LEGO em braile para crianças cegas chegará ao Brasil

O produto está em fase de teste e tem data de lançamento prevista para 2020.

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Na última quarta-feira (24), a LEGO Foundation e o Grupo LEGO anunciaram um novo projeto de inclusão: o LEGO® Braille Bricks. Crianças cegas e com baixa visão poderão aprender braile de maneira divertida, usando as peças de Lego.

O produto apresentado durante a ‘Conferência de Marcas Sustentáveis’ em Paris está em fase de teste no Brasil, que segundo o IBGE, tem cerca de 140 mil crianças com deficiência visual e metade delas estão matriculadas em escola pública.

O conceito foi proposto para a Lego Foundation em 2011 pela Associação Dinamarquesa, e depois em 2017, pela Fundação Dorina Nowill para Cegos do Brasil, que se destacou internacionalmente na mobilização “Braille Bricks for All”, possibilitando o acordo para a produção do produto.

Noruega, Dinamarca e França também fazem parte da experimentação. A versão final tem previsão de lançamento em solo brasileiro e nestes países para 2020. Uma das ideias da marca é distribuir o kit de graça para instituições selecionadas por meio de parceiros participantes nos mercados onde os testes estão sendo realizados.

Serão aproximadamente 250 peças cobrindo o alfabeto completo, números de 0 a 9, símbolos matemáticos selecionados e inspiração para o ensino e jogos interativos. Eles terão a mesma quantidade de pontos em relevo usados nas letras e números do alfabeto Braile, permanecendo totalmente compatível com o sistema da marca. 

O diretor de Arte Sênior da LEGO e consultor interno do Projeto, Morten Bonde, – que, inclusive, sofre de um distúrbio genético nos olhos que está tornando-o gradualmente cego -, falou da importância do novo produto. “Vivenciar as reações dos alunos e professores perante o LEGO® Braille Bricks foi extremamente inspirador e me lembrou que as únicas limitações que encontrarei na vida são aquelas que eu crio em minha mente. Fico emocionado ao ver o impacto que este produto tem no desenvolvimento da confiança acadêmica e na curiosidade de crianças cegas e deficientes visuais em seu período de alfabetização”.