“Vingadores: Guerra Infinita” é para assistir mais de uma vez no cinema

O filme estreia na quinta-feira (26), mas a gente já assistiu e adianta algumas informações.

“Vingadores: Guerra Infinita” é o maior lançamento do cinema em 2018, sem dúvidas. O filme estreia nesta quinta-feira (26) no Brasil e inicia a conclusão de uma história que começou há 10 anos com o lançamento de “Homem de Ferro”. De lá para cá, foram 18 longas dentro desse universo, muitos bilhões de dólares acumulados e uma legião de fãs ardorosos conquistados.

O MdeMulher assistiu e já adianta: a Marvel entregou o que prometia. A produção de duas horas e 40 minutos é, sim, um grande evento cinematográfico.

E com tanto herói reunido, os diretores Joe e Anthony Russo não têm tempo a perder e, logo na sequência inicial, colocam Thor (Chris Hemsworth), Hulk (Mark Ruffalo), Loki (Tom Hiddleston), Heimdall (Idris Elba) e os sobreviventes de Asgard frente a frente com o vilão semideus Thanos (Josh Brolin). Quer um spoiler? A cena é trágica.

E aí você já entende que algo mudou nesse universo. As piadas continuam lá, mas o longa é muito mais sombrio do que qualquer outro filme da Marvel. “Vingadores: Guerra Infinita” é mais sério, é como se universo cinematográfico da Marvel tivesse atingido uma maturidade. Por isso, espere por mortes de personagens queridos e muito sangue. Leve um lencinho para o cinema.

De qualquer forma, isso não significa que você não vai dar várias risadas. A interação de Peter Quill (Chris Pratt) e sua turma com o Thor, por exemplo, fez o cinema inteiro dar risada. Shuri (Letitia Wright), mesmo com poucos minutos de tela, também é outro destaque: a irmã do Pantera Negra simplesmente humilha o raciocínio lerdo de Tony Stark (Robert Downey Jr.) e Bruce Banner.

O vilão

Se nos outros filmes do universo Marvel os vilões sempre foram, de certa forma, figuras unidimensionais, em “Vingadores: Guerra Infinita” temos um antagonista com propósito e com, acredite, sentimentos. Thanos não quer simplesmente conquistar a Terra, ele quer algo maior.

Essa busca dele pelas joias do infinito não é somente por poder – ok, também é. Mas, na cabeça doentia dele, o único modo da humanidade sobreviver de forma sustentável e exterminando metade da população mundial. Olha que fofo, ele só quer a paz mundial! E é esse desejo que move ele e, bem, faz todas as engrenagens do filme girarem.

Muitos atores, pouco tempo de tela

Quando o filme foi anunciado muita gente se perguntou “como vão fazer para todos esses heróis brilharem?”. Bem, eles não fazem. Personagens queridos mal aparecem, as mulheres do elenco, então, conquistaram poucos momentos significativos. A única exceção é Gamora (Zoe Saldana) que, como filha de Thanos, tem algum desenvolvimento.

Apesar disso, o saldo final é positivo. As batalhas estão maiores do que nunca, a trilha-sonora é ótima, o filme mescla muito bem os momentos de descontração com o tom mais sombrio e, certamente, você vai querer assistir de novo. É uma boa preparação para a continuação que será lançada em 2019.

Um conselho? Espere na cadeira do cinema até os créditos acabarem.