Artista faz performance alusiva à prática de tortura com baratas na vagina

A manifestação artística mostra uma mulher deitada no chão com centenas de baratas próximas à vagina.

Uma mulher de vestido, atirada na rua com a calcinha totalmente à mostra, e centenas de baratas – de plástico – espalhadas pelo chão, bem próximas à sua vagina e até em cima dela. Essa cena desconcertante pôde ser vista na tarde de ontem, no centro do Rio de Janeiro.

Tratava-se de uma performance artística que faz alusão à uma técnica de tortura relatada pela cineasta Lúcia Murat em 2013, num depoimento à Comissão da Verdade. Ela conta que foi torturada com baratas vivas induzidas em sua vagina.

Além da imagem, a performance também contava com um áudio em que o presidente Jair Bolsonaro fala com admiração sobre o coronel Carlos Brilhante Ustra, notório torturador da ditadura militar.

A manifestação artística é assinada pelo coletivo És Uma Maluca e foi batizada de “A Voz do Ralo é a Voz de Deus”. Ela seria exibida na Casa Brasil-França, como parte da exposição “Leitura Exposta”. A performance acabou sendo vetada e o grupo resolveu realiza-la na área externa do museu.

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