha uma indenização maior, o pecúlio, predeterminada em contrato.

Consulte o governo
A Superintendência de Seguros Privados fiscaliza todas as seguradoras. No site http://www.susep.gov.br é possível encontrar denúncias contra empresas que pisaram na bola com seus clientes.