“O Bebê de Bridget Jones”: o que 12 anos mudaram em nossa inglesinha preferida?

Algumas coisas nunca mudam - já outras, por outro lado...

Logo que Bridget Jones, interpretada pela sempre incrível Renée Zellweger, aparece na tela do cinema, os espectadores de seu último filme provavelmente começam a se perguntar: como será que, nos 12 anos que se passaram desde O Limite da Razão, a protagonista amadureceu? Nossa redação já assistiu ao O Bebê de Bridget Jones, que chega oficialmente aos cinemas brasileiros no dia 29 de setembro, e veio te revelar um pouquinho do que os anos trouxeram à inglesa mais amada dos anos 2000 (sem spoiler algum – fique tranquila).

“O Diário de Bridget Jones”, de 2001.

É, sim, logo que Bridget aparece na tela que percebemos: algumas coisas nunca mudam. Ela continua ali, no mesmo apartamento, com pijamas sempre divertidos e quentinhos e uma propensão sempre especial para o drama. Contrariamente ao que muitos especulavam, também seu gosto na ~moda~ permanece o mesmo. Ela segue usando várias saias, botas de cano alto, roupas irreverentes e seu colarzinho de coração – marca registrada da personagem nos dois primeiros filmes. Fora isso, ela continua divertidíssima, seus pais continuam ótimos, seus três melhores amigos (Shazza, Jude e Tom) continuam fiéis e seu romantismo continua intacto. O filme é, por conta disso, perfeito para quem quer matar a saudade.

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Algumas coisas, no entanto, até no mundo da ficção precisam mudar, quando o tempo passa – ainda mais quando se trata de mais de uma década. Para a Srta. Jones, esses 12 anos significaram principalmente a chegada de um emprego bacana (agora, ela é produtora de um programa de TV) e a partida de vários quilinhos. Além disso, no novo filme Bridget cuida mais da saúde, deixou os cigarros de lado, é bem decidida sobre sua vida sexual e, como já indica o título… está grávida.

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Ser “bem decidida sobre sua vida sexual” no seu caso envolve, aliás, sexo casual com dois homens diferentes no tempo de uma semana. É justamente por isso que, sim, aos 43, Bridget está grávida – mas não sabe quem é o pai. O primeiro candidato é representado por ninguém menos do que o eterno McDreamy, Patrick Dempsey, enquanto o segundo, ah, esse nós já conhecemos bem: Mark Darcy, personagem de Colin Firth.

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O filme arranca boas risadas e bons aquecimentos no coração, para quem estava morrendo de saudades da Bridget. Ele arranca também, quase sem querer, boas reflexões sobre ascoisas que deveriam ter mudado na história e não mudaram – e que, quem sabe, comprovam que seria melhor se a personagem só tivesse ficado em nossas lembranças.

No filme, a protagonista está com 43 anos e passa sozinha (e fortíssima) pelas dificuldades de uma gravidez inteira – mas, ainda assim, passa vários momentos se lamentando por estar solteira.

Quando se depara com desafios no trabalho, sua primeira reação é encará-las, mas, na primeira dificuldade, segue a linha dos atrapalhados erros de seu passado – e não se mostra muito preocupada quando o assunto é a estabilidade financeira necessária para ter um filho.

E a cereja do bolo (#sóquenão): Mark defende, como advogado, a liberdade de expressão de um caricaturado grupo de feministas. Em uma determinada cena, quando elas estão se manifestando na rua, ele é o único a defendê-las – enquanto a mãe de Bridget chega a fazer uma piadinha infame sobre como “nós nem precisamos de novos direitos”, referindo-se aos direitos das mulheres. Sério, gente? Em pleno 2016?

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Em resumo: sim, rever Bridget Jones é gostoso, engraçado e feliz. Mas, se a gente até se identificava com a personagem nos primeiros filmes, o ideal é que agora já tenhamos evoluído mais do que a inglesinha conseguiu, nestes 12 últimos anos.

 

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