Caralluma é o fitoterápico do momento para emagrecer

Pílulas de Caralluma Fimbriata fabricadas a partir do cacto seriam capaz de reduzir até 30% da fome e do apetite

Cacto e pílulas de caralluma
Foto: Reprodução/BOA FORMA

As pílulas de caralluma já viraram febre entre as pessoas que lutam contra a balança. A substância é extraída do Caralluma Fimbriata, cacto de origem indiana. A fama do caralluma como potente redutor de apetite remonta a um velho costume do sul da Índia. Em geral, ele é consumido cozido na água, com temperos, como qualquer legume; ou cru, na salada.

Em algumas regiões do país, é comum encontrar o caralluma em conserva. Entre as camadas mais pobres da população, ele é conhecido como a “comida da escassez”. Homens, mulheres e crianças têm o hábito de mastigar o seu caule para driblar a fome e aumentar a resistência física.

No último Congresso Americano de Diabetes, realizado em junho de 2010 na Flórida, Estados Unidos, a caralluma foi considerada a estrela dos fitoterápicos. Afinal, nenhuma outra substância (nem mesmo alopática) reúne tantos mecanismos de ação contra a obesidade (a maior preocupação para o controle do açúcar no sangue).

“Médicos do mundo inteiro presentes no evento também se mostraram empolgados com o fato da caralluma agir em sinergia com outras plantas que apresentam ações complementares”, diz Marcia Kelman, endocrinologista e homeopata da Clínica Biodet, em São Paulo. Significa que, se o seu metabolismo é lento, a caralluma combinada com chá verde pode ser ainda mais eficaz para o seu caso. Entenda como a caraluma age:

Mecanismo de ação
Estimula o organismo a enviar mensagens de saciedade ao cérebro, reduzindo até 30% da fome e do apetite. Imagine que na hora do jantar você só fique satisfeita com três pedaços de pizza. Com a caralluma, vai ficar feliz com dois pedaços (ou menos). Além disso, a substância tem o poder de aumentar os níveis de serotonina. “É por isso que ela diminui a vontade de doce e promove bem-estar”, resume o médico ortomolecular Amilton Macedo, da Clínica Amilton Macedo, em São Paulo. E ainda compete com a enzima responsável pelo início da formação de gordura, a citrato liase, impedindo novos estoques na cintura.

Tempo mínimo
Como qualquer fitoterápico, a caralluma pode demorar alguns dias para surtir efeito. “Meus pacientes relatam que sentem menos fome a partir da segunda semana do início do tratamento”, conta Amilton. Portanto, antes de achar que ela não funciona para você, faça um teste por 15 dias. “Se depois disso nada acontecer, é importante reajustar a dosagem ou avaliar se essa substância é ideal para o seu caso”, orienta Daniela Jobst, nutricionista da Clínica Nutrijobst, em São Paulo.

Horário ideal
A dosagem depende de cada caso. Já o horário de consumo é o mesmo. “A fome começa a diminuir só depois de meia hora da ingestão da caraluma. Por isso, recomendo consumir a pílula ou bala uma hora (ou, no máximo, 30 minutos) antes do almoço e do jantar”, diz Marcia Kelman.

Período de tratamento
Como não tem contraindicação nem oferece efeitos colaterais, não há limite de tempo para o consumo. “Porém, após o paciente atingir o peso desejado, recomendo reduzir a dosagem aos poucos”, diz Amilton.

Se pensou em se automedicar, esqueça! Apenas um profissional (endocrinologista, homeopata, ortomolecular ou nutricionista) pode definir a dosagem e as parcerias para a caraluma, que pode ser manipulada na forma de pílula ou bala de colágeno.

Mais um alerta: há várias ofertas de pílulas de caralluma na internet. Tome cuidado, pois mesmo as substâncias naturais devem ter o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Mas existem fórmulas comercializadas prontas sem nenhum tipo de fiscalização. “Nesse caso, o consumidor não tem a garantia de que o produto traz a planta medicinal correta e isenta de contaminação”, alerta Ana Cecília Carvalho, coordenadora de medicamentos fitoterápicos da Anvisa.

A caralluma é liberada na forma de extrato seco. Por isso, só as farmácias de manipulação podem colocá-la em cápsula ou usá-la na bala de colágeno e na dose recomendada pelo médico.

*Com informações da VIVA MAIS!, VEJA E BOA FORMA