‘O Retorno de Mary Poppins’ retoma espírito mágico do clássico de 1964

Sequência do filme de 1964 reúne trama interessante, visual esplêndido e elenco impecável; vale a pena conferir no cinema!

A famosa babá mágica de Londres está de volta! ‘O Retorno de Mary Poppins‘ é uma tentativa de ressuscitar o espírito mágico e o clima encantado do clássico de 1964, quando a icônica Mary Poppins surgiu. E podemos dizer que a Disney cumpriu o que prometeu.

Se você ainda não viu o longa-metragem antigo, ou nunca ouvir falar em Mary Poppins, aqui vai um resumo. A história tem como origem a confusa e agitada família Banks, na Londres de 1910. Mr. Banks, banqueiro e pai de dois filhos, vive com a esposa em um casarão numa viela simpática.

Ao escrever um anúncio no jornal da cidade à procura de uma babá para cuidar de suas crianças, eis que Mary Poppins literalmente cai do céu com seu guarda-chuva – objeto que carrega o tempo todo. A partir da chegada da babá, a família Banks não será a mesma.

O novo filme da Disney funciona como uma sequência do clássico, portanto é recomendável assistir ao filme original antes de mergulhar nessa nova trama. ‘O Retorno’ narra a volta da babá para cuidar, dessa vez, dos filhos de Michael Banks, que passa por uma grave crise financeira. Michael, adivinhe, é filho do Mr. Banks do filme de 1964.

Com o enredo similar ao do primeiro filme, em termos de formato, o musical conquista de cara ao apresentar cores e mais cores. Visualmente é perfeito. Sem dúvida, isso enriquece a experiência e imersão no conteúdo da trama. Há também uma dosagem correta entre acontecimentos e canções, que vão e vêm sem cansar o espectador.

 (Disney/Divulgação)

A escolha de Emily Blunt para o papel de Mary Poppins foi sábia. A atriz entrega com competência uma versão repaginada – e talvez um pouquinho mais presunçosa – da clássica personagem. As crianças são muito cativantes e Lin-Manuel Miranda, intérprete de Jack, é simpático e consegue sustentar grande parte do filme com sua atuação.

 (Disney/Divulgação)

Ao falar de cinema, é inevitável a comparação entre a produção clássica e a nova versão. É indiscutível a excelência da caracterização, gestos dos personagens, cenários e ambientação na obra. Desde a casa onde vivem os Banks até os mínimos detalhes da vestimenta da protagonista: impecáveis.

 (Disney/Divulgação)

O espetáculo dirigido por Rob Marshall (cineasta que produziu ‘Caminhos da Floresta’ e ‘Chicago’) tem vários pontos positivos, mas também pequenas falhas que poderiam ser evitadas. Primeiramente, a duração do filme. Haveria como diminuir, ao menos, 20 minutos das 2 horas e 12 minutos de atração. Isso tornaria a experiência mais confortável para o público – ainda mais considerando que parte da audiência será formada por crianças.

O Jack de Lin-Manuel é bom, mas não é o mesmo Jack do filme de 1964, e como estamos falando de uma história contínua, era de se esperar uma coesão na integridade dos personagens. Além disso, há uma tentativa (da qual não iremos nos aprofundar muito por questão de spoilers) de união entre dois personagens que não faz muito sentido, levando em conta o contexto.

 (Disney/Divulgação)

Tudo isso não atrapalha a grandiosidade que ‘O Retorno de Mary Poppins’ é, o que o torna uma das produções mais bem elaboradas que a Disney fez neste ano. É filmes desse nível de criatividade que nos fazem “viajar” e querer assistir novamente e novamente.