17 filmes que são grandes diamantes escondidos da Netflix

Uma seleção com os melhores filmes presentes atualmente na Netflix.

Ai, espera aí, já passou duas horas tentando escolher algo para assistir na Netflix e não encontrou absolutamente nada? Calma lá, a plataforma de streaming é muito da esperta e deixa os grandes diamantes escondidos, bem longe até dos olhares mais atentos.

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Abaixo, a gente separou algumas dessas joias, tem para todos os gostos: para as fãs de comédias românticas, dos dramas, dos filmões de ação e até para quem não abre mão de um longa de terror.

Pega o controle remoto, a pipoca, o chocolate e apenas vem!

1. “Gatinhas e Gatões”

Gatinhas e Gatões - Filmes da Netflix

E aí, você, uma adolescente cheia de inseguranças e medos, está prestes a completar 16 anos (nos Estados Unidos é a idade na qual as garotas fazem a tal festa de debutante) e, no dia do seu aniversário, sua família está preocupada demais com o casamento da sua irmã mais velha e simplesmente esquece que se trata do seu “grande dia”. OMG! COMO EU ODEIO A MINHA VIDA! Parece uma preocupação idiota, né? Mas, cara, nessa idade, é o equivalente ao apocalipse zumbi! Junte a isso, uma paixonite avassaladora pelo garoto mais popular do colégio e, pronto, está formada a terceira guerra mundial! Essa é a premissa de “Sixteen Candles”- que, infelizmente, no Brasil, virou “Gatinhas e Gatões -, clássico dos anos 1980 e o primeiro filme da prolífica parceria entre o diretor John Hughes, que praticamente inventou os filmes de “high school”, e da atriz Molly Ringwald, a ruiva que, posteriormente, brilhou em “Clube dos Cinco” e “A Garota de Rosa-Shocking”. Apesar de, com o olhar de hoje, algumas piadas de extremo mau gosto (felizmente, os tempos mudaram e alguns pensamentos evoluíram), a produção envelheceu muito bem porque o assunto principal continua atual, já que é puramente sobre amadurecer e como esse processo pode ser dolorido e, vai, até mesmo mágico. O típico filme que vai fazer você cantarolar os hits do passado e, de quebra, ficar com o sorrisinho no canto da boca quando ele acabar.

2. “Paris is Burning”

Paris is Burning - Filmes da Netflix

Antes de “Rupaul’s Drag Race” levar a cultura drag para o mainstream e se tornar um dos programas mais populares da TV norte-americana, existiu “Paris is Burning”. Pela primeira vez, um documentário mostrava de forma tão crua a dura realidade da comunidade LGBT na Nova York dos anos 1980. Se os Estados Unidos viviam um período de euforia econômica, as minorias retratadas no filme não haviam sido convidadas para essa festa. Por isso – com muito glitter e glamour -, decidiram criar a própria. Nos balls, que serviram de inspiração para o reality show e uma espécie de competição fashion cheia de regras e temas, gays, pessoas trans, latinos e negros encontraram uma forma de fugir da invisibilidade, preconceito, do racismo, e da epidemia de HIV. A cineasta Jennie Livingston levou para as telas histórias de pessoas que, mesmo em meio a toda a intolerância e opressão da sociedade norte-americana da época, se uniram de forma a se sentirem parte de algo. O triste é constatar que, tantas décadas depois, muita coisa ainda está igual.

3. “Namorados para Sempre”

Namorados para Sempre - Filmes da Netflix

Mas, e aí, o que acontece depois do “felizes para sempre”? Cindy (Michelle Williams) e Dean (Ryan Gosling) eram o casal perfeito: ele, carismático, ela, toda misteriosa. Se apaixonam, se casam e, bem, as coisas começam a mudar. E, olha, mudam demais! “Blue Valentine”, que virou “Namorados Para Sempre” no Brasil, é sobre desconstruir a ideia do amor eterno, do casamento como instituição máxima da sociedade. Infelizmente, o filme compre bem demais esse papel porque é duro pensar que aquele amor não era nada daquilo do passado, ele muda, acaba… E esse é o sentimento do espectador ao assistir essa obra.

4. “Amor Sem Escalas”

Amor sem Escalas

“Amor Sem Escalas” – muito pelo pavoroso título em português – é aquele típico filme no qual, de início, você acredita ser ~mais uma história boba de Hollywood~. Puro engano. George Clooney é Ryan Bingham, um executivo contratado pelas mais diferentes empresas com um único objetivo: demitir pessoas e, bem, ele é fantástico nessa atribuição. Para isso, e com toda a frieza do mundo, ele viaja os Estados Unidos para cumprir esse combinado. Mas a situação muda de figura quando duas mulheres cruzam a vida dele. Alex (Vera Farmiga), uma espécie de versão dele, surge para ele questionar tudo o que sabia sobre se entregar aos outros. Já Natalie, interpretada pela ótima Anna Kendrick, uma garota-prodígio, aparece para ameaçar o emprego de Ryan e fazê-lo repensar seu modus operandi. Indicado a cinco categorias no Oscar de 2010, inclusive a de Melhor Filme, a produção é uma delícia dirigida por Jason Reitman, de “Juno”, que traz um bonito retrato sobre solidão.

5. “A Incrível Jessica James”

A Incrível Jessica James -Filmes da Netflix

Assim, “A Incrível Jessica James” é um filme sensacional. Comédia romântica indie e despretensiosa, conta a história de uma dramaturga (que trabalha como professora de teatro infantil para pagar as contas) toda “diferentona”, sem filtro, e cheeeeia de personalidade. Jessica James (não confunda com Jessica Jones, tá?) é a típica millennial: se acha incrível, especial, tem altas pretensões, mas, no fundo, é bobona e insegura, como a maioria das outras pessoas da idade dela. É um longa sobre amadurecer, se encontrar na profissão, se encontrar no mundo, ser menos crítica com a família, ser menos “louca das redes sociais”… Ah, e o final é supreendentemente empoderador!

6. “Zodíaco”

Zodíaco - Filmes da Netflix

Zodiac foi um dos mais famosos serial killers norte-americanos. Atuou na Califórnia, nos Estados Unidos, entre os anos 1960 e 1970 e foi responsável por seis mortes comprovadas. Ganhou fama, também, por enviar cartas cabulosas à imprensa com alguns enigmas – caso os jornais se recusassem a publicá-las, ele ameaçava matar mais pessoas. Nunca teve a identidade descoberta. Os crimes, até hoje sem solução, foram considerados “perfeitos”. O filme dirigido por David Fincher também é.

7. “Verónica”

Verónica - Filmes da Netflix

Aclamado pela crítica, o espanhol “Veronica” tem direção de Paco Plaza (o mesmo da franquia “[REC]”) e todos os elementos de um bom filme de terror: protagonista carismática, sustos na medida certa e um ápice que vai deixar muita gente sem dormir. Nos anos 1990, uma garota de 14 anos resolve fazer o que qualquer garota de 14 anos faria, brincar com um tabuleiro Ouija, óbvio. Claro que a experiência não dá certo e ela começa a receber algumas visitinhas não muito agradáveis… Aparentemente banal, o enredo é baseado em um caso real e nunca solucionado pela polícia da Espanha. O nosso conselho? Não assista sozinha, ok? Porque, talvez, após o fim, você vai querer, sim, alguma companhia…

8. “Amnésia”

Amnésia - Filmes da Netflix

Filme de Christopher Nolan, o diretor da incrível trilogia do “Batman”, então, já dá para sacar que é coisa boa, não? E, olha, “Amnésia” é um filmão! A história conta a saga de Leonard Shelby (Guy Pearce) que, após ter a mulher estuprada e assassinada em casa, descobre um tipo de doença que o impede de ter memórias recentes. Atrás de vingança, ele começa a tatuar no corpo nomes e fatos para ajudá-lo nessa busca de justiça com as próprias mãos. Assim, não perca essa produção por nada. E, ó, dica: não tire os olhos da tela porque etnerf arap sárt ed assap es orietor o.

9. “Sintonia de Amor”

Sintonia de Amor - Filmes da Netflix

Curte uma boa comédia romântica? Vem, esse filme é especialmente para você e, ó, ele tem todos os ingredientes para uma produção do gênero! Mocinha determinada e cativante: check! Crianças adoráveis atuando como cupidos: check! Trilha sonora perfeita: check! Atores conhecidos por papéis em comédias românticas: check! Toda a magia do amor: check! “Sintonia de Amor” é um clássico, fez Tom Hanks e Meg Ryan ficarem ainda mais ricos e, sem dúvida, vai fazer você acreditar ainda mais em almas-gêmeas (se é que não acredita ainda!).

10. “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”

Hoje eu Quero Voltar Sozinho

Escolhido como representante do Brasil no Oscar 2015, “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho” é um filme basicamente sobre amor. Inspirado no curta “Eu Não Quero Voltar Sozinho”, também dirigido por Daniel Ribeiro, ele retoma de forma sensível a história do adolescente portador de deficiência visual Leo (Ghilherme Lobo) que, ao lado de Gabriel (Fabio Audi), encontra, pela primeira vez, o que chamamos de paixão. Sem um pingo de autocomiseração, a película foi um sucesso de crítica e público –  chegou a arrecadar R$ 1 milhão nas bilheterias após duas semanas de exibição -, e teve estreia mundial no importante Festival de Berlim, saindo de lá aplaudido e com o prêmio Teddy de melhor longa para um filme com temática LGBT. Uma joia que está a apenas um clique de distância na Netflix. 😉

11. “Na Natureza Selvagem”

Na Natureza Selvagem

Cansado dos valores capitalistas e, bem, da vida em sociedade, Christopher McCandless, ou “Alexander Supertramp”, interpretado por Emile Hirsch, deixa para trás a família, o dinheiro, os amigos, e se joga e uma viagem pelos Estados Unidos em busca de autoconhecimento e de uma existência regida pela natureza e não pelos bens materiais. A história, real, infelizmente, terminou de forma trágica e virou livro, em 1996, nas mãos do escritor Jon Krakauer. Sean Penn, o diretor do projeto, levou cerca de 10 anos para ter aprovação e levar a trajetória do rapaz aos cinemas. Reza a lenda, os parentes do mochileiro estavam receosos em ceder os direitos autorais porque, né, ele DELIBERADAMENTE DESISTIU DE VIVER EM SOCIEDADE POR CAUSA DO CAPITALISMO e a última coisa que poderia querer era descobrir que a aventura dele foi usada por Hollywood para vender ingressos e perpetuar ainda mais a engrenagem do lucro desmedido. Interessante, não? De qualquer forma, grande filme.

12. “The Babadook”

Babadook - Filmes da Netflix

Nos últimos anos, os filmes de terror estão simplesmente sensacionais! Aclamado pela crítica, “The Babadook”, filme escrito e dirigido por Jennifer Kent, é muito mais charmoso por seu simbolismo do que pela história. O enredo é simples: Amelia, interpretada por Essie Davis, é uma viúva que precisou criar sozinha o filho, Sam (Noah Wiseman), de 6 anos, depois da morte do marido em um acidente de carro. Após o aparecimento de um misterioso livro chamado “O Monstro de Babadook”, que conta a história de uma entidade demoníaca, acontecimentos estranhos começam a abalar a suposta paz da família. De forma poética, a narrativa propõe ao espectador questionar se, talvez, o sofrimento e o luto fossem o verdadeiro monstro.

13. “Minhas Mães e Meu Pai”

Minhas Mães e Meu Pai - Filmes da Netflix

Toda as famílias têm problemas, não adianta. E segredos. E tensões. Em “Minhas Mães e Meu Pai”, a diretora Lisa Cholodenko nos apresenta um lar chefiado pela obstetra Nic (Annette Bening, sempre maravilhosa) e pela dona de casa Jules (Julianne Moore) que, aparentemente, vivem de forma feliz com o casal de filhos, Joni (Mia Wasikowska) e Laser (Jush Hutcherson). Quer dizer… Gerados por inseminação artificial, os adolescentes, depois de anos, resolvem ir atrás do pai biológico e, a partir dessa interação, algumas máscaras caem. Paul (Mark Ruffalo), o doador do esperma, surge como um agente do caos que, de certa forma, traz à tona o melhor e o pior de cada um. Uma deliciosa e sensível comédia sobre relações familiares e como elas, como qualquer outro relacionamento, precisam ser constantemente regadas e tratadas com respeito e atenção. Recebeu quatro indicações ao Oscar 2011, entre elas a de Melhor Filme e Roteiro Original.

14. “Jogo Perigoso”

Jogo Perigoso - Filmes da Netflix

Baseado em um dos mil livros do Stephen King, “Jogo Perigoso” é uma produção original da Netflix das boas para as fãs de suspense. A premissa é uma loucura: um casal formado por Gerald (Bruce Greenwood) e Jessie (Carla Gugino), a fim de esquentar a relação, vai passar uns dias em uma casa completamente afastada de tudo (claaaaro!) e, doidos para deixar o sexo mais interessante, resolvem levar alguns brinquedinhos… Em dado momento, o marido resolve prender a esposa, aparentemente relutante, com uma algema na cama e, obviamente, o cara morre do nada e deixa ela abandonada à sorte (ou, talvez, à boa vontade de estranhos?). A partir daí, a tensão criada pelo cineasta Mike Flanagan só cresce e o filme não tem medo algum de tocar em temas pesados e importantes como violência doméstica, pedofilia e abuso infantil. E, né, a pergunta que não quer calar, será que ela vai conseguir escapar? Tem que assistir, gente. Tem que assistir.

15. “Frances Ha”

Frances Ha

“Frances Ha” é um excelente retrato de uma geração cheia de privilégios, sempre insatisfeita e com um talento gigantesco para fazer um monte de bobagens. Sabe quando você quer entrar na tela da TV e dar um chacoalhão naquela protagonista mimada que claramente está se sabotando? Pois é, esse é um dos sentimentos que este filme pode causar. Mas é uma produção cheia de qualidades também! Sensível e em preto e branco, mostra a trajetória de Frances, interpretada pela sempre ótima Greta Gerwig, uma dançarina um tanto desconectada da realidade que, por muito tempo, se apoiou no próprio carisma, demorou a amadurecer e a conta, finalmente, chegou. Quer uma comédia levinha com pitadas de drama e que vai fazer você refletir sobre a sua vida? Essa é uma ótima escolha! Ah, e a trilha-sonora é uma delicinha.

16. “Top Model”

Top Model - Filmes da Netflix

Vai, confessa, esse é bem o tipo de filme que você passaria direto no meio de tantas opções. Não cometa esse erro porque, de fato, “Top Model”, apesar do nome, é um bom longa. Sim, a história é sobre uma garota que sonha em ser uma modelo de sucesso e se apaixona por um fotógrafo famoso, toda aquela coisa meio cinderela, sabe?! Mas essa obra está longe de repetir certos clichês. Porque a relação dos dois não é, digamos, um conto de fadas e, entre drogas, sexo, festas luxuosas e muita roupa suja (de grife!) lavada, muita coisa acontece para expor como o mundo da moda poder ser podre. Espere por uma anti-heroína e um final inesperado nessa boa produção dinamarquesa.

17. “Perfeita Pra Você”

Perfeita pra Você - Filmes da Netflix

Assim, a gente não vai mentir: “Perfeita Pra Você”, mais uma produção original da Netflix, não é o melhor filme de todos os tempos já produzido, longe disso, mas cumpre muito bom o papel de comédia romântica que vai fazer você rir e, inevitavelmente, chorar. Bem, basicamente, porque a protagonista morre no início do filme e isso não é spoiler, não, tá?! Abbie (Gugu Mbatha-Raw , aquela de “Black Mirror”, do episódio San Junipero), logo de cara, é diagnosticada com câncer e tem poucos meses de vida. Ela decide, então, curtir a vida adoidada e conhecer ilhas distantes no pacífico, certo? Errado! Controladora e, por vezes, chata, ela resolve passar os últimos dias na terra em busca de um novo amor… para o marido, o tímido Sam (Michiel Huisman). Isso vai dar certo? Hum, vamos dizer que, talvez, essa ideia muito louca saia melhor do que uma viagem para Curaçao. Ah, para assistir, esteja com um lencinho do lado.

>> Filmes pesquisados em abril de 2018 <<

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