Webdesign: como se dar bem na área

Ganho R$ 5 mil para criar páginas de internet. Veja minhas dicas para ser um webdesigner de sucesso

Webdesign: como se dar bem na área

Webdesigners devem se manter sempre atualizados, pois é uma área extremamente dinâmica
Foto: Getty Images

Aos 17 anos eu trabalhava como auxiliar administrativa em uma pequena empresa na zona norte de São Paulo e não tinha ideia de que profissão seguiria. Foi nessa época que o meu pai comprou um computador. Eu não sabia mexer e comecei a fuçar para descobrir como cada programa funcionava. No ano seguinte, meu pai instalou uma conexão com a internet. Aí, passei a navegar pelas páginas de informações que ela oferecia, chamadas de sites. Quanto mais eu usava, mais curiosa ficava para saber como eram criados os tais sites. Quem decidia por aquela letra ou cor de fundo? Como se inseria um formulário? Por que algumas páginas demoravam para abrir?

Como conheci as ferramentas certas

Nessa fase, comecei a entrar nos sites de bate-papo e a fazer amizades virtuais. Dessa forma, conheci pessoas que trabalhavam na criação daquelas páginas de internet que tanto me encantavam. Aos poucos, fui me aproximando desses web designers.

Foram esses amigos, aliás, que me apresentaram as ferramentas usadas na construção daquelas páginas. A partir dali, me familiarizei com nomes como HTML, Dreamweaver e Front-Page, os programas usados pelos profissionais da área.

Sabia que seria a carreira do futuro

Na hora de fazer minha escolha no vestibular, percebi que quem entendesse de internet faria parte do futuro. Meu pai me incentivou. Então, optei pela graduação em Criação e Desenvolvimento em Web. Era um curso superior de dois anos que ensinava os principais programas de web design. Foi ótimo para me aprofundar no que já tinha aprendido sozinha.

Se especializar é importante

O meu curso foi substituído pelo superior de quatro anos. Mas o mercado também abriu espaço para cursos livres voltados para programas específicos, como Photoshop, CSS e Illustrator. Eu mesma, desde que me formei, em 2001, investi neles. Percebi que a faculdade forma um profissional que vai entender de várias tecnologias, mas os cursos livres permitem que a gente se especialize em uma ferramenta, nos tornando referência naquele programa. E estar antenado com as novidades que surgem é essencial, pois uma técnica que há três anos era moderna pode ter sido substituída por outra mais eficiente. Se o profissional não acompanhar essa mudança, vai perder oportunidades.

Depois de trabalhar com desenvolvimento de páginas de internet, apostei em uma pós-graduação em Gestão de Projetos. Atualmente gerencio campanhas em uma agência voltada para produções exclusivas para a internet. Ganho R$ 5 mil e comando uma equipe de oito profissionais que criam páginas interativas, com jogos e vídeos. Aliás, fica a dica: hoje, um dos cursos livres mais importantes para o web designer é o de edição de vídeo. Saber montar um filme para a internet é fundamental para ser considerado um bom profissional na área.

Veja na próxima página: cursos superiores e tecnólogos para se tornar webdesigner