10 ótimos livros publicados em 2018

Confira uma seleção de boas obras que chegaram às livrarias brasileiras nesse ano.

Para os apaixonados por literatura, 2018 foi um ano repleto de oportunidades para se aventurar em novas histórias e ter aquela sensação maravilhosa de estar aprendendo algo novo.

Por isso, nada melhor do que curtir o clima de final de ano com uma retrospectiva cheia de títulos que valem cada página da leitura, né?

1. Mulheres que voam – Luiz Eduardo Celidonio

Capa do livro "Mulheres que voam"

 (Editora Labrador/Divulgação)

Para os apaixonados por aviação, “Mulheres que voam” traz a história das dez primeiras mulheres que receberam o brevê oficial, a carta de aviação. Inclusive, muitas delas participaram da Segunda Guerra Mundial.

A obra é uma escolha interessante para quem quer apoiar a literatura que dá destaque para figuras femininas e aprender mais sobre mulheres que quebraram o estereótipo colocado sobre elas de que deveriam ser apenas mães, esposas e filhas.

2. Quem tem medo do feminismo negro? – Djamila Ribeiro

Capa do livro "Quem tem medo do feminismo negro?"

 (Companhia das Letras/Divulgação)

Com “Quem tem medo do feminismo negro?”, Djamila Ribeiro discute abertamente sobre a diferença que existe entre os preconceitos enfrentados pelas mulheres brancas e negras.

De forma clara e objetiva, a autora debate sobre assuntos como o silenciamento imposto sobre as negras e que ela viveu durante a infância e começo da adolescência, empoderamento feminino e interseccionalidade.

Além de dialogar com autoras também importantes para o movimento negro, como Chimamanda Ngozi Adichie, Gloria Jean Watkins (bell hooks), Sueli Carneiro, Alice Walker, Toni Morrison e Conceição Evaristo

A obra é uma ótima dica para quem quer saber mais sobre figuras femininas negras importantes e sobre esse grupo social fragilizado duplamente: primeiro por ser composto por mulheres e segundo por elas serem negras.

3. Me chame pelo seu nome – André Aciman

Capa de "Me chame pelo seu nome"

 (Editora Intrínseca/Divulgação)

Se é visibilidade LGBT que você quer, é o que você terá!

“Me chame pelo seu nome” ficou conhecido por ser o livro que inspirou o filme com o mesmo título. Mas, mais do que isso, a importância da obra também está no cuidado de mostrar o que é amar alguém profundamente a partir de um relacionamento homoafetivo – um tipo de protagonismo que não acontece com frequência.

Por isso, a trama narra a construção da relação de Elio, que hospeda na vila da sua família um famoso escrito americano, Oliver. Originalmente lançado em 2007, e versão traduzida para o português brasileiro só chegou às prateleiras em 2018.

4. Todo dia a mesma noite – A história não contada da boate Kiss – Daniela Arbex

Capa do livro "Todo dia a mesma noite"

 (Editora Intrínseca/Divulgação)

Autora também de “Holocausto brasileiro”, Daniela Arbex narra em “Todo dia a mesma noite” outro momento marcante para os brasileiros.

Com o subtítulo da obra, já é possível saber que a história contada é sobre a boate Kiss, localizada em Santa Maria, Rio Grande do Sul. Para quem não está familiarizado com o que aconteceu em 2013, um incêndio foi causado no local após o vocalista da banda Gurizada Fandangueira acender um sinalizador no ambiente.

Em poucos minutos, centenas de jovens começaram a passar mal e muitos morreram, por conta da fumaça gerada pelo fogo em contato com uma espuma altamente inflamável e tóxica, que revestia o teto da boate.

Diferente do que foi abordado nos jornais, o livro constrói a sua narrativa por meio de entrevistas feitas com os pais, familiares e amigos das vítimas, além de médicos, bombeiros e delegados envolvidos nessa tragédia. Tudo isso para que essas pessoas tenham voz.

5. Clube da Luta Feminista – Jessica Bennett

Capa do livro "Clube da Luta Feminista"

 (Editora Rocco/Divulgação)

Com um tom irônico e pulso firme, a jornalista Jessica Bennett cria um guia prático de como lidar com o sexismo no trabalho. A ideia do livro surgiu quando a autora se tornou editora da categoria “gênero”, recém criada no The New York Times.

A título de curiosidade, o nome da obra faz referência a uma roda de conversa criada pela jornalista e suas amigas, para falar sobre os pontos positivos e negativos de trabalhar, trocar dicas e até mesmo ajudar umas as outras a conseguir um emprego.

A publicação é uma ótimo manual de como reconhecer situações machistas no ambiente de trabalho, ainda que elas sejam normalizadas muitas vezes. Além de a autora apresentar formas de como confrontar e passar por cima desses acontecimentos ruins.

6. A menina da montanha – Tara Westover

Capa do livro "A menina da montanha"

 (Editora Rocco/Divulgação)

Em um formato totalmente autobiográfico, “A menina da montanha” revela a história de Tara Westover, jovem que passou a frequentar uma instituição de ensino apenas aos 17 anos.

A autora e também personagem da obra sempre viveu em uma casa que era praticamente um abrigo antiaéreo com estoque de comida, em Idaho, nos Estados Unidos. Isso fez com que ela nunca frequentasse uma escola ou sequer fosse a um médico. Além de não ter sido ensinada que a violência do irmão mais velho não era normal.

O cenário só muda quando um dos seus irmãos mais jovens consegue chegar até a universidade e mostra a ela que há um mundo além das montanhas. De forma autoditada, Tara aprende matemática, gramática e ciências e consegue também ingressar na faculdade.

Aluna de psicologia, política, filosofia e história, a criadora da obra chegou até mesmo a Harvard e Cambridge.

Se é história de inspiração que você precisa, aí está uma boa dica!

7. Como as democracias morrem – Steven Livitsku & Daniel Ziblatt

Capa do livro "Como as democracias morrem"

 (Amazon/Divulgação)

Em “Como as democracias morrem”, Steven Levitsky e Daniel Ziblatt debatem a questão: democracias tradicionais entram em colapso?

Os autores da obra analisam como que Donald Trump foi eleito após um governo extremamente democrático como o de Barack Obama. Para isso, eles comparam a ascensão do atual presidente norte-americano com episódios históricos, como a entrada no poder de Hitler e Mussolini na década de 30, as ditaduras militares da América Latina na década de 70 e o atual movimento de extrema-direita na Europa.

Além disso, Steven e Daniel alertam sobre o fato de que o rompimento da democracia hoje não se dá por um golpe militar explícito, mas pelo enfraquecimento de instituições como o judiciário e a imprensa.

8. Elza – Zeca Camargo

Capa do livro "Elza"

 (Editora LeYa/Divulgação)

“Não tenho idade, tenho tempo”. Essa é um das frases poderosas que estão na biografia de Elza Soares, escrita por Zeca Camargo.

Após muitos encontros com a cantora, Zeca construiu a sua história por meio das grandes alegrias e tristezas vividas durante seus 88 anos. Como a vez em que Elza ganhou o título de Voz do Milênio, pela BBC de Londres.

A obra é uma dica especial para quem quer conhecer a vida desse nome tão importante para a música brasileira.

9. Vira-lata de raça: memórias – Ney Matogrosso

Vira-lata de raça: memórias

 (Editora Tordesilhas/Divulgação)

Em “Vira-lata de raça”, Ney Matogrosso revela os momentos mais marcantes da sua vida durante a década de 70 – quando iniciou a carreira profissional com a banda Secos & Molhados – até os dias de hoje.

O cantor fala abertamente sobre a figura autoritária de seu pai, o jeito como lidou com sua sexualidade e romances – como o relacionamento com Cazuza –, os lugares que visitou pelo mundo, sua experiência com drogas e sua luta pessoal contra a censura e o preconceito.

Para os apaixonados pelo cantor, o livro é uma viagem por toda a sua vida e traz fotografias deslumbrantes dos momentos especiais de seus 77 anos.

10. 21 lições para o século 21 – Yuval Noah Harari

Capa do livro "21 lições para o século 21"

Em “21 lições para o século 21”, o escritor Yuval Noah Harari discute sobre algo que muitas pessoas têm dificuldade de realizar: se concentrar no presente.

O autor debate sobre assuntos importantes do presente, como melhorá-lo, além de ser uma guia prático sobre como manter o foco individual e coletivo em meio às mudanças frequentes e instáveis do dia a dia. Tudo isso com o intuito de entender o lugar em que a humanidade chegou e para onde ela poderá ir.