Chu Ming Silveira: sabia que a inventora do orelhão é uma mulher?

A arquiteta sino-brasileira é a homenageada de hoje pelo Google.

Tem coisas que, de tanto a gente ver nessa vida, se tornam tão banais que ficam quase invisíveis. Com o orelhão brasileiro, criação da arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveirapara muita gente é com certeza isso o que acontece. Responsável pelo projeto, ela completaria hoje 76 anos de idade e, como comemoração, recebeu uma homenagem especial do Google: um doodle bem lindo.

Veja também: Machado de Assis é homenageado pelo Google em 178º aniversário

Chu Ming morreu jovem, aos 56 anos – e, em vida, foi uma mulher à frente do tempo dela. Você pode até não perceber, mas o design do orelhão é mega inovador – e se integrou tão bem às cidades brasileiras que está espalhado por praticamente todas elas, desde a década de 1970. Existem até cidades estrangeiras com telefones assim, acredita?

Leia mais: Ela se vestiu de homem para viajar livremente no século 19

 (Google/Reprodução)

Como tudo começou

Dois anos depois de se formar em arquitetura e urbanismo no Mackenzie, em São Paulo, ela começou a trabalhar na Companhia Telefônica Brasileira (CTB) – lá, o trabalho dela envolvia a supervisão de projetos e o acompanhamento de diversas obras e, mais tarde, permitiu a criação do orelhão.

Leia mais: Ela concorreu à presidência antes de as americanas poderem votar

O projeto incluía dois telefones públicos diferentes: um para ambientes fechados, o “Orelhinha”, chamado inicialmente de Chu I pela CTB, e um para ambientes externos, o “Orelhão”, o Chu II. Quando chegou às cidades brasileiras, recebeu o nome de tulipa e de capacete de astronauta – Carlos Drummond de Andrade o apelidou, em uma crônica, de “telefone-capacete” -, mas, no fim, ficou com o velho nome que conhecemos hoje em dia, “orelhão”.

Leia Mais: Conheça Gilbert Baker, criador da bandeira do orgulho LGBT e homenageado pelo Google

Desde o início, a ideia de Chu era encontrar a melhor opção para os protetores de telefones públicos – em termos de custo-performance e de adequação a condições ambientais, como o clima brasileiro e o alto ruído das ruas. Para isso, a arquiteta escolheu explorar principalmente a acústica do formato de “concha”.

O projeto de Chu Ming Silveira participou de inúmeras exposições desde então – tendo a última sido a “Call Parade“, organizada pela Vivo, em 2012. Já em 2003, a arquiteta foi homenageada pela universidade em que se formou, o Mackenzie, pelo sucesso do seu Orelhão. 

Comentários
Deixe um comentário

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s